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Disputa por vaga em tribunais tem candidatos apoiados por membros do STF e pelo PT

Nomes como Gilmar Mendes, ministro do Supremo, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Fernando Haddad, ministro da Fazenda, têm candidatos no páreo

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A disputa por vagas em importantes tribunais do país tem mobilizado ministros do presidente Lula (PT), parlamentares e integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal).

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) realizará nos próximos meses diversas votações internas para definir indicados para assentos destinados à advocacia no TST (Tribunal Superior do Trabalho) e em dois tribunais regionais federais.

Nomes como Gilmar Mendes, ministro do Supremo, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, e Fernando Haddad, ministro da Fazenda, têm candidatos no páreo.

Um dos postulantes ao TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) é Eduardo Martins, filho do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Humberto Martins. Pesa contra ele, no entanto, a relação com pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Outro é Flávio Jardim, apoiado por Gilmar e que já esteve em uma lista anterior, mas acabou sendo preterido pelo então presidente Bolsonaro.

Também são vistos como fortes na briga os advogados Thiago Campos e Vicente Viana. O primeiro tem relação próxima com o PT e apoios de próceres petistas, como Haddad e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), seu conterrâneo.

O segundo tem apoios importantes na própria OAB e conta com ajuda do ministro Reynaldo Fonseca, do STJ, e do desembargador do TRF-1 Gustavo Amorim.

A votação está marcada para o próximo dia 18. A OAB elegerá duas listas sêxtuplas e, depois, caberá ao tribunal reduzir ambas as relações pela metade. Lula, então, terá que escolher um de cada lista para se tornar integrante da corte.

O advogado Diogo Condurú também tem apoios importantes no mundo político. Estão ainda na disputa advogados com histórico na OAB, como Marcus Gil, Gustavo Silbernagel e Rebeca da Silva.

O rito para escolha do próximo ministro do TST é similar. A OAB escolherá seis nomes, o tribunal reduzirá a relação para três e, depois, Lula escolherá um deles para assumir um assento no órgão de cúpula da Justiça do Trabalho.

O advogado Adriano Avelino está em campanha para o cargo e tem apoio do presidente da Câmara. Um problema para ele, no entanto, é o fato de não ser o único candidato de seu estado, Alagoas.

O alagoano Fernando Paiva é o candidato ao TST de Felipe Sarmento, presidente do fundo financeiro da OAB e favorito para assumir o comando do órgão após a gestão de Beto Simonetti. Ele já foi pressionado a retirar a candidatura de seu aliado, mas não cedeu à pressão e manteve o nome de Paiva na disputa.

A disputa entre os dois alagoanos esquentou nas últimas semanas. É raro a OAB incluir conterrâneos na mesma lista.

Outro nome de peso na disputa é o de Emmanoel Campelo. Ele é filho de Emmanoel Pereira, que se aposentou recentemente do TST escalou o filho para disputar a cadeira que era sua até outubro do ano passado.

Além dele, o advogado Antonio Fabrício é outro nome que desponta na disputa. Ele tem boas relações dentro da OAB e também conta com o apoio do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, que até hoje exerce influência no PT.

Outro tribunal que tem duas vagas abertas e que caberá à OAB preencher os assentos atualmente sem donos é o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

Nesse caso, está no páreo a advogada Gabriela Araújo, que é casada com Emídio de Souza (PT-SP) deputado estadual que exerce grande influência dentro do PT.

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Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

BASTIDORES DO PODER

Veteranos se unem para levar Londres à presidência da Assembleia Legislativa

Puccinelli, Teixeira, Zeca e Jerson articulam eleição do decano, enquanto Riedel avalia Caravina e Corrêa busca apoio de Azambuja

14/09/2026 07h55

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado

Os candidatos Jerson Domingos, Zé Teixeira, Zeca do PT, André Puccinelli e Londres Machado Foto: Montagem

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Uma articulação envolvendo alguns dos políticos mais experientes de Mato Grosso do Sul começa a desenhar a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosos do Sul (Alems) na próxima legislatura. 
Conforme apuração do Correio do Estado, o deputado estadual Londres Machado (PP), o ex-governador André Puccinelli (MDB), o deputado estadual Zé Teixeira (PL), o deputado estadual Zeca do PT e o ex-conselheiro Jerson Domingos (União Brasil), do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), já teriam se alinhado em torno de um acordo para entregar a presidência da Casa ao decano do Parlamento estadual.

Nos bastidores, de acordo com a reportagem, o grupo é chamado de “Bancada da Bengala”, em referência à idade e à longa trajetória política de seus integrantes, afinal, juntos, os cinco têm idade média de quase 80 anos. 

Zé Teixeira é o mais velho, com 86 anos, seguido por Londres Machado, de 84 anos, André Puccinelli, com 78 anos, Zeca do PT, com 76 anos, e Jerson Domingos, com 75 anos – ele completará 76 anos em novembro.

No entanto, a movimentação depende do resultado das urnas no dia 4 de outubro, pois, enquanto Londres, Zé Teixeira e Zeca tentam renovar os respectivos mandatos, Puccinelli e Domingos buscam retornar à Alems. 

Caso todos os três sejam reeleitos e os dois eleitos, o grupo pretende trabalhar para que Londres assuma novamente o comando do Legislativo, independentemente das preferências das principais lideranças políticas do Estado.

Embora Zé Teixeira seja o mais velho, Londres é considerado o decano em razão do número de mandatos e do tempo de atuação parlamentar. 

Ele tenta chegar ao 14º mandato de deputado estadual e acumula diversas passagens pela presidência da Alems.

A articulação antecipada pode contrariar os planos do governador Eduardo Riedel (PP), que tenta a reeleição, e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que busca uma cadeira no Senado, duas das principais forças políticas envolvidas na formação da futura Mesa Diretora.

Riedel cogitaria apoiar Pedro Caravina (PSDB) para a presidência. O deputado, entretanto, precisaria conquistar um novo mandato e construir maioria entre os parlamentares eleitos. 

No PL, Paulo Corrêa também estaria pressionando Azambuja para receber o apoio do partido na disputa pelo principal cargo da Casa.

PONTO PACÍFICO

Apesar das divergências em torno da presidência, há espaço para uma composição. O ponto considerado pacífico nas conversas é que Riedel e Azambuja poderiam participar diretamente da escolha do primeiro-secretário, segundo posto mais importante da Mesa Diretora e responsável pela administração da Alems.

Para a função, a preferência seria por Gerson Claro (PP), atual presidente da Alems. O parlamentar mantém bom trânsito tanto com Riedel quanto com Azambuja e também possui uma relação política próxima com Londres Machado. 

Essa condição permitiria que ele funcionasse como elo entre a bancada governista, o grupo ligado ao ex-governador e os parlamentares veteranos. 

A eventual chapa com Londres na presidência e Gerson Claro na primeira-secretaria surgiria, assim, como uma solução para acomodar os diferentes grupos. 

O arranjo preservaria o comando político da Alems com o decano, ao mesmo tempo que garantiria às duas principais lideranças influência sobre a administração da Casa.

Qualquer acordo, entretanto, continuará condicionado ao desempenho dos envolvidos nas eleições. 
Além de conquistarem os respectivos mandato, os integrantes do experiente grupo precisarão reunir votos dos outros 19 deputados estaduais que formarão a próxima legislatura.

* Saiba 

Presidente da Alems precisa ter 13 votos

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul será realizada no dia 1º de fevereiro de 2027, depois da posse dos 24 deputados estaduais. 

A votação será nominal e aberta, com possibilidade de disputa por chapa ou candidatura individual.
Para vencer no primeiro escrutínio, o candidato precisará de pelo menos 13 votos. 

Se ninguém alcançar esse número, haverá uma segunda votação por maioria simples. Em caso de empate, será eleito o candidato mais idoso.

Além do presidente, serão escolhidos três vice-presidentes e três secretários para mandatos de dois anos, com possibilidade de reeleição. 

Os interessados deverão registrar as chapas ou candidaturas individuais até o início da sessão, indicando o cargo que pretendem disputar.

O presidente eleito ficará responsável por conduzir as sessões e os trabalhos legislativos, além de participar do comando administrativo da Casa. 

As regras estão previstas no Regimento Interno da Alems.

Caso algum dos cargos não seja preenchido após o segundo escrutínio, será aberto um novo prazo de até 48 horas para inscrições, e outra eleição deverá ocorrer em até 72 horas. Até a definição, os trabalhos serão conduzidos provisoriamente.

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