Política

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Doutora da alegria

Doutora da alegria

Redação

24/03/2010 - 07h30
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Marisa Orth não esperava, mas vai voltar ao ar bem antes do que imaginava. Há poucos meses, em dezembro do ano passado, quando se despediu da neurótica Rita, de “Toma lá, dá cá”, ela achou que ficaria um bom tempo fora dos estúdios. Mas já retorna ao batente na noite de 4 de abril, em mais um papel cômico. Desta vez, porém, a personagem de Marisa vai mudar de ramo. Em vez de trabalhar no setor imobiliário, o papel da atriz vai atuar como médica. Isso porque, no seriado humorístico “S.O.S. emergência”, ela vai dar vida à ginecologista e obstetra dra. Michele. “Gosto do universo médico. Sou quase uma hipocondríaca...”, diverte-se ela, garantindo que, apesar de a produção brincar com o dia a dia dos médicos, eles não vão ficar ofendidos. “A gente quer que, principalmente, a classe médica dê risada. Se eles rirem, a gente vai se considerar realizado”, torce. De personalidade forte, dra. Michele trabalha no fictício hospital Isaac Rosenberg. Lá, ela divide as queixas dos pacientes com uma equipe médica formada, entre outros, por especialistas como o cirurgião Wando, encarnado por Bruno Garcia; a clínicageral Veruska, papel de Maria Clara Gueiros; e o diretor médico do hospital, dr. Solano, representado por Ney Latorraca. “O elenco está fantástico. O Maurinho tem um talento enorme para ‘casting’”, elogia ela, referindo-se a Mauro Mendonça Filho, diretor-geral do programa. Ao elogiar a escalação do diretor, contudo, Marisa não disfarça sua predileção por Ney Latorraca. “Ele é maravilhoso. É o mais engraçado de todo o elenco. É uma matriz de piadas”, derrete- se. Para compor a médica, Marisa – juntamente com o resto do elenco do seriado – visitou o hospital Copa D’Or, na Zona Sul do Rio, a fim de conhecer histórias, rotinas e curiosidades dos homens e mulheres de branco. Afinal, ela recebeu do diretor-geral a instrução de que a trama seria realista, mas não real. Não é à toa que a atriz não se preocupou em fazer um laboratório detalhado com ginecologistas para representar a Michele o mais próximo da realidade. O mais importante, para ela, foi captar a rotina dos médicos, e não a maneira como eles executam cada procedimento. “Não assisti a um parto, por exemplo. Para quê? Para fazer comédia? Tenho um médico de verdade do meu lado que me ensina como segura um bebê. Às vezes tem até dublê de mão”, entrega, aos risos. Marisa conta que, apesar de ser fã dos seriados americanos dedicados à Medicina, como “House” e “E.R.”, não procurou assisti-los quando soube que viveria uma médica na ficção. Até porque, segundo ela, o humor americano é completamente diferente do brasileiro. E, desde que começou a ser escrito pela dupla de autores Marcius Melhem e Daniel Adjafre, o “S.O.S. emergência” nunca teve esse propósito. Marisa explica que o objetivo do programa é mostrar o humor brasileiro. “Temos muito a aprender com as séries americanas, que são sensacionais. Ninguém vai dizer o contrário. Mas qual é o jeito da gente? Como vai ser isso? Acho que a gente vai achar à medida que for fazendo”, argumenta, confessando que torce para que o programa caia nas graças do público. “Nossa meta é que as pessoas alternem gargalhadas com sorrisos. Que não necessariamente riam na hora, que riam depois, contando para uma amiga. A gente quer que tenha identificação”, torce.

Apuração

Presidente da CPMI do INSS diz que Mendonça ordenou a PF a filtrar informações do caso Master

Triagem é feita pela PF para fornecer aos parlamentares apenas informações que se enquadrem no escopo das investigações do colegiado

02/03/2026 19h00

Senador Carlos Viana

Senador Carlos Viana Foto: Divulgação

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira, 2, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal que filtre informações relativas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, antes de entregá-las à comissão.

A triagem feita pela PF é para fornecer aos parlamentares apenas informações que se enquadrem no escopo das investigações do colegiado, que apura esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

No último dia 20, Mendonça ordenou que a PF compartilhasse as provas decorrentes das quebras de sigilo, em meio físico ou digital, do dono Master com a comissão. Com a decisão, o ministro do STF revogou a determinação do relator anterior, ministro Dias Toffoli, de dezembro, para que a CPI não tivesse acesso aos materiais.

Viana, contudo, argumenta que essa determinação de triagem das provas não consta na decisão do magistrado. Também disse ter recebido a informação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com quem conversou sobre a demora na entrega das informações.

"De acordo com ele (Andrei Rodrigues), é uma orientação do gabinete do ministro que estaria inclusa na decisão. Nós não encontramos (essa orientação na decisão)", disse o presidente da CPMI do INSS.

A triagem que a Polícia Federal tem feito para atender ao pedido de Mendonça é o que tem causado a demora na entrega dos documentos, determinada há 10 dias, de acordo com o senador.

"A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo, mas, por determinação do Supremo, nós só receberemos os arquivos ligados aos empréstimos consignados", afirmou Viana.

"Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas", acrescentou.

Mendonça assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF no último dia 12, após Toffoli abdicar do processo. Mendonça também é o relator das investigações de fraudes no INSS.

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Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

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