Política

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Duas variedades de cana são suscetíveis à ferrugem

Duas variedades de cana são suscetíveis à ferrugem

Redação

08/02/2010 - 06h27
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Pesquisadores já identificaram pelo menos duas variedades de cana-de-açúcar altamente suscetíveis à ferrugem alaranjada – doença provocada por um fungo do gênero puccinia e que, no Brasil, foi descoberta no mês passado tendo se propagado principalmente em lavouras da região oeste de São Paulo. Segundo especialistas, Mato Grosso do Sul deve ser o próximo a apresentar focos por fazer fronteira com aquele Estado. “Não há como fugir. Mato Grosso do Sul certamente apresentará casos da doença, pois, assim como a ferrugem da soja, os esporos do fungo se espalham pelo vento e estamos bem ao lado de municípios contaminados. É uma questão de tempo apenas”, afirmou o diretor da Associação de Bioenergia de MS (Biosul), Isaías Bernardini. Em São Paulo já há lavouras de cana com a ferrugem alaranjada em Presidente Prudente, Araçatuba e Ribeirão Preto, entre outras cidades. Para que o Estado não seja pego de surpresa pelo fungo, pesquisadores já iniciaram testes para minimizar os efeitos da doença. Segundo Roberto Hollanda Filho, presidente da Biosul, todos os segmentos do setor estão atentos e buscando alternativas. “Pesquisadores estão verificando as variedades mais resistentes, usinas e produtores estão em busca de informação para evitar variedades suscetíveis à ferrugem alaranjada”, informou. Atualmente três entidades brasileiras pesquisam inúmeras variedades existentes no País: a Rede Universitária para Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa), o Centro Técnico Canavieiro (CTC), e a Canavialis – empresa da Monsanto especializada em melhoramento genético da cana-de-açúcar. Variedades Como não há defensivo para a ferrugem alaranjada e o empenho do setor é que sejam criadas plantas resistentes, e não agrotóxicos que possam aumentar os custos e prejudicar o meio ambiente, pesquisas já levaram à identificação de, pelo menos, duas variedades que devem ser descartadas pelos produtores e usinas, pois são sensíveis à doença. Entre elas está uma pertencente ao tipo RB (República do Brasil), que há cerca de 30 anos é utilizada no mundo todo. Trata-se da RB 454, que atualmente é uma das três mais cultivadas em Mato Grosso do Sul e que também responde por 40% das lavouras de cana da Austrália – país onde a ferrugem alaranjada surgiu há cerca de 10 anos e em seguida se propagou pela América Central. A segunda mais sensível é uma variedade paulista, a SP 1115, criada pelo CTC. Esta é uma planta extremamente suscetível à doença e, segundo especialistas, terá que ser eliminada com o tempo ou aprimorada por novas pesquisas.

Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

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ELEIÇÕES 2026

Após carta de Bolsonaro, Azambuja diz que convenção vai definir os candidatos do PL ao Senado

Presidente estadual do partido, o ex-governador assegurou que nunca excluiu os nomes de Marcos Pollon e Gianni Nogueira

02/03/2026 16h21

Divulgação

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Após o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), escrever do próprio punho uma carta indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como seu pré-candidato ao Senado pelo partido no Estado, o presidente estadual da legenda, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse, nesta segunda-feira (2), ao Correio do Estado que a convenção de julho da sigla definirá os nomes dos dois candidatos a senadores da República.

“Conversei com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e ele disse que a definição dos dois candidatos do partido para disputar as duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul será na convenção da legenda prevista para o próximo mês de julho”, reforçou, completando que até lá muita coisa ainda deve acontecer relacionada aos candidatos do PL que vão disputar o pleito deste ano.

Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição. “Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Transparência

Em entrevista ao Correio do Estado, o deputado estadual Capitão Contar disse que recebia com respeito a manifestação do ex-presidente Bolsonaro. “O PL é um partido forte e é natural que novos nomes se somem ao projeto”, pontuou.

Ele recordou que desde o fim de 2022 iniciou uma construção mútua e transparente com o presidente Bolsonaro, que foi crescendo com a cúpula nacional do partido, fundamentada em muito diálogo e compromisso com o Estado.

“De lá para cá, outros nomes também se apresentaram, o que é natural e legítimo. Nosso objetivo comum é garantir que Mato Grosso do Sul eleja senadores alinhados aos nossos valores e que ajudem a formar uma maioria corajosa e comprometida com os anseios da população brasileira e com Constituição Federal no Senado”, assegurou.

Para o Capitão Contar, o partido sempre deixou claro que a definição levará em conta a viabilidade e a melhor estratégia para assegurar essa representação. “Eu sigo tranquilo, confiante e focado em continuar construindo esse caminho com maturidade. Estou aqui para somar, à disposição de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

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