Política

Eleições 2024

Eleições têm mais de 6.600 candidatos militares ou ligados a forças de segurança

Esse número é 23% menor do que os 8.673 registrados em 2020

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Nos registros das eleições municipais deste ano, pelo menos 6.649 candidatos declararam uma profissão militar ou policial, ou utilizam nomes de urna que fazem referência às forças de segurança. Esse número é 23% menor do que os 8.673 registrados em 2020. Embora o total de candidatos também tenha diminuído nesta eleição, a queda foi menos acentuada, de 18%.

Os partidos de direita, como PL, Republicanos e União Brasil, possuem o maior número de candidatos com esse perfil. Um em cada seis desses candidatos foi lançado pelo PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Neste pleito, o PL deu destaque a policiais militares, delegados, militares e guardas municipais na formação das chapas para as prefeituras. O número de candidatos desse perfil em todos os cargos pelo partido dobrou em relação a 2020. Entre os 14 candidatos a prefeito do partido em capitais, 4 são policiais.

Em São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil, o coronel da reserva da PM Ricardo Mello Araújo (PL) foi indicado como vice na chapa do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que concorre à reeleição.

Por outro lado, os partidos de esquerda, como PCO, PCdoB e PSOL, têm menos representantes desse perfil. PCO tem apenas um candidato, PCdoB tem 17, e PSOL tem 18. PSTU, PCB e UP não tiveram candidatos identificados no levantamento.

A análise, baseada em dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) atualizados até sexta-feira (16), considerou candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador que declararam profissões como policial (civil e militar), militar, militar reformado, bombeiro e segurança. Também foram contabilizados nomes de urna com títulos e patentes, como "capitão", "tenente", "sargento", "bombeiro", "delegado" e "investigador", em todas as variações de gênero.

Os estados do Sudeste e Sul lideram em número de candidatos com esse perfil, com São Paulo em primeiro lugar (1.263), seguido por Minas Gerais (884), Rio de Janeiro (582), Paraná (403) e Rio Grande do Sul (391).

Especialistas apontam que o número real de candidatos das forças de segurança pode ser ainda maior, já que alguns policiais declaram a profissão como "servidor público" e não utilizam títulos relacionados ao cargo em seus nomes de urna.

Dos 6.649 candidatos analisados, 40% declararam ser policiais militares (2.788). Outros 17% (1.163) afirmaram ser militares reformados, ou seja, aposentados ou afastados do serviço ativo.

Atualmente, tramita no Senado uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) enviada pelo governo Lula que visa criar regras para impedir que militares da ativa das Forças Armadas disputem eleições ou ocupem cargos no primeiro escalão do Executivo. A proposta, apresentada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), determina que o militar que desejar disputar eleições seja transferido para a reserva no momento do registro de candidatura, sem possibilidade de retorno à carreira. Além disso, o texto propõe o fim da remuneração, a menos que o militar já tenha cumprido 35 anos de serviço.

Folha Press

Denúncias

Pardal: eleitores denunciam duas irregularidades eleitorais por dia em MS

Levantamento considera os registros apresentados desde 16 de agosto

14/09/2026 17h45

Aplicativo Pardal

Aplicativo Pardal Gerson Oliveira

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Consulta feita pelo Correio do Estado ao painel público do Pardal, ferramenta da Justiça Eleitoral destinada ao recebimento de denúncias sobre propaganda irregular, mostra que Mato Grosso do Sul já contabiliza 67 ocorrências relacionadas às eleições de 2026.

O levantamento foi realizado nesta segunda-feira (14), e considera os registros apresentados desde 16 de agosto, data do pontapé oficial do período de campanhas eleitorais. Ou seja, em média, duas irregularidades são denunciadas todos os dias no Estado. 

Campo Grande concentra 26 registros, o equivalente a 38% das denúncias feitas no Estado. Dourados (12), Ponta Porã (5) e Bonito (5) aparecem em seguida. Jardim, Ivinhema, Corumbá, Miranda, Nova Andradina, Três Lagoas, Sonora, Rio Brilhante, Chapadão do Sul, Coxim e Caarapó também possum denúncias de irregularidades. 

Na Capital, as denúncias envolvem distribuição de material gráfico, comícios e showmícios, utilização de bens públicos, propaganda na internet e outdoors. Um dos registros aparece no sistema sem a informação sobre o tipo de irregularidade apontada.

Em Dourados, uma denúncia está relacionada ao uso de bens públicos e outra à propaganda na internet. Ivinhema tem um caso envolvendo omissão de informações obrigatórias, enquanto Jardim e Nova Andradina registraram ocorrências relacionadas a outdoors. Em Miranda e Três Lagoas, as denúncias tratam de propaganda eleitoral na internet.

Entre os cargos envolvidos, candidatos a deputado estadual (29) e a deputado federal (22) concentram a maioria das denúncias. Demais denúncias foram destinadas a candidatos a governador (4), senador (2), partido e coligação (10). 

O painel público do Pardal não informa os nomes dos candidatos ou responsáveis denunciados. O relatório disponibilizado pela Justiça Eleitoral apresenta somente o município, o tipo de irregularidade, o cargo envolvido e a situação da ocorrência. Os nomes podem constar no ambiente interno da Justiça Eleitoral ou em processos do PJe que não estejam sob sigilo.

A propaganda na internet é o tipo mais frequente, com 15 registros. Bens públicos (12), vias públicas (8), outdoors e outdoors eletrônicos (6), comícios e showmícios (5), distribuição de material gráfico (4) também estão entre as denúncias. Também há denúncias por adesivagem, confecção e distribuição de brindes. 

Das 67 denúncias apresentadas em Mato Grosso do Sul, 55 já foram peticionadas no Processo Judicial Eletrônico. A maior parte dos registros, 35, foi enviada por aparelhos com sistema iOS, enquanto 32 partiram de dispositivos Android.

O registro no Pardal não significa que a irregularidade tenha sido comprovada. As informações encaminhadas pelos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica a existência de elementos mínimos e define as providências cabíveis para cada caso. Os dados podem ser conferidos aqui!

Chamamento

Tereza Cristina aciona 40 senadores para acompanhar julgamento de Moraes no STF

Tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes

14/09/2026 14h30

tereza

tereza

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A senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP) ligou para mais de 40 parlamentares ao longo do final de semana para pedir que venham a Brasília acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para esta terça-feira (15), visto que o julgamento no Supremo pode definir se o ministro Alexandre de Moraes será investigado por relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Os congressistas que já estão na capital vão fazer um pronunciamento nesta segunda-feira, no Senado, com a presença de Tereza e do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.

Conforme apurado pelo Estadão, a tendência, entretanto, é que o julgamento seja adiado por pedidos de vista de ministros aliados de Moraes.

Por sua vez, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) solicitou na semana passada ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que abra uma sessão extraordinária nesta terça para que os parlamentares acompanhem o julgamento no Supremo mas, conforme apurou a Coluna, Alcolumbre não deve se pronunciar oficialmente sobre o pedido.

O presidente do Congresso tem se queixado a aliados da pressão que vem sofrendo de seus pares, especialmente os da oposição, para que dê andamento a pedidos de impeachment contra ministros do STF.

Em conversas reservadas, os congressistas reclamam da "passividade" da Casa diante da crise que passou a assombrar a Corte. Alcolumbre é próximo de Alexandre de Moraes e voltou a ter boa interlocução com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fatores que diminuem ainda mais as chances de o presidente do Senado agir em relação aos conflitos envolvendo o STF antes das eleições.

Com informações de Estadão Conteúdo 
 

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