Política

ATUALIZAÇÃO

Em nova lista, 32 sul-mato-grossenses aparecem entre presos provisórios em Brasília

Também foi divulgada lista de pessoas liberadas mediante uso de tornozeleira, mas nenhum nome é de MS

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Em lista atualizada neste sábado (21), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape) divulgou o nome de 32 sul-mato-grossenses que estão detidos em Brasília por serem suspeitos de participação nos atos de vandalismo que ocorreram em Brasília no segundo domingo do ano, 08 de janeiro. 

A divulgação obedece determinação da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal e separa os detidos em estão no Centro de Detenção Provisória II. No local estão presos 20 homens de MS. 

Já na Penitenciária Feminina do Distrito Federal estão 12 mulheres do Estado, acusadas de terem participado dos protestos violentos, no qual os prédios que abrigam o Congresso Federal, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. 

Na lista de investigados que foram liberados para responderem às acusações em liberdade e que serão rastreados por tornozeleira eletrônica não há nomes de pessoas oriundas de Mato Grosso do Sul. 

Ao todo, entre homens e mulheres, 942 pessoas tiveram suas prisões preventivas decretadas e outras 464 foram liberadas mediante o uso de tornozeleira.

VEJA AS LISTAS ABAIXO 

Centro de Detenção Provisória II - CDP II

  • Alcebiades Ferreira da Silva 
  • Alexandre Henrique Kessler
  • Carlos Rogério Coimbra
  • Daniel Rodrigues Machado
  • Diego Eduardo de Assis Medina
  • Djalma Salvino dos Reis
  • Eliel Alves 
  • Ilson Cesar Almeida de Oliveira
  • Ivair Tiago de Almeida 
  • Jairo de Oliveira Costa
  • Jeferson Franca da Costa Figueiredo 
  • João Batista Benevides Da Rocha
  • Joci Conegones Pereira
  • José Paulo Alfonso Barros
  • Leandro do Nascimento Cavalcante
  • Mario Jose Ott 
  • Misael da Gloria Santos 
  • Ricardo Moura Chicrala
  • Rodrigo Ferro Pakuszewski
  • Vilson Rogério Santos Amorim

Penitenciária Feminina do Distrito Federal

  • Ceila Michelle Pilocelli
  • Debora Candida Gimenez
  • Edna Dias Sales
  • Elaine Ferreira Gonçalves
  • Franceli Soares da Mota
  • Madalena Severa dos Santos
  • Maria Aparecida Barbosa Feitosa
  • Marilete Pires Cabreira
  • Regina Maria Fidelis da Silva
  • Sidneia Xavier Gomes
  • Valeria Arruda Gil
  • Zilda Aparecida Correia De Paula

Bens

Justiça determina penhora de bens de Zambelli em ação por uso irregular de foto de Boulos

No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível

20/05/2026 19h00

Carla Zambelli

Carla Zambelli Agência Câmara

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A ex-deputada federal Carla Zambelli terá um imóvel penhorado por determinação do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Na ação, a parlamentar foi condenada a pagar indenização de R$ 17,7 mil pelo uso indevido de uma foto de Guilherme Boulos (PSOL-SP). Como não quitou a dívida, a Justiça determinou a penhora do bem. A decisão foi publicada na segunda-feira, 18.

A execução ocorrerá em um imóvel localizado em Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo. No despacho, o juiz Ricardo Kuei Hsu, da Vara do Juizado Especial Cível de Itaquera, determinou que o "oficial de justiça deverá relacionar os bens que encontrar, ainda que entenda não serem passíveis de penhora" Os itens serão avaliados e poderão ser levados a leilão.

Em 2021, Zambelli publicou críticas a Boulos e utilizou uma imagem produzida pelo fotógrafo Peter Leone. Segundo o processo, a parlamentar não pagou os direitos autorais nem obteve autorização do profissional para usar a foto.

A defesa do fotógrafo afirmou que Zambelli "usurpou trabalho alheio". Já a ex-parlamentar argumentou que Leone havia cedido a imagem a um banco de imagens e que, por isso, ela poderia utilizá-la sem pagamento. A justificativa, no entanto, foi rejeitada pela Justiça paulista, uma vez que a ex-deputada não comprovou no processo que a foto havia sido disponibilizada para uso livre de direitos autorais.

Zambelli está presa na Itália desde 2025 e enfrenta um processo de extradição. Ela deixou o país após ser condenada pelo STF a dez anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, assim como o hacker Walter Delgatti Neto. Ele afirmou ter sido contratado por ela para acessar o sistema do CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes.

Ela também foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em outro processo, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. O caso diz respeito à ocasião em que ela perseguiu, armada, um homem após uma discussão política em São Paulo.

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Suspensão

Conselho aprova suspensão de Pollon e outros dois deputados por motim na Câmara

Documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal"

20/05/2026 16h45

Divulgação

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Os deputados federais Marcos Pollon (PL), Marcell van Hattem (Novo-RS), e Zé Trovão (PL-SC) apresentaram, na terça-feira (19), recursos à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados contra a decisão de suspensão de dois meses aprovada pelo Conselho de Ética, pela ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro.

Ala bolsonarista ocupou o plenário da Câmara por mais de 30h após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pedem a anulação do processo e alegam desproporcionalidade da medida aplicada.

O documento destaca que a representação possui "vícios insanáveis, os quais afrontam diretamente a Constituição Federal, o devido processo legal o contraditório, a ampla defesa e os princípios mais elementares do direito sancionador", destacou o deputado.

A defesa aponta nulidade do processo devido ausência de individualização da conduta atribuída a Pollon e os demais parlamentares, em afronta ao artigo 41 do Código de Processo Penal, aplicado subsidiariamente ao processo disciplinar parlamentar. 

O deputado também aponta o cerceamento de defesa, pois, segundo ele, "todas as testemunhas apresentadas foram impedidas de depor". 

A CCJ vai avaliar se houve falha ou abuso procedimental durante o processo no Conselho de Ética. O processo também precisa passar por votação do plenário da Câmara dos Deputados.  São necessários 257 votos para confirmar a suspensão.

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