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Na próxima semana, Capital voltará a receber atividades esportivas nos parques e praças da cidade

A iniciativa começa na próxima segunda-feira (23) e é chamada de Programa Movimenta Campo Grande, viabilizada pela Fundação Municipal de Esportes (Funesp)

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Na próxima segunda-feira (23), Campo Grande voltará a receber atividades esportivas nos parques e praças. As atividades de esporte fazem parte do Programa Movimenta Campo Grande, viabilizado pela Fundação Municipal de Esportes (Funesp).

Serão oferecidas cerca de 48 oficinas, de diferentes modalidades esportivas para a população. Segundo a estimativa da Funesp, mais de um milhão de pessoas serão contempladas pelas oficinas e práticas de esportes nas praças.

"São boas as expectativas para 2023: esperamos ultrapassar mais de um milhão de pessoas atendidas com nossas atividades e buscar apoio para realizar melhorias em parques e praças e assim, elevar a qualidade de atendimento. Começamos o ano já organizando a limpeza e manutenção. A população contribui com impostos e merece o retorno desses valores com esses serviços", aponta Odair Serrano, diretor-presidente da Funesp.

Ainda conforme a Fundação, em 2022, o Movimenta Campo Grande efetuou aproximadamente um milhão de atendimentos distribuídos nas sete regiões da cidade, de áreas urbanas e rurais.

No balanço do ano passado, foram cerca de 150 profissionais de educação física que atenderam as comunidades, foram mais de 12 mil inscritos nos 90 núcleos de atendimento. 

A população campo-grandense participou de forma efetiva das atividades propostas pela Funesp, como por exemplo o último aulão na Praça Belmar Fidalgo, que chegou a reunir mais de mil pessoas, indica a pasta.

O professor de ginástica funcional e capoeira, Márcio da Silva Pinto, atende mais de 200 alunos no Parque do Soter - localizado no Conjunto Residencial Mata do Jacinto -, discorre que se sente ansioso para retornar às atividades do Programa Movimenta Campo Grande.

"Estou animado e com vários planos de aulas novos e diferentes, onde poderei ajudar nossos alunos a alcançar os objetivos deles, tanto no prazer em fazer a atividade física, quanto melhorar sua qualidade de vida", afirma.

Para a atendente do Movimenta Campo Grande, que trabalha com cerca de 300 alunos desde a criação do Projeto, Carol Gutierrez, discorre acerca da importância das atividades físicas no dia a dia. 

"É fundamental as pessoas estarem ativas fisicamente, o hábito de cuidar da saúde, especialmente praticando exercícios físicos, com orientação profissional que levam a resultados eficientes. O Movimenta Campo Grande tem alcance exponencial no quesito vida com boa qualidade", pontua.

Já Graciela Martins, praticante de pilates e frequentadora assídua -há quatro anos- das atividades físicas do parque Belmar Fidalgo, conta sobre os impactos das atividades para ela.

"Amo fazer Pilates. Minha turma é bem entrosada, animada. A professora é maravilhosa, dedicada. Estou animada para voltar às aulas. Sinto falta da aula também da turma", comenta.

Para a praticante de atividades físicas do Movimenta, de 66 anos, Aparecida Cavaretto, conta que os exercícios lhe ajudam na sua saúde e confessa que está com saudades das aulas.

"Estou super ansiosa. Fazer exercícios tem feito toda a diferença na minha saúde. As aulas oferecidas pela Funesp são de grande importância. Até hoje não tive Covid, mesmo convivendo com pessoas infectadas. Penso que meu sistema imunológico está bem graças aos exercícios físicos", comenta.

O desafio para o Programa neste ano (2023), segundo a Fundação, é dar continuidade à implementação das políticas públicas de esporte e lazer, a fim de ampliar os locais de atendimento, bem como o número de profissionais de Educação Física e a realização dos eventos esportivos.

O financiamento do projeto é viabilizado pelos recursos do Fundo Municipal de Esporte e Lazer.

Programa

O Movimenta tem o objetivo de ampliar o acesso ao esporte e lazer aos cidadãos com a oferta de atividades físicas e esportivas que contribuam no desenvolvimento da cultura esportiva e do lazer.

Bel como valorizar a cultura local e oferecendo atividades que atendam às necessidades das comunidades, a partir de experiências que incentivem um estilo de vida ativo, o que contribui para o desenvolvimento humano e sustentável.

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Denúncia

Filha suspeita de agredir o pai, é presa no Jardim dos Estados

Segundo relatos, um idoso de 73 anos sofria maus-tratos por parte da filha

06/06/2026 12h00

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Na última sexta-feira (5), foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário CEPOL, uma denúncia de maus-tratos a um idoso de 73 anos, de acordo com o boletim de ocorrência a suspeita de realizar as agressões é filha do idoso, de 35 anos. O caso aconteceu em um condomínio no bairro Jardim dos Estados. 

Após ser feita a denúncia, policiais militares foram designados para o local e ao chegarem, encontraram o senhor de idade no chão, agarrado nas pernas de sua filha. 

Os policiais coletaram os depoimentos dos envolvidos separados, à polícia, a mulher relatou que sempre se desentende com seu pai, porém na data em questão, eles iniciaram a discussão no mercado e ao chegarem na frente do condomínio começaram a se estranhar. 

Ainda de acordo com ela, durante o estranhamento o idoso a agarrou pelo pescoço e diante disso acabou a agredindo, ela ainda informou que ele não conseguiu agredi-la. 

Já na versão da vítima, ele informou aos policiais que a filha o explorava de diversas formas, inclusive financeiramente, e esse foi o estopim para o desentendimento deles. 

No dia do ocorrido, ela o chamou para fazer compras e após não conseguir comprar tudo o que desejava, mudou rapidamente de comportamento e passaram a discutir, até que a discussão se elevou para agressão física. 

Os oficiais que estavam no local da ocorrência notaram que o idoso estava com várias escoriações pelo, sendo cabeça, testa, os dois braços, boca pescoço e orelha, ele também reclamava de dificuldade para mexer o dedão da mão esquerda. 

Ambas as partes foram encaminhadas para a delegacia, onde foi recomendado que o senhor realizasse o exame de corpo de delito.
 

maior da história

Letalidade policial dispara e supera índices de 2023 em MS

Em 2023, com 131 registros, foi uma morte por intervenção policial a cada 66,8 horas. Em 2026, o intervalo médio é de 66,4 horas entre uma morte e outra

06/06/2026 11h57

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

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Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado no bairro Tijuca, em Campo Grande, em decorrência daquilo que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública denomina como confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

Esta, conforme acompanhamento da imprensa, foi a 56ª morte do ano em decorrência de confrontos policiais em Mato Grosso do Sul. E, com mais este caso, a letalidade policial, que nos últimos dois anos vinha caindo, supera inclusive os patamares de 2023, ano em que as mortes por "intervenção Legal de Agente do Estado" bateram recorde histórico, com 131 óbitos. 

Naquele ano, primeiro da administração de Eduardo Riedel à frente do Governo do Estado e do coronel Renato dos Anjos Garnes à frente da Polícia Militar, uma morte foi registrada a cada 66,8 horas. Agora, nos primeiros 155 dias do ano, o intervalo entre cada morte é um pouco menor, de 66,4 horas. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo entre um caso e outro foi de 101,8 horas. No ano seguinte foi registrada nova queda, para 73 mortes. Isso equivale a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes em decorrência de intervenção policial em 2025 ainda estão acima dos casos de qualquer ano antes disso. O recorde anterior pertencia a 2019, quando foram registradas 70 mortes do gênero pela Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos quatro anos da administração do governador Reinaldo Azambuja fora 200 mortes. Nos quase três anos e meio sob Riedel, a soma chega a 346. 

Os dados disponíveis no site da institução são relativos aos últimos dez anos e 2020 foi o ano com a menor letalidade, com 30 mortes, o que equivale a uma morte a cada 292 horas.

O site oficial da Sejusp contabiliza, até este sábado (6) 49 mortes em decorrência dos chamados confrontos, mas a apuração paralela dos veículos de imprensa contabiliza 56 mortes desde o começo de janeiro. 

O confronto mais recente, que resultou na morte de Moisés Osório Moreira de Souza, ocorreu no cruzamento das ruas Ana Álvares Pires e Dantas Barreto, no Jardim Tijuca. Ele estava em uma moto com registro de roubo e, ainda segundo o registro da PM, ele resistiu a uma tentativa de abordagem. 

De acorco com a polícia, ele sacou uma pistola ponto 40 para tentar atingir os policiais, que revidaram. Moisés tinha em torno de duas dezenas de registros policiais por tráfico, roubo, violência doméstica e até dano ao patrimônio público

No Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado contra agentes de segurança pública, porte ilegal de arma de fogo, receptação, resistência e desobediência, além de morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

ONDA RECENTE

Quase a metade das 56 mortes deste ano ocorreu depois da troca de comando no Batalhão de Choque, ocorrida no dia 22 de abril. Naquela data o major Cleyton da Silva Santos assumiu no lugar do tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, que estava à frete do grupo havia cinco anos. 

Logo depois disso teve início uma espécie de cruzada contra uma suposta guerra entre integrantes das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na região norte do do Estado. 

Desde o início destas operações foram pelo menos 16 mortes em municípios que históricamente estavam fora das rotas  narcotráficom. Mortes por intervenção policial foram registradas em Aparecida do Taboado, Costa Rica, Pedro Gomes, Sonora, Coxim, Três Lagoas e Rio Verde de Mato Grosso. 

Mas, o principal palco das mortes em confronto segue sendo Campo Grade, onde pelo menos 17 pessoas morreram desde o começo do ano. Neste perído, nenhum policial foi ferido ou morto. 

 

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