Política

CONHECIMENTO

Escola Superior de Advocacia da OAB-MS promove em Campo Grande curso gratuito de Direito Eleitoral

Formação será nesta quarta-feira das 19 às 21 horas e será ministrada pelo procurador-geral de Campo Grande Alexandre Ávalo

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A Escola Superior de Advocacia de Mato Grosso do Sul (ESA-MS), da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado (OAB-MS), promove, nesta quarta-feira (8), em Campo Grande (MS), o "Curso de Extensão em Direito Eleitoral".
 
Segundo a ESA-MS, a formação é gratuita e será realizada das 19 às 21 horas, no auditório da instituição, que fica na Avenida Mato Grosso, 4.700, no Bairro Carandá Bosque.
 
O palestrante será o advogado e procurador-geral Jurídico de Campo Grande, Alexandre Ávalo, que é mestre em Direito e Docência Online e Offline, bem como autor de diversas obras jurídicas e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).
 
Com o tema “Condutas Vedadas e atuação jurídica estratégica no ano eleitoral”, Alexandre Ávalo abordará a legislação eleitoral, que muda a cada dois anos.

"Dois pontos são muito importantes desde a pré-campanha até o dia da eleição, que é compreender o que pode e o que não se pode fazer no ano eleitoral", reforçou.

Ele compleotu que ainda destacará as vedações, as limitações e as possibilidades no ano eleitoral, bem como deve ser a atuação jurídica. 

"É preciso ter conhecimento, além da legislação, sobre com quais jurisprudência que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e o Tribunal Superior do Eleitoral (TSE) estão interpretando as condutas praticadas nos últimos pleitos. Isso porque isso gera uma real expectativa de como será a interpretação para as eleições de 2024", argumentou.

O palestrante assegurou que o tema é importante e tem que ter como base a lei e a jurisprudência, uma vez que são mais de cinco mil municípios no Brasil, onde haverá pleito eleitoral neste ano e, certamente, diversas problemáticas jurídicas surgirão.

A formação faz parte da agenda de eventos e palestras desta semana promovidas pela ESA-MS destinados a profissionais e estudantes da área jurídica. Os cursos, oferecidos gratuitamente, abrangem as áreas de Direito Tributário e Eleitoral.
 

Alternativa

Ministro da Saúde defende tratar bets como problema de saúde pública, como tabaco

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens

03/09/2026 22h00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo deve tratar as apostas online, as chamadas bets, como um grave problema de saúde pública e defendeu medidas de regulação semelhantes às adotadas contra o tabagismo no passado. Segundo ele, o Ministério da Saúde levou essa posição à reunião realizada nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens, além de restrições à associação entre apostas e esporte. Para o ministro, a experiência brasileira com a publicidade de cigarros mostra que esse tipo de medida pode contribuir para reduzir os impactos da dependência.

Padilha destacou ainda que mais de 1,2 milhão de brasileiros já utilizaram a plataforma de autoexclusão criada pelos Ministérios da Saúde e da Fazenda para deixar as plataformas de apostas. Mais da metade dessas pessoas apontou problemas de saúde mental relacionados ao descontrole com os jogos.

Segundo Padilha, o Ministério também passou a oferecer, por meio da plataforma Meu SUS Digital, um autoteste padronizado para identificar problemas relacionados às apostas e a possibilidade de teleatendimento com psicólogos. O atendimento pode ser buscado tanto por pessoas que identificaram compulsão quanto por familiares afetados pelo problema.

Padilha afirmou que, embora os estudos indiquem maior incidência de compulsão por bets entre homens, a maioria dos pedidos de atendimento psicológico é feita por mulheres. Na avaliação do ministro, isso mostra que os impactos das apostas extrapolam o apostador e atingem a família, inclusive financeiramente e nas relações de cuidado.

"Eu defendo que a gente tenha que tratar esse tema como a gente tratou com o tabaco", afirmou Padilha, ao defender que os dados de saúde sejam utilizados para aprimorar as políticas públicas e a regulação das apostas.

Defensiva

Alcolumbre sobre pressão nas redes por impeachment: desejo do 'cidadão Davi' era falar verdades

Declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment de Moraes

03/09/2026 21h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar as pressões que tem sofrido nas redes sociais e disse ter a vontade de "falar verdades".

A declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Escuto agressões e ofensas todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir à tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem gente mereceriam ouvir", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre afirmou que a situação está "impossível". "Vivemos em uma democracia com característica de ditadura de rede social. É muita ofensa", disse.

Sem citar nomes, Alcolumbre disse que não há proposta para educação, numa possível indireta para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Alguém quer ganhar eleição no 4 de outubro ofendendo os outros; gostaria de ouvir uma proposta do que ele pensa para educação", falou. Na quarta-feira, Flávio usou o microfone do Senado para cobrar o impeachment de Moraes.

O senador atribuiu as dificuldades a pessoas que, "à tarde, dizem que vão destruir o mundo, e, à noite, dizem que não vão destruir mais", numa provável referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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