Política

Endividamento

Estados solicitam ao Governo criação de Fundo de Investimento na Renegociação de Dívidas

Mudança necessitaria de aporte de recursos federais

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Em uma carta aberta divulgada nesta quinta-feira (23), o Comitê Nacional de Secretários Estaduais dos Estados (Comsefaz) pediu ao governo Lula a criação de um fundo de investimentos como parte das negociações de renegociação de dívida com o Ministério da Fazenda.

A proposta visa beneficiar estados sem dívidas com a União e garantir tratamento equitativo em relação aos altamente endividados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

O documento destaca a necessidade de um Fundo de Equalização de Investimentos, que seria financiado com parte dos benefícios gerados pela redução das dívidas dos estados endividados através da substituição do indexador de correção.

Esta mudança está em negociação com o Tesouro Nacional e implicaria um aporte de recursos federais, embora isso não seja explicitamente mencionado na carta.

Estados como São Paulo, com uma dívida de R$ 279 bilhões e pagamento anual de R$ 19 bilhões em juros ao Tesouro Nacional, apoiam a criação do fundo. Segundo Samuel Kinoshita, secretário de Fazenda de São Paulo, a renegociação permitirá novos investimentos.

O Rio Grande do Sul, também entre os mais endividados, já recebeu tratamento diferenciado devido às enchentes recentes.

Em reunião extraordinária do Comsefaz em São Paulo, os secretários aprovaram princípios para a construção da proposta de auxílio da União aos estados e ao Distrito Federal.

A ajuda será baseada no grau de endividamento dos estados, com revisão dos encargos para os mais endividados e a criação do Fundo de Equalização de Investimentos para os menos endividados.

A proposta também inclui medidas para facilitar a liquidação de precatórios, com regulamentação similar àquela em tramitação no Congresso para os municípios.

Contexto e Perspectivas

A carta cita a PEC 66, que altera o pagamento de precatórios e está sendo negociada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Os secretários destacam que as legislações federais frequentemente impõem despesas aos estados ou reduzem seus recursos, afetando a qualidade do financiamento dos serviços públicos.

Rogério Ceron, secretário do Tesouro Nacional, afirmou em entrevista recente que a proposta de renegociação da dívida será "agressiva", com redução substancial de juros e possibilidade de amortização extraordinária.

Ceron mencionou que a economia gerada com a redução dos juros poderia ser direcionada para outras áreas, como infraestrutura, especialmente para facilitar o acesso dos jovens à educação.

Para os estados sem dívidas elevadas, predominantemente no Nordeste e Norte, o governo federal oferece acesso a financiamentos competitivos, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disposto a criar uma linha específica de crédito.

Entretanto, os secretários de Fazenda buscam um compromisso mais sólido do governo em relação às linhas de crédito.

Esta movimentação é crucial para equilibrar as finanças estaduais e melhorar os serviços públicos, refletindo um esforço conjunto para resolver a questão das dívidas estaduais e promover o desenvolvimento regional.

com informações de Folhapress

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"Farto"

Primeiro-ministro do Reino Unido diz estar 'farto' de Trump e de Putin

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do líder

10/04/2026 21h00

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump

Comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump Foto: Divulgação

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O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, criticou Donald Trump, dizendo estar "farto" do presidente dos Estados Unidos - e também do presidente russo, Vladimir Putin, por terem provocado o aumento do preço da energia.

"Estou farto do fato de famílias em todo o país verem suas contas de energia subirem e descerem, as contas de energia das empresas subirem e descerem, por causa das ações de Putin ou Trump em todo o mundo", disse ele em entrevista na quinta-feira à agência de notícias ITN.

O comentário foi uma demonstração de frustração por parte do primeiro-ministro, que raramente critica Trump nominalmente em público.

O preço do petróleo está subindo ligeiramente, à medida que os investidores permanecem cautelosos quanto à durabilidade do cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Mas esses preços amplamente citados referem-se a contratos futuros, com entrega prevista para junho. Para os compradores que precisam de petróleo imediatamente, os preços no mercado à vista são muito mais altos, rondando recentemente os 145 dólares por barril. Isso reflete a crise de oferta decorrente das interrupções na navegação no Estreito de Ormuz, que não diminuíram desde o cessar-fogo.

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Lei

Deputado do PSB apresenta novo projeto para criação de estatal de mineração, a Terrabras

Segundo o congressista, a criação da estatal beneficiará o desenvolvimento da cadeia produtiva

10/04/2026 19h00

Foto: Divulgação

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O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) apresentou na quinta-feira, 9, o projeto de lei (PL) 1 733 de 2026, que autoriza o governo federal a criar a estatal Terra Raras Brasileiras S.A. (Terrabras) para pesquisa, exploração, beneficiamento, industrialização e comercialização de terras raras, minerais estratégicos e minerais críticos.

Segundo o congressista, a criação da estatal beneficiará o desenvolvimento da cadeia produtiva com a realização de estudos geológicos, investimento em pesquisa e mediação na celebração de contratos na área, por meio de subsidiárias, consórcios ou parcerias com empresas públicas e privadas.

"A Terrabras atuará como instrumento de política pública para promover a agregação de valor e a industrialização no território nacional de produtos que incorporem em sua fabricação os elementos químicos metálicos denominados terras raras", afirma Rollemberg no texto apresentado.

Segundo o projeto, a empresa deverá ainda estimular e participar da instalação de polos industriais vinculados à cadeia mineral, com o objetivo de impulsionar a produção doméstica, reduzir a dependência externa e fomentar o desenvolvimento tecnológico e industrial do País.

À estatal caberia monitorar e atuar na exploração mineral em todo o território nacional, além de participar diretamente de projetos de mineração em regiões consideradas estratégicas, especialmente naquelas com reservas já identificadas.

Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao processamento e ao refino de terras raras, bem como o investimento em soluções que ampliem a capacidade nacional de processamento, refino e industrialização desses minerais, com agregação de valor.

O texto não estabelece participação acionária mínima da União em empreendimentos privados nem prevê porcentual obrigatório de presença da estatal em projetos de mineração. Também não há menção a mecanismos de participação direta da Terrabras em outras empresas do setor com fatias definidas.

A proposta apenas abre a possibilidade de formação de parcerias e da participação de outros acionistas na própria estatal, sem detalhar regras de participação da empresa em projetos de terceiros.

Separadamente, conforme apurou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), chegou a circular no Executivo a ideia de criação de uma estatal com participação mínima de 30% em projetos de minerais críticos no País. Essa modelagem, contudo, não consta do projeto apresentado por Rollemberg e não foi incorporada ao texto.

Sob críticas, propostas de maior presença estatal no setor chegaram a ser comparadas a modelos adotados em outros países em áreas consideradas estratégicas. A discussão, no entanto, não avançou no alto escalão do governo até o momento.

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