Política

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Falcão põe 'pá de cal' na aliança PT e PMDB

Falcão põe 'pá de cal' na aliança PT e PMDB

LIDIANE KOBER

19/08/2011 - 00h01
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O presidente nacional do PT, Rui Falcão, colocou ontem uma "pá de cal" na aliança do partido com o PMDB na disputa pela sucessão da Prefeitura de Campo Grande, em 2012. Ele sepultou de uma vez por toda a especulação de acordo com o antigo rival nas próximas eleições ao defender com ênfase o projeto de candidatura própria e citou quatro pré-candidatos para entrar na corrida eleitoral. O dirigente petista ainda apostou no consenso na escolha do nome para entrar na disputa e demonstrou convicção que o partido marchará unido na campanha.

Falcão reconheceu que, hoje, o PMDB é o principal aliado do PT em nível nacional, mas deixou claro que, na Capital sul-mato-grossense, não será possível reproduzir a coligação. "Há uma expectativa de ter muitas alianças com o PMDB, agora, aqui em Campo Grande, na minha opinião, nós vamos ter candidatura própria", declarou, em entrevista coletiva ontem na sede regional do partido, na Capital. "Se o PMDB quiser apoiar a nossa candidatura, será bem-vindo", emendou.

Logo nas primeiras falas do seu discurso, o presidente regional do PT, Marcus Garcia, e o senador Delcídio do Amaral também fizeram questão de evidenciar o projeto de candidatura própria do partido, na Capital. "Vamos disputar Campo Grande", anunciou Garcia. "Nunca tivemos um situação tão favorável para chegar no comando da prefeitura da Capital", comentou Delcídio, que vê condições de o partido eleger 30 prefeitos no Estado.

O esforço em afastar as chances de aliança com o PMDB visam por fim a polêmica aberta com a declaração do governador André Puccinelli (PMDB) de petistas o estarem "namorando" para se "casar" nas eleições de 2012. O acordo passaria ainda por 2014, ou seja, o PT apoiaria o PMDB na Capital em troca da aliança na sucessão estadual.

"2014, nós vamos discutir em 2014. Nós da direção nacional, não estamos defendendo que se perca a oportunidade de governar Campo Grande por um expectativa futura, que não se sabe se será consumada, por um apoio ao Governo do Estado", declarou Rui Falcão. "Chegaram a dizer que havia diálogo sobre uma aliança e uma conversa que teria passado por mim. Nunca foi conversado isso", garantiu Delcídio.

Segundo Rui Falcão, o PT tem quatro nomes fortes para vencer a batalha eleitoral na Capital. Ele citou as pré-candidaturas do ex-governador José Orcírio dos Santos, do deputado federal Vander Loubet, do deputado estadual Pedro Kemp e do ex-deputado estadual Pedro Teruel. "Qualquer um deles está em condições de representar bem o partido", opinou.

Indagado sobre a possibilidade de o partido entrar em conflito na escolha do candidatura, Rui Falcão apostou em unidade. "Vamos chegar a um nome para ganhar a eleição", disse. "Nós não temos problema em Campo Grande, aqui a solução é o PT", acrescentou.

 

Apoio

Ainda segundo Rui Falcão, a direção nacional e estrelas petistas vão se empenhar para turbinar o candidato do partido em Campo Grande. "Vamos organizar uma agenda nacional para garantir a presença das lideranças, principalmente, na campanha nas capitais", revelou. Também deverão ser gravados vídeos em apoio aos candidatos.

Nas eleições de 2008, o então candidato Pedro Teruel fez romarias a Brasília em busca de uma foto com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele não conseguiu a imagem e viu seu principal adversário, prefeito Nelsinho Trad (PMDB), na reta final da campanha, anunciar recursos federais para a Capital.

ELEIÇÕES 2026

Prefeito de Chapadão do Sul doa R$ 300 mil à campanha de Flávio Bolsonaro

Produtor rural, Walter Schlatter, do PP, declarou patrimônio de R$ 125 milhões nas eleições de 2024

04/09/2026 14h10

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário

O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), é milionário Divulgação

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O prefeito de Chapadão do Sul, Walter Schlatter (PP), entrou na lista de financiadores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República nas eleições de 2026. O chefe do Executivo municipal fez uma doação de R$ 300 mil para a candidatura do senador ao Palácio do Planalto.

A contribuição aparece na prestação de contas encaminhada à Justiça Eleitoral e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na terça-feira, 1º de setembro.

Schlatter está no primeiro mandato como prefeito de Chapadão do Sul, município localizado na região nordeste de Mato Grosso do Sul. Ele venceu a eleição municipal de 2024 e, durante o registro de sua candidatura naquele pleito, declarou possuir patrimônio de aproximadamente R$ 125 milhões.

Considerando o patrimônio informado pelo próprio prefeito à Justiça Eleitoral em 2024, os R$ 300 mil destinados à campanha presidencial equivalem a cerca de 0,24% do total de bens declarados por Schlatter.

A contribuição feita pelo prefeito sul-mato-grossense se destaca entre as doações de pessoas físicas recebidas até agora pela candidatura de Flávio Bolsonaro.

Além dos R$ 300 mil transferidos por Walter Schlatter, a campanha presidencial havia contabilizado R$ 477,58 mil provenientes de outras 20 pessoas físicas. Com a participação do prefeito de Chapadão do Sul, o montante dessas contribuições individuais ultrapassa R$ 777 mil.

Apesar das doações feitas diretamente por apoiadores, a maior fonte de financiamento da candidatura de Flávio Bolsonaro continua sendo o próprio Partido Liberal. Até o momento, o PL já destinou R$ 42,9 milhões para a campanha presidencial.

Com isso, o valor repassado pelo prefeito de Chapadão do Sul representa uma pequena parcela do total disponível para a candidatura, mas coloca Schlatter entre os apoiadores que decidiram financiar a campanha com recursos próprios.

Milionário

Walter Schlatter chegou à disputa pela Prefeitura de Chapadão do Sul em 2024 apresentando uma das maiores declarações patrimoniais entre candidatos a prefeito em Mato Grosso do Sul naquele pleito.

Na ocasião, informou à Justiça Eleitoral possuir aproximadamente R$ 125 milhões em bens. Dois anos depois, já ocupando o comando da prefeitura, o empresário e político decidiu destinar R$ 300 mil à disputa presidencial.

A doação também chama atenção pelo fato de Schlatter ser filiado ao PP, enquanto Flávio Bolsonaro disputa a Presidência pelo PL. O repasse, portanto, foi realizado como contribuição de pessoa física à campanha do candidato.

O financiamento partidário tem peso muito maior nas contas da candidatura presidencial. Conforme os números registrados na prestação de contas eleitoral, Flávio Bolsonaro já recebeu R$ 42,9 milhões repassados pelo PL.

Em comparação, as doações de pessoas físicas, mesmo após a contribuição de R$ 300 mil feita por Schlatter, permanecem abaixo de R$ 1 milhão.

O registro das receitas permite acompanhar a origem dos recursos utilizados pelos candidatos durante a campanha eleitoral, incluindo transferências partidárias e contribuições feitas por pessoas físicas.

A participação do prefeito de Chapadão do Sul no financiamento da candidatura também evidencia a aproximação de lideranças políticas de Mato Grosso do Sul com a campanha nacional de Flávio Bolsonaro. A eleição presidencial será realizada em 4 de outubro, data do primeiro turno das eleições gerais de 2026.
 

Cota de Gênero

Treze candidatas do Estado recebem bolada de R$ 14 milhões dos partidos

As concorrentes à Câmara dos Deputados e à Alems já arrecadaram mais de R$ 500 mil, individualmente, das siglas

04/09/2026 07h45

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul Foto: Wagner Guimarães / Alems

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A cota de gênero impulsionou os repasses dos partidos às campanhas femininas em Mato Grosso do Sul. Treze candidatas a deputada federal e deputada estadual já receberam individualmente mais de R$ 500 mil para disputar as eleições deste ano.

Ao todo, elas acumulam R$ 14,15 milhões em receitas e, desse montante, R$ 14 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e do Fundo Partidário, ou seja, aproximadamente 99% do dinheiro recebido pelas candidatas é de origem pública.

Os números fazem parte de levantamento realizado pelo Correio do Estado ontem, com base nas informações atualizadas do DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior arrecadação entre as mulheres de Mato Grosso do Sul é da deputada federal Camila Jara (PT), candidata à reeleição. Ela declarou R$ 2,35 milhões. Destes, R$ 2,34 milhões são provenientes do fundo eleitoral e R$ 10 mil de outras fontes.

Na sequência aparece a deputada estadual Mara Caseiro (PL), que concorre à Câmara dos Deputados e já recebeu R$ 1,52 milhão. 

O PL destinou R$ 1,5 milhão do Fundo Eleitoral à campanha, enquanto outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Rose Modesto (União Brasil), também candidata a deputada federal, aparece em terceiro lugar, com R$ 1,5 milhão. Todo o valor saiu do Fundo Eleitoral.

A candidata dra. Clediane (PP) recebeu R$ 1,2 milhão, também integralmente do FEFC. Luana Ruiz (PL) soma R$ 1,08 milhão, dos quais R$ 1 milhão foi repassado pelo partido por meio do Fundo Eleitoral.

Keliana Fernandes (PP) recebeu R$ 1 milhão. Giselle Marques (PT) aparece com R$ 945,5 mil, enquanto Isa Marcondes (Republicanos) acumula R$ 882,5 mil. 
No caso de Isa, foram R$ 832,5 mil do FEFC e outros R$ 50 mil do Fundo Partidário.

Completando a relação das candidatas à Câmara está Cassy Monteiro (PL), com R$ 500,2 mil. Desse total,R$ 500 mil vieram do Fundo Eleitoral. 
As nove candidatas a deputada federal incluídas no levantamento somam R$ 10,98 milhões em receitas de campanha.

Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul

ALEMS

Entre as candidatas a deputada estadual, Dione Hashioka (União Brasil) lidera a arrecadação, com 
R$ 986,6 mil. 

O partido repassou R$ 966,6 mil do Fundo Eleitoral, e outros R$ 20 mil vieram de recursos privados.

Bárbara Resende (União Brasil) recebeu R$ 966,6 mil, integralmente provenientes do FEFC. 
Ana Portela e Gianni Nogueira, ambas do PL, aparecem com R$ 605 mil cada.

Nas duas campanhas, R$ 600 mil foram destinados pelo partido por meio do Fundo Eleitoral. 
As quatro candidatas à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) acumulam R$ 3,16 milhões.

AS REGRAS

Os repasses ajudam os partidos a cumprir a cota de gênero prevista na legislação eleitoral. 
Para as campanhas femininas, a parcela do FEFC e do Fundo Partidário deve acompanhar a proporção de mulheres entre as candidaturas apresentadas nacionalmente por cada legenda, nunca ficando abaixo de 30%.

Os critérios para dividir o dinheiro entre as candidatas, entretanto, são definidos pelos partidos. 
Isso significa que a regra não obriga uma distribuição igualitária e permite que as siglas concentrem valores maiores nas candidaturas consideradas mais competitivas.

A Portaria nº 541 do TSE determina ainda que os recursos reservados às mulheres sejam efetivamente utilizados no financiamento de campanhas femininas. 
Os valores declarados continuam sujeitos a atualizações durante a campanha.
 

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