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Família e aliados querem PF na escolta de Bolsonaro

Família e aliados querem PF na escolta de Bolsonaro

ESTADÃO CONTEÚDO

05/07/2019 - 14h40
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A família de Jair Bolsonaro e também o chamado núcleo ideológico do Palácio do Planalto cobram mudanças no esquema de segurança do presidente e a transferência da escolta oficial do Exército para a Polícia Federal (PF). A pressão aumentou desde que um militar da equipe de apoio à comitiva presidencial foi preso na Espanha, há dez dias, com 39 quilos de cocaína. O caso, ocorrido às vésperas do encontro do G-20, no Japão, provocou constrangimento internacional e expôs a disputa, até então velada, pelo controle da área de segurança e inteligência do Executivo.

A proposta de recorrer à Polícia Federal provoca mal-estar entre generais do primeiro escalão e alimenta o confronto dos núcleos civil e militar do governo. O jornal O Estado de S. Paulo apurou que os filhos de Bolsonaro querem, no futuro, criar uma agência inspirada no Serviço Secreto dos Estados Unidos, que é formado por civis e atua dentro do Departamento de Segurança Interna, desvinculado do Exército americano. A ideia também enfrenta resistência das Forças Armadas.

O general Augusto Heleno Ribeiro, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), disse que não existem mudanças à vista. "Isso não tem fundamento", afirmou ele ao Estado. "A escolta do presidente é sempre adaptada às características do evento."

Visto como conselheiro de Bolsonaro, Heleno tem o respeito da família, mas as críticas do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) ao general, nas redes sociais, incomodaram a caserna. Ainda nesta quinta-feira, 4, ao comentar o suicídio de um empresário em Aracaju, diante do governador de Sergipe, Belivaldo Chagas, e do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, o filho "02" de Bolsonaro mandou novo recado a Heleno pelo Twitter. "Mais uma falha de segurança. Seria bom a segurança do presidente ficar mais atenta", escreveu Carlos.

A proteção do presidente é feita, por lei, pelo GSI, gabinete que reúne integrantes das Forças Armadas e oficiais da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), mas o contingente empregado nas tarefas é sempre mantido em sigilo. Em 2002 havia 649 agentes do GSI, número que subiu para 907 em 2012. Hoje, estima-se que esse exército ultrapasse a casa dos 1.000. Atualmente, dos cerca de 3 mil funcionários que trabalham no Palácio do Planalto, um terço é composto por militares.

Na avaliação da ala não fardada do governo, porém, a segurança de Bolsonaro é falha e não há monitoramento adequado de informações. Não é raro ouvir de aliados civis que a Abin faz pesquisa "pelo Google", antes da nomeação de algum servidor ou ministro, para saber se o indicado tem algum "empecilho" de natureza ética ou jurídica. Circula também comentário, em tom jocoso, segundo o qual a equipe é informada antes pelo WhatsApp e só depois pela Abin.

'Tiros'

O apreço do núcleo ideológico do Planalto pela Polícia Federal também causa desconforto entre os militares porque a mudança no modelo de segurança presidencial é defendida com vigor pelo escritor Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo e inimigo das Forças Armadas. Para os generais, os "tiros" de Olavo ajudaram a derrubar o então ministro da Secretaria de Governo, Carlos Alberto dos Santos Cruz.

Aos poucos, a Polícia Federal vai ganhando mais poder no governo Bolsonaro. Na semana passada, por exemplo, o delegado da PF Alexandre Ramagem Rodrigues, um dos responsáveis pela escolta do presidente na campanha eleitoral do ano passado, foi confirmado pelo Senado como diretor-geral da Abin no lugar de um servidor de carreira. O anúncio da troca, feito em maio, foi mal recebido internamente.

"Nós vemos uma troca sem traumas (porque) não há nada contra o atual diretor da Abin. Troca feita por orientação do presidente, buscando uma nova situação para a inteligência", afirmou Heleno, à época. Nos bastidores, representantes do Exército costumam lembrar, com frequência, que Bolsonaro sofreu uma facada na campanha, ao participar de um ato em Juiz de Fora, Minas Gerais, quando era escoltado pela PF.

Sargento

Bolsonaro vê com bons olhos a participação da PF no esquema de segurança, mas não quer melindrar Heleno. "Você não tem medo deste avião explodir?", perguntou o presidente, na semana passada, a um ministro que viajava com ele em uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). A pergunta foi em tom de brincadeira, mas a obsessão pela vigilância voltou em grau máximo após a prisão do sargento da Aeronáutica Manoel Silva Rodrigues, detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, com grande quantidade de cocaína. "O GSI não tem nada a ver com isso Zero", disse o general Heleno.

Carlos, porém, levantou suspeitas sobre o GSI pelo Twitter, criando nova crise no governo. Em resposta a um vídeo postado na segunda-feira passada, nas redes sociais, por uma ex-candidata do PSL, o vereador provocou: "Por que acha que não ando com seguranças? Principalmente aqueles oferecidos pelo GSI?" Embora Carlos não tenha citado o nome de Heleno, o ataque foi recebido por militares como uma afronta.

Para o líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (GO), a escolta presidencial deve passar com urgência para a Polícia Federal. "Seria dar atribuição para quem tem aptidão para isso. No mínimo, deveria ser em conjunto", argumentou o parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

voltaram atrás

Geraldo e Dagoberto recuam e vão continuar no PSDB

Beto Pereira abandona o tucanos e vai para o Republicanos

17/03/2026 18h00

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB

Geraldo e Dagoberto ficam no PSDB Divulgação

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Os deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira recuaram as negociações e afirmaram que irão continuar no PSDB. 

O partido, que já está na lista dos nove partidos que correm risco de serem extintos nas eleições gerais de outubro caso haja baixo desempenho nas votações nacionais, estava com a situação pendurada com o risco de perder os três deputados federais em Mato Grosso do Sul. 

O Correio do Estado havia adiantado que as possibilidades eram que Geraldo Resende fosse para o PV, Dagoberto Nogueira fosse para o PP - inclusive, já teria encaminhado o ingresso -, e Beto Pereira estivesse em negociação com o Republicanos.

No entanto, ao Correio do Estado, o deputado Dagoberto afirmou que a situação tomou outro formato. Dos três pendurados, dois decidiram pela permanência. 

“Eu e o Geraldo vamos ficar no PSDB e o Beto está indo para o Republicanos. Nós estamos montando a chapa do PSDB de deputados federais e a estadual já está praticamente pronta”, contou. 

Antiga superpotência, que disputou a hegemonia do poder com o PT entre a década de 90 até 2014, o PSDB enfrenta uma crise sem precedentes e está na zona de risco da cláusula de barreira, lutando para não se tornar um partido “nanico”.

Os tucanos estão encerrando uma federação com o Cidadania e agora buscam um novo partido para federar, já que uma tentativa recente de união com o Podemos acabou fracassando.

Agora, a bancada do PSDB conta com 13 parlamentares na Câmara dos Deputados, sem contar com os deputados federais do Cidadania, que fazem parte da federação criada em 2022. 

Em 2022, o vaivém entre partidos provocou a migração de 120 dos 513 deputados federais.

 

 


 

"Cadastro Positivo MS"

Deputados aprovam projeto que prevê benefícios fiscais para bons pagadores

Iniciativa prevê a concessão de benefícios administrativos e a simplificação de procedimentos para empresas que mantiverem situação fiscal positiva

17/03/2026 15h15

Divulgação/Alems

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) aprovou, nesta terça-feira (17), o Projeto de Lei 307/2025, que institui o Programa "Cadastro Positivo MS", comobjetivo incentivar a regularidade fiscal de contribuintes que mantém as contas em dia.

A proposta, encaminhada pelo Executivo estadual, recebeu 17 votos favoráveis e nenhum contrário e agora segue para sanção do Governo do Estado.

O programa será implementado pela Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso do Sul (Sefaz), iniciativa que prevê a concessão de benefícios administrativos e a simplificação de procedimentos para empresas que mantiverem situação fiscal positiva.

Entre os incentivos previstos estão prazos diferenciados para pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), maior agilidade nos processos de restituição de tributos e até a dispensa ou redução de garantias exigidas para obtenção de regimes especiais.

Além disso, o programa estabelece a criação de critérios objetivos para classificar o grau de regularidade fiscal das empresas, com base no cumprimento das obrigações tributárias.

A implantação do Cadastro Positivo MS será gradual, levando em conta fatores como atividade econômica, porte da empresa e regime de recolhimento. O projeto também autoriza a criação de grupos de trabalho dentro da Sefaz para identificar normas consideradas excessivamente burocráticas e propor medidas de simplificação administrativa.

De acordo com a justificativa do Executivo, a proposta busca fortalecer a relação entre o Fisco e os contribuintes, estimular a autorregularização e tornar o ambiente de negócios em Mato Grosso do Sul "mais ágil e competitivo".

O programa será estruturado com base em premissas como o incentivo à conformidade fiscal, a redução do tempo gasto com obrigações tributárias, a simplificação da legislação, o uso intensivo de tecnologia da informação e o aperfeiçoamento contínuo da administração tributária.

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