Política

Política

Festival premia vencedores da 7ª edição

Festival premia vencedores da 7ª edição

MICHELLE ROSSI

02/02/2010 - 21h24
Continue lendo...

“Hotel Atlântico”, de Suzana Amaral; “Perdão Mister Fiel”, de Jorge Oliveira e “Para pedir perdão”, de Iberê Carvalho, foram os grandes vencedores do 7º Festival de Cinema de Campo Grande – FestCine Pantanal. A linguagem ousada de Suzana Amaral conquistou o júri oficial, enquanto o documentário de Jorge Oliveira levou o prêmio na categoria voto popular – ambos longas-metragens. Iberê Carvalho teve seu curta-metragem consagrado por ambos os júris. Além do troféu, cada longa recebeu prêmio em dinheiro no valor de R$ 10 mil cada. O curta acumulou também R$ 10 mil – uma vez que a premiação era de R$ 5 para júri oficial e mais R$ 5 para voto popular. Os vencedores do Troféu Glauce Rocha foram revelados na noite do último sábado, na sala do CineCultura, que sediou grande parte das sessões do festival. O documentário “Perdão Mister Fiel” ainda recebeu meção honrosa do júri oficial por sua importância ao discutir o Brasil político. Durante a cerimônia, também foram entregues o Troféu Glauce Rocha para Nilson Rodrigues, idealizador do Festival de Cinema de Campo Grande, e para o professor Hermano de Mello, eleito representante do público que compareceu ao festival. Depois da entrega ainda houve sessão extra de “Alma do Brasil” (1931), de Líbero Luxardo e, para recepcionar o público depois das atividades, música com Guga Borba na tenda do lado externo do cinema. Os três diretores premiados estiveram em Campo Grande para participação no Festival de Cinema. Todos assistiram às sessões e puderam discutir com o público suas produções. “O prêmio conquistado aí em Campo Grande mostra que o público tem interesse em saber da história que muitas vezes é esquecida pelo Brasil”, disse Jorge Oliveira, que estava em Brasília no momento do anúncio do prêmio e concedeu entrevista por telefone. “É um prêmio que nos orgulha muito. Foi ótimo ter participado do festival em Campo Grande, pois tivemos a oportunidade de discutir o filme, a ditadura militar”, lembra. Na obra, o assassinato do operário comunista Manoel Fiel Filho nas dependências do DOI-CODI é pano de fundo para as discussões sobre os tempos agressivos de regime militar no Brasil. Suzana Amaral “Hotel Atlântico” é um filme baseado no livro de João Gilberto Noll, no qual um ator desempregado parte numa viagem sem destino. “É uma metáfora da vida, pois não temos um roteiro pronto das coisas”, dizia Suzana durante a estreia do seu filme no festival. A cineasta, inclusive, foi a grande homenageada deste FestCine e teve seu filme “A hora da estrela” (1986), um clássico do cinema brasileiro, exibido no dia da abertura do evento. O brasiliense Iberê Carvalho, que havia ganho o Festival de Cinema de Cuba em dezembro de 2009, com seu “Para pedir perdão”, disse estar “bastante satisfeito com as duas premiações”, pois conseguiu atingir popularidade entre o público e também foi consagrado pelos jurados. “Estou muito feliz com a dobradinha aí em Campo Grande. Já havia ganho prêmios com o filme, mas não nas duas categorias num único festival”, observou, também em entrevista por telefone, de Brasília. No curta, depois de um acidente de carro, o protagonista começa uma busca pela namorada. O voto popular foi dado após a exibição dos concorrentes na sala do CineCultura. Do júri oficial participaram Oscar Rocha, jornalista e crítico de cinema; Edson Audi, cineasta; Ciro de Oliveira, jornalista; Henrique Medeiros, publicitário e Bruna Meldau, atriz.

Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Continue Lendo...

Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

Assine o Correio do Estado

 

ELEIÇÕES 2026

Após carta de Bolsonaro, Azambuja diz que convenção vai definir os candidatos do PL ao Senado

Presidente estadual do partido, o ex-governador assegurou que nunca excluiu os nomes de Marcos Pollon e Gianni Nogueira

02/03/2026 16h21

Divulgação

Continue Lendo...

Após o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), escrever do próprio punho uma carta indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como seu pré-candidato ao Senado pelo partido no Estado, o presidente estadual da legenda, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse, nesta segunda-feira (2), ao Correio do Estado que a convenção de julho da sigla definirá os nomes dos dois candidatos a senadores da República.

“Conversei com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e ele disse que a definição dos dois candidatos do partido para disputar as duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul será na convenção da legenda prevista para o próximo mês de julho”, reforçou, completando que até lá muita coisa ainda deve acontecer relacionada aos candidatos do PL que vão disputar o pleito deste ano.

Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição. “Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Transparência

Em entrevista ao Correio do Estado, o deputado estadual Capitão Contar disse que recebia com respeito a manifestação do ex-presidente Bolsonaro. “O PL é um partido forte e é natural que novos nomes se somem ao projeto”, pontuou.

Ele recordou que desde o fim de 2022 iniciou uma construção mútua e transparente com o presidente Bolsonaro, que foi crescendo com a cúpula nacional do partido, fundamentada em muito diálogo e compromisso com o Estado.

“De lá para cá, outros nomes também se apresentaram, o que é natural e legítimo. Nosso objetivo comum é garantir que Mato Grosso do Sul eleja senadores alinhados aos nossos valores e que ajudem a formar uma maioria corajosa e comprometida com os anseios da população brasileira e com Constituição Federal no Senado”, assegurou.

Para o Capitão Contar, o partido sempre deixou claro que a definição levará em conta a viabilidade e a melhor estratégia para assegurar essa representação. “Eu sigo tranquilo, confiante e focado em continuar construindo esse caminho com maturidade. Estou aqui para somar, à disposição de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

Assine o Correio do Estado

 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).