Política

MPF

Filhos e netos de Lula têm até terça para devolver passaportes

Filhos e netos de Lula têm até terça para devolver passaportes

IG

29/04/2011 - 19h00
Continue lendo...

Terça-feira, dia 3 de maio, é a data limite fixada pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal para que os filhos e netos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devolvam seus passaportes diplomáticos ao Itamaraty.

Dias antes do final do mandato de Lula, quatro filhos e três netos do ex-presidente obtiveram o documento.

Se os sete passaportes diplomáticos não forem entregues no prazo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, poderá ajuizar uma ação civil pública pedindo a anulação dos documentos.

Mato Grosso do Sul

Senado: Gianni Nogueira e Pollon pedem milhões para desistir, indicam anotações de Flávio Bolsonaro

Esposa de Rodolfo Nogueira teria pedido R$ 5 milhões e Marcos Pollon, R$ 15 milhões; para Flávio, Contar é favorito

25/02/2026 15h54

Marcos Pollon, Rodolfo e Gianni Nogueira

Marcos Pollon, Rodolfo e Gianni Nogueira Acervo Pessoal/Fotomontagem

Continue Lendo...

Gianni Nogueira, a mulher do deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) e o deputado federal Marcos Pollon (PL) estariam pedindo alguns milhões de reais para desistirem de suas candidaturas ao Senado. Os valores constam em um mapa dos estados fotografado pela reporter fotográfica da Folha de S.Paulo, Carolina Linhares, em poder do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).

As anotações, registradas em documento intitulado “Situação nos Estados”, foram apresentadas em reunião do Partido Liberal. No tópico referente a Mato Grosso do Sul, a chapa mostra o panorama local.

No caso específico de Gianni Nogueira, vice-prefeita de Dourados e esposa de Rodolfo Nogueira, o “Gordinho do Bolsonaro”, a pedida para que ela desista da candidatura seria de R$ 5 milhões.

Já Marcos Pollon, que também se coloca como pré-candidato ao Senado, pediria R$ 15 milhões para “mudar de ideia”, segundo as anotações atribuídas a Flávio Bolsonaro.

Pollon tem perdido espaço no PL desde que Azambuja assumiu o comando do partido e deve migrar para o Novo no mês que vem, quando se abre a janela partidária.

Eduardo Riedel (PP), atual governador e que deve disputar a reeleição, será apoiado pelo PL. O Partido Liberal ainda terá dois candidatos ao Senado: o ex-governador Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

No caso de Contar, Flávio foi categórico: “recall, melhor nas pesquisas”, anotou o pré-candidato à Presidência da República e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde o ano passado e condenado por tentativa de golpe de Estado.

Marcos Pollon, Rodolfo e Gianni NogueiraAnotações atribuídas a Flávio Bolsonaro em reunião do PL/Reprodução

Caso Marielle Franco

Ex-detento em Campo Grande, Chiquinho Brazão recebe pena de 76 anos

Desde que deixou a Capital em abril do ao passado, cumpria prisão domiciliar no Rio de  Janeiro sob monitoramento de tornozeleira eletrônica

25/02/2026 13h45

Foto: Divulgação / TV Câmara

Continue Lendo...

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-deputado Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por planejar e mandar matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. 

Brazão passou 385 na Penitenciária Federal de Campo Grande, e desde que deixou a Capital em abril do ao passado, cumpria prisão domiciliar no Rio de  Janeiro sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. 

Além dele, foram julgados o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, Ronald Paulo de Alves, ex-policial militar, seu irmão Domingos Brazão, ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, além do ex-assessor do TCE Robson Calixto Fonseca, conhecido como "Peixe". 

Votaram a favor os integrantes da Turma: ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma . 

Para os ministros, as provas reunidas ao longo do processo confirmaram a participação de cada acusado nos crimes apontados pela Procuradoria-Geral da República.

De acordo com a Procuradoria, a execução de Marielle foi motivada pela atuação política da vereadora para atrapalhar interesses dos irmãos Brazão, entre eles, a regularização de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

Veja as penas fixadas e os crimes atribuídos a cada um dos condenados:

  • Domingos Inácio Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • João Francisco (Chiquinho) Inácio Brazão, deputado cassado: duplo homicídio, homicídio tentado e organização criminosa armada — pena de 76 anos e 3 meses de prisão.
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, delegado e ex-chefe da Polícia Civil do RJ: obstrução à justiça corrupção passiva — pena de 18 anos de prisão.
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da Polícia Militar: duplo homicídio e homicídio tentado — pena de 56 anos de prisão.
  • Robson Calixto Fonseca, policial militar e ex-assessor de Domingos Brazão: organização criminosa — pena de 9 anos de prisão.

O caso

Marielle foi assassinada na noite de 14 de março de 2018, no centro do Rio de Janeiro. Ela voltava de carro para a sua casa, no bairro da Tijuca, zona norte do Rio, após participar de uma reunião com mulheres negras na Lapa, bairro carioca. A vereadora tinha 38 anos e estava acompanhada pelo motorista Anderson Gomes e pela assessora parlamentar Fernanda Chaves. 

Na altura da Praça da Bandeira, na rua Joaquim Palhares, um Chevrolet Cobalt prata emparelhou à direita do veículo no qual estava Marielle.

Um dos ocupantes disparou nove vezes contra a parlamentar, atingindo o vidro e parte da porta traseira direita do veículo.

O carro andou mais alguns metros e os assassinos fugiram. Marielle foi atingida por três tiros na cabeça e um no pescoço, enquanto Gomes foi alvejado três vezes nas costas. Ambos morreram no locar. A assessora foi ferida por estilhaços.

A arma usada no crime foi uma pistola 9 milímetros, segundo a perícia. A polícia acreditava, na época, que o veículo tinha sido seguido pelo Cobalt onde estavam os assassinos desde que saiu da Lapa, por volta 21h30.

Em março de 2019, os ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio Queiroz foram presos pela Polícia Civil do Rio. Lessa, apontado como responsável pelo disparos que mataram a vereadora, e Queiroz, suspeito de estar dirigindo o carro usado no crime.

Ainda em novembro de 2018, ano do assassinato, o então ministro da Segurança Pública Raul Jungmann via riscos de obstrução na Justiça. Na ocasião, anunciou que a PF passaria a investigar a existência de um grupo criminoso que estava articulado para atrapalhar e impedir as investigações do assassinato.

Em junho de 2024, por unanimidade, a Primeira Turma recebeu a denúncia apresentada pela PGR, que apontou os irmãos Brazão como mandantes do crime. Eles são acusados de ter planejado o assassinato em razão da atuação política de Marielle, que dificultaria a aprovação de propostas legislativas voltadas à regularização do uso e da ocupação de áreas comandadas por milícias no Rio de Janeiro.

A dupla teria contado com o apoio de Rivaldo Barbosa, que, segundo a PGR, teria se encarregado de dificultar as investigações, utilizando-se de sua posição de comando na Polícia Civil do Rio de Janeiro para assegurar a impunidade dos mandantes.

Já o policial militar Ronald Paulo de Alves, conhecido como Major Ronald, teria monitorado as atividades de Marielle e fornecido aos executores informações essenciais para a consumação do crime. Por sua vez, Robson Calixto Fonseca é acusado de integrar a organização criminosa junto aos irmãos.

O colegiado considerou que, a partir do acordo de colaboração premiada do ex-policial militar Ronnie Lessa, autor dos disparos, foram colhidos elementos de prova suficientes para a abertura da ação penal.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).