Política

Eleições 2026

Flávio diz que é impossível reconhecer vitória de Lula e vai pedir anulação das eleições

Senador, que também acionou o TSE para pedir prorrogação do horário, reclamou da decisão de Zanin e alegou quebra 'total de isonomia'; Ele foi derrotado por uma diferença de mais de 4 milhões de votos

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Na primeira fala após a derrota na eleição presidencial, o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, disse não reconhecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio perdeu por uma diferença superior a 4 milhões de votos. A reeleição de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra tenha mudado.”

O senador classificou ainda como “sacanagem” o resultado do pleito por causa da decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, de prorrogar a votação até as 19h. “O que aconteceu hoje não foi algo normal”, afirmou.

O candidato do PL alegou que Zanin “deu uma canetada” ao acolher o pedido da campanha petista e prorrogar o prazo de votação até as 19h.

O pedido ao STF foi feito pela campanha de Lula após uma série de denúncias de problemas no serviço público de transporte em diferentes cidades, incluindo Salvador e São Paulo.

“O ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, ex-advogado do Lula, dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele, que muda a regra do jogo”, disse Flávio. “No meio do jogo, às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas a eleição. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil.”

O senador, que discursou ao lado de apoiadores em Brasília, afirmou que a decisão judicial “quebra a isonomia” do pleito e alegou que nunca saberia quantos votos poderia ter “nos Estados onde as urnas não foram abertas”.

“O que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, afirmou.

Campanha de Flávio também pediu ampliação do prazo

A campanha do senador também acionou o TSE, solicitando a ampliação do horário de votação em ao menos três Estados.

Flávio foi derrotado por uma diferença de mais de 4 milhões de votos. A vitória de Lula foi reconhecida pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, que afirmou ter ligado para ambos os candidatos.

Em declaração após o encerramento da apuração, Kassio afirmou que as eleições brasileiras experimentaram “um grau elevado de judicialização”.

Segundo ele, foram submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral 2.265 processos referentes às eleições de 2026, entre os quais 827 representações e 446 pedidos de direito de resposta.

O presidente da Corte Eleitoral fez uma declaração na sede do TSE, em Brasília, após confirmar a reeleição do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Eleições 2026

Nunes Marques: Não houve nenhuma alteração advinda de decisão do STF

Presidente do TSE destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral"

25/10/2026 22h00

Ministro Kassio Nunes Marques

Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação / X

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, sustentou que a Corte adotou todas as providências necessárias para cumprir a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o encerramento da votação em segundo turno em todo o País neste domingo, 25. Ele também destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". Por decisão do ministro Cristiano Zanin, proferida às 17h01, o fechamento das urnas foi adiado de 17h para 19h.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral", afirmou.

Judicialização da política traz consequências para tempo de resposta

Em declaração na noite deste domingo, Nunes Marques, afirmou que as eleições brasileiras experimentaram "um grau elevado de judicialização". Segundo ele, foram submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral um total de 2.265 processos referentes às eleições de 2026, dentre esse número foram 827 representações e 446 direitos de resposta.

O presidente da Corte eleitoral deu uma declaração na sede do TSE, em Brasília, após a Corte confirmar a reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Nunes Marques não respondeu a perguntas de jornalistas, diferentemente do que ocorreu após a declaração dos resultados no primeiro turno, em 4 de outubro. Estavam presentes na mesa o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e os ministros André Mendonça e Dias Toffoli, além dos demais ministros do TSE, mas nenhum deles se manifestou.

"A hiperjudicialização da disputa política produz consequências inevitáveis para o tempo de resposta jurisdicional. Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada", criticou Nunes Marques.

"A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional. Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal", completou.

Eleições 2026

Abstenção cai no segundo turno e 53 mil eleitores a mais vão às urnas em MS

Mais de 53 mil eleitores que não votaram no primeiro turno foram às urnas neste domingo, em Mato Grosso do sul; o índice de abstenção ficou em 21,24%

25/10/2026 21h48

Número de eleitores ausentes diminuiu no segundo turno em MS

Número de eleitores ausentes diminuiu no segundo turno em MS Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Após registar abstenção recorde no primeiro turno das eleições, o número de eleitores ausentes diminui neste domingo (25), no segundo turno da eleição presidencial, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 53.233 pessoas que não votaram no dia 4 de outubro, foram às urnas hoje no Estado.

Mato Grosso do Sul tem eleitorado apto de 2.024.437 pessoas.

Segundo o TSE, com 100% das urnas apuradas, 429.977 eleitores deixaram de votar neste domingo, enquanto 1.594.460 votaram, o que dá um índice de abstenção de 21,24%.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram 483.210 abstenções, enquanto 1.541.220 foram às urnas, resultando em abstenção de 23,87%.

Assim como no primeiro turno, em diversos municípios, o domingo foi marcado por chuvas, o que dificultou a locomoção de parte da população. Em Campo Grande, no entanto, o acumulado de chuvas foi menor do que o registrado no dia 4.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Carlos Eduardo Contar, as eleições deste domingo foram tranquilas em Mato Grosso do Sul, com algumas intercorrências que logo foram resolvidas e não comprometeram o pleito.

Dentre estas intercorrências, Contar cita falta de energia em alguns colégios eleitorais.

"As concessionárias atuaram prontamente para o restabelecimento, sem qualquer interrupção da votação e as urnas eletrônicas funcionaram de modo regular durante todo o período. Foi necessária a substituição de 18 urnas eletrônicas que apresentaram problemas técnicos, contudo sem prejuízo à continuidade dos trabalhos", disse.

"Foram registradas 11 ocorrências de ilícitos eleitorais, em sua maioria por violação do sigilo do voto e boca de urna", acrescentou.

Em todo o Brasil, o número saiu de 33.469.244 faltantes no primeiro turno para 30.508.972 no segundo.

Eleições anteriores

Nas eleições presidenciais de 2022, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Lula terminou na primeira colocação em ambas as “rodadas”.

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam aptos a votar pela Justiça Eleitoral.

Por fim, nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Resultado

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, ao conseguir virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). É a primeira vez que um candidato que perdeu no primeiro turno ganha no segundo.

Com 99,99% das urnas apuradas às 21h48 (de MS), Lula obteve 64.255.891 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.825.984 votos, correspondendo a 48,21%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Lula matematicamente eleito quando haviam sido apuradas 97,69% das urnas.

Desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o candidato que termina o primeiro turno na liderança sempre confirmou a vitória.

No primeiro turno, Lula teve 45,16% dos votos válidos, com 53.879.538 votos, enquanto Flávio teve 47,03%, com 56.104.503 votos.

Com a vitória no segundo turno, Lula comandará a presidência por mais quatro anos, de 2027 a 2030. O vice é Geraldo Alckmin (PSB).

O presidente e o vice-presidente da República eleitos em 2026 serão empossados em 5 de janeiro de 2027.

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