Política

ELEIÇÕES 2024

Gastos dos candidatos a prefeito da Capital já chegam a R$ 16,7 milhões

Dados da Justiça Eleitoral revelam que, até o momento, os campeões de despesas são Beto Pereira e Rose Modesto

Continue lendo...

A 19 dias do primeiro turno das eleições municipais, os oito candidatos a prefeito de Campo Grande já gastaram com a campanha, até ontem, R$ 16,7 milhões, uma cifra milionária responsável por movimentar a máquina eleitoral deste ano. 

O Correio do Estado chegou a esse montante por meio de consulta aos dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os quais também revelaram que os campeões de gastos são o deputado federal Beto Pereira (PSDB), com R$ 7.285.562,52, a ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil), com R$ 5.440.902,60, a atual prefeita Adriane Lopes (PP), com R$ 2.600.007,88, e a deputada federal Camila Jara (PT), com R$ 1.261.555,49.
Logo após aparecem o advogado Beto Figueiró (Novo), com R$ 77.225,00, e o cientista político Luso Queiroz (Psol), com R$ 30.600,00. Os candidatos Ubirajara Martins (DC) e Jorge Batista (PCO) ainda não tiveram nenhum tipo de gasto.

Ainda conforme o levantamento realizado pela reportagem, o que mais tem abocanhado o dinheiro dos candidatos é a produção de programas de rádio e televisão ou vídeos para serem veiculados no horário eleitoral gratuito e nas redes sociais dos candidatos.

Em seguida, aparecem despesas com pessoal, serviços advocatícios, locação de bens móveis (excluindo veículos automotores), locação de veículos, serviços contáveis, gráficas, pesquisas eleitorais, entre outros.

DISCRIMINAÇÃO 

No caso do candidato Beto Pereira, a maior parte dos R$ 7.285.562,52 foram gastos com produção de programas de rádio e televisão ou vídeo (R$ 3.087.581,63), seguido por serviços advocatícios (R$ 1.200.000), locação/cessão de bens móveis, exceto veículos (R$ 490.800) e publicidade por materiais impressos (R$ 402.000).

Logo depois estão os serviços contábeis (R$ 370.000), as despesas com pessoal (R$ 352.514), as atividades de militância e mobilização de rua (R$ 333.350), a publicidade por adesivos (R$ 316.905), as despesas com impulsionamento de conteúdos (R$ 266.073,10), as pesquisas ou testes eleitorais (R$ 150.000) e a cessão ou locação de veículos (R$ 127.620,98).

A candidata Rose Modesto também usou a maior parte dos R$ 5.440.902,60 para a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 1.465.000). Em seguida, aparecem as despesas com pessoal (R$ 1.021.437,84), as despesas diversas a especificar (R$ 995.832), os serviços advocatícios (R$ 495.000), a cessão ou locação de veículos  (R$ 455.396,00) e a locação/cessão de bens móveis, exceto veículos (R$ 336.780,00).

Logo após aparecem as despesas com impulsionamento de conteúdos (R$ 203.000), publicidade por adesivos (R$ 123.900), serviços contábeis (R$ 120.000), pesquisas ou testes eleitorais (R$ 95.875), publicidade por materiais impressos (R$ 82.193), combustíveis e lubrificantes (R$ 19.274,46) e serviços prestados por terceiros (R$ 12.285).

Diferentemente dos demais candidatos, a prefeita Adriane Lopes usou a maior parte dos R$ 2.600.007,88 com despesas com pessoal (R$ 1.021.920). Depois, aparecem os gastos com serviços advocatícios (R$ 650.000), serviços prestados por terceiros (R$ 500.000), publicidade por adesivos (R$ 95.650), despesa com impulsionamento de conteúdos (R$ 91.610), serviços contábeis (R$ 80.000) e publicidade por materiais impressos (R$ 54.380).

OUTROS CANDIDATOS

A petista Camila Jara usou a maior parte de R$ 1.261.555,49 para a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 501.696), serviços advocatícios (R$ 335.000), despesas com pessoal (R$ 141.450), serviços contábeis (R$ 120.000), despesas com impulsionamento de conteúdos (R$ 61.000), despesas diversas a especificar (R$ 57.899), publicidade por adesivos (R$ 17.000), baixa de estimáveis – recursos de pessoas físicas
(R$ 13.500) e produção de jingles, vinhetas e slogans (R$ 12.000).

O candidato Beto Figueiró usou os parcos recursos de R$ 77.225 para materiais de expediente (R$ 23.100), publicidade por materiais impressos (R$ 17.885), despesa com impulsionamento de conteúdos (R$ 17.510), publicidade por adesivos (R$ 5.240), produção de jingles, vinhetas e slogans (R$ 5.000), serviços prestados por terceiros (R$ 3.290), produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 3.000) e despesas com pessoal
(R$ 2.000).

Na situação do candidato Luso Queiroz, ele teve de fazer mágica para fazer render os R$ 30.600,00, destinando quase que a totalidade para a produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (R$ 30.000,00) e o restante para publicidade por materiais impressos (R$ 600,00).

Assine o Correio do Estado

eleições 2026

Coligação de Lula aciona TSE contra Flávio por uso de perfis para impulsionar campanha

Equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis

20/09/2026 19h00

Continue Lendo...

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que pede uma investigação judicial eleitoral sobre o suposto uso, pela candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL), de collabs nas redes sociais para burlar às regras de recomendação de propaganda eleitoral e monetizar conteúdos.

Segundo a petição, a equipe de monitoramento de redes da campanha de Lula mapeou 1.826 publicações no Instagram em coautoria entre 492 perfis. A maior parte delas ocorreu em um espaço de dez dias e repetiu o mesmo conjunto de coautores.

Parte das páginas utilizaria links para venda de produtos relacionados à campanha. Um dos casos é o de um boné com número 22. Segundo o documento, doze perfis com mais de 10 milhões de seguidores somados direcionam o público a mesma loja na Shoppe com o produto.

A coligação de Lula argumenta que a situação caracteriza uso indevido dos meios de comunicação social e abuso de poder econômico e político. Além de Flávio, a petição cita o deputado federal Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa.

A petição pede liminar para que os registros sejam preservados pela Meta e da Shopee e que os responsáveis pelos perfis sejam identificados. Também solicita que os links de vendas sejam suspensos. Requer ainda a cassação do registro da chapa e a inelegibilidade dos investigados por oito anos.

Caixinha gorda

Lucas de Lima, Dione Hashioka e Gleice Jane lideram arrecadação de campanha por vaga na Alems

Grande parte da verba dos candidatos foi destinada pelo fundo eleitoral de seus respectivos partidos

20/09/2026 17h00

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka

Lucas de Lima, Gleice Jane e Dione Hashioka Fotos: Alems

Continue Lendo...

Lucas de Lima (PL), Dione Hashioka (União Brasil) e Gleice Jane (PT) concentram as maiores arrecadações entre os candidatos a deputado estadual de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026.

Conforme a Justiça eleitoral, o trio é quem mais recebeu dinheiro para gastar na corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia Legislativa do Estado.

Lucas declarou R$ 1.102.830,00 em recursos para a campanha, seguido por Dione, com R$ 1.093.660,00, e Gleice, que soma R$ 1.081.986,33.

Candidatos que mais receberam dinheiro para campanha deste ano

Lucas de Lima do Amor Sem Fim: R$ 1.102.830,00 PL
Dione Hashioka: R$ 1.093.660,00 UNIÃO
Professora Gleice Jane: R$ 1.081.986,33 PT
Barbara Resende: R$ 1.063.260,00 UNIÃO
Professor Marcelo Miranda: R$ 1.050.000,00 PP
Zé Teixeira: R$ 1.027.720,00 PL
Coronel David: R$ 1.007.120,00 PL
Marcio Fernandes: R$ 1.000.620,00 PL
Renato Câmara: R$ 986.079,29 Republicanos
Pedrossian Neto: R$ 979.400,00 Republicanos

Cabe destacar que os valores correspondem aos recursos declarados pelas campanhas neste domingo (4) e podem sofrer alterações conforme novas prestações de contas, ou doações sejam informadas à Justiça Eleitoral.

Lucas de Lima disputa a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) e está em seu segundo mandato. Em 2022, foi eleito com 26.575 votos, mais que o dobro dos 12.391 votos obtidos na eleição de 2018.

Do total arrecadado por Lucas, R$ 1 milhão foi destinado pelo fundo de campanha do PL. O restante corresponde a doações de campanha. 

Dione Hashioka também retorna à disputa pela Alems após já ter exercido dois mandatos como deputada estadual. Em janeiro de 2023, reassumiu uma cadeira na Assembleia após a saída de Barbosinha, que deixou o Legislativo para assumir o cargo de vice-governador de Mato Grosso do Sul.

Dos recursos declarados por Dione, R$ 1,063 milhão é proveniente do fundo de campanha destinado pelo União Brasil.

Terceira colocada no levantamento, Gleice Jane foi eleita como primeira suplente do PT e assumiu uma cadeira na Assembleia em 2023, após o falecimento do deputado estadual Amarildo Cruz.

No caso de Gleice, R$ 1,035 milhão da arrecadação declarada é oriundo do fundo partidário destinado à campanha.

Barbara Resende, quarta colocada entre as maiores arrecadações, é filha do deputado federal Geraldo Resende. Os dois se filiaram ao União Brasil em março deste ano, após deixarem o PSDB. Assim como a filha, Geraldo Resende compõe o top-3 dos candidatos a deputado federal que mais receberam verba para utilizar na campanha deste ano. 

Ao todo, foram registradas 253 candidaturas para deputado estadual em Mato Grosso do Sul. Desse total, 31 candidatos disputam a eleição sem qualquer valor arrecadado, enquanto outros 104 declararam até R$ 50 mil em recursos para a campanha.

Cada candidato a deputado estadual pode gastar até R$ 1.270.629,01, conforme o limite informado para o cargo. O prazo para a realização da votação é 4 de outubro.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).