Senador eleito criticou gastos de Governo Federal às vésperas do pleito do último domingo
O senador eleito por Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL), afirmou nesta terça-feira (27) que o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.
Para ele, a reação negativa do mercado financeiro no primeiro pregão após o segundo turno acendeu o sinal de alerta e exige do novo governo um compromisso claro com a responsabilidade fiscal, porque “sem investimento, o país para.”
Reinaldo afirmou que enquanto o PL avalia as medidas legais cabíveis diante do uso e abuso do poder econômico e político nesta eleição, o Brasil já começa a enfrentar a conta de uma política que priorizou a disputa eleitoral e deixou os problemas do país para depois.
"A reação negativa do mercado financeiro acendeu o sinal de alerta. Não é aceitável gastar bilhões em benefícios de caráter eleitoral e depois exigir que a população pague a conta. O Brasil precisa de hospitais, escolas, segurança, moradias, infraestrutura e empregos", destacou.
Para Azambuja, o ajuste das contas não é uma escolha ideológica, mas a condição vital para que o Estado volte a investir, mesma lógica que, segundo ele, orientou os oito anos de governo em Mato Grosso do Sul, quando o estado manteve as contas equilibradas, preservou a capacidade de investimento e avançou em áreas como segurança pública, infraestrutura e atração de empresas.
"Sempre defendi, com base na nossa experiência em Mato Grosso do Sul, que é preciso gastar menos com o governo para investir mais nas pessoas. Sem equilíbrio fiscal, não há investimento. Sem investimento, não há desenvolvimento. E sem desenvolvimento, a vida não melhora", destacou.
Com 903.554 votos (34,64% dos válidos), Reinaldo assumirá o mandato de senador em 2027, ao lado do também eleito Capitão Contar (PL), para a legislatura que vai até 2035.
"O Brasil não pode continuar refém de um modelo que gasta para se manter no poder e adia as reformas necessárias para o país crescer. A política não pode ser um instrumento de sobrevivência de governos. Tem que ser um instrumento de transformação da vida das pessoas", completou.
Cabe destacart que Azambuja só assume o mandato em fevereiro de 2027. Segundo ele, a agenda fiscal será uma de suas bandeiras, com atenção especial ao custo da máquina pública e à qualidade do gasto.