Política

GUILHOTINA

Justiça fluminense liberta 40

Justiça fluminense liberta 40

AGÊNCIA BRASIL

20/04/2011 - 00h00
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A Justiça do Rio de Janeiro concedeu ontem (19) habeus corpus colocando em liberdade 40 presos da Operação Guilhotina, deflagrada pela Polícia Federal em fevereiro deste ano. Entre os acusados está o delegado Carlos Antônio de Oliveira, ex-subchefe operacional da Polícia Civil do Rio de Janeiro e que, quando foi preso, tinha acabado de assumir a Subsecretaria de Operações da Secretaria Especial de Ordem Pública da prefeitura carioca.

Na ação proposta pelo Ministério Público foram denunciados 47 pessoas, a maioria policiais civis e militares. Deles, sete estavam em liberdade. Todos respondem pelos crimes de formação de quadrilha armada, peculato, corrupção passiva, comércio ilegal de arma de fogo, extorsão qualificada, entre outros delitos. A decisão da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio foi unânime.

Operação do Gecoc

Prisão de ex-secretário coloca sob risco a pré-candidatura de Marquinhos Trad

A investigação é sobre contratos e aditivos firmados no período entre 2018 e 2025 que somaram mais de R$ 113,7 milhões

13/05/2026 08h00

O vereador Marquinhos Trad (PV) é pré-candidato a deputado federal nas eleições gerais deste ano

O vereador Marquinhos Trad (PV) é pré-candidato a deputado federal nas eleições gerais deste ano Isaias Medeiros/CMCG

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A prisão do ex-secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos de Campo Grande e atual diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Rudi Fiorese, pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em conjunto com o Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã de ontem, por supostamente integrar organização criminosa que atuava fraudando a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município entre 2018 e 2025, coloca em risco a pré-candidatura a deputado federal do vereador Marquinhos Trad (PV) no pleito deste ano.

Conforme apuração do Correio do Estado, a Operação Buraco Sem Fim abre uma nova crise política e administrativa em Campo Grande, ao atingir contratos milionários de manutenção viária, apontando fraudes sistemáticas em medições de serviços, pagamentos indevidos e possível atuação de organização criminosa envolvendo servidores públicos e empresários.

A apreensão de R$ 429 mil em espécie – R$ 233 mil apenas na casa de Fiorese – durante o cumprimento dos 7 mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão reforça suspeitas de corrupção estruturada dentro da máquina pública municipal. 

O caso gera desgaste político para a atual e antigas gestões municipais responsáveis pelos contratos firmados entre 2018 e 2025, ou seja, período em que Campo Grande era administrada pelo então prefeito Marquinhos Trad, que ficou no cargo de 1º de janeiro de 2017 a 1º de abril de 2022 – quando renunciou – e, depois, pela atual prefeita, Adriane Lopes (PP).

De acordo com o Gecoc, as evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais.

Levantamento indica que, entre 2018 e 2025, a Construtora Rial, que é a empresa investigada pelo Gecoc, arrecadou com contratos e aditivos o montante de R$ 113.702.491,02.

O cumprimento dos mandados decorreu de decisão judicial proferida no bojo de procedimento que apura crimes contra a administração pública e outros delitos correlatos.

DESGASTE 

A prisão de Rudi Fiorese tem potencial para causar desgaste político à pré-candidatura de Marquinhos Trad a deputado federal porque o engenheiro era um dos principais nomes da área de infraestrutura durante a gestão do ex-prefeito.

A investigação do Gecoc mira justamente contratos de tapa-buraco firmados em 2018, período em que Fiorese comandava a pasta durante a administração do vereador.

O principal impacto político está na associação direta entre o ex-prefeito e o ex-secretário que foi preso. Fiorese foi secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos entre 2017 e 2023, sendo considerado homem de confiança da gestão.

O próprio Marquinhos foi quem convidou Fiorese para o serviço público e saiu publicamente em sua defesa após a operação.

Mesmo sem ser alvo da operação até agora, Marquinhos pode enfrentar desgaste porque a oposição tende a explorar três pontos centrais: a investigação envolve contratos assinados durante sua administração; os investigados ocupavam cargos estratégicos em sua gestão; e o caso atinge uma área historicamente sensível para prefeitos, obras públicas e tapa-buraco.

Além disso, o caso ganha peso político pelo volume investigado. O Gecoc apura supostas fraudes que podem ultrapassar R$ 113,7 milhões, entre contratos e aditivos. Também houve apreensão de dinheiro em espécie nas casas dos investigados.

Outro fator que pode prejudicar Marquinhos é o simbolismo eleitoral da operação. Em ano pré-eleitoral, prisões relacionadas a corrupção costumam produzir forte desgaste de imagem, especialmente para candidatos que tentam reconstruir capital político. 

Marquinhos já enfrentou dificuldades nas últimas eleições estaduais e tenta voltar ao protagonismo político com a candidatura à Câmara dos Deputados.

A estratégia adotada por ele também pode gerar interpretações ambíguas, pois, ao defender Fiorese e questionar o timing da operação por causa da proximidade das eleições, o ex-prefeito busca preservar um aliado e afastar responsabilidade direta. 

Porém, adversários podem usar essa defesa para reforçar a narrativa de vínculo político e administrativo entre os dois.

Por outro lado, há fatores que podem limitar o dano eleitoral: Marquinhos não foi citado oficialmente como investigado; ele argumenta que os contratos passaram por órgãos de controle; a investigação também alcança períodos posteriores à sua gestão; e parte do eleitorado distingue responsabilidade administrativa de responsabilidade criminal individual.

Ainda assim, politicamente, operações envolvendo ex-secretários costumam contaminar a imagem do gestor que os nomeou, principalmente quando o caso envolve suspeita de corrupção em contratos públicos de grande valor.

Em uma disputa para deputado federal, na qual imagem e recall político pesam muito, o episódio tende a se transformar em munição constante dos adversários de Marquinhos Trad durante a campanha.

OUTRO LADO

Procurado pela reportagem, Marquinhos Trad afirmou que confiava na conduta e na trajetória profissional de Rudi Fiorese, destacando que sua escolha para integrar a administração municipal ocorreu após criteriosa análise técnica de currículo e histórico profissional.

“Tenho certeza de que ele é uma pessoa correta, honesta e decente. Durante todo o período em que trabalhou na administração, nunca me trouxe qualquer contratempo”, declarou o vereador.

O ex-prefeito também ressaltou que os contratos realizados durante sua gestão passaram pelos órgãos de controle e fiscalização competentes, sem apontamentos de irregularidades contratuais.

Segundo ele, eventuais questionamentos devem ser apurados com responsabilidade, garantindo o amplo direito de defesa e a presunção de inocência.

Marquinhos Trad ainda destacou que “sua gestão trabalhou para reduzir gradativamente os contratos de tapa-buracos, priorizando obras de recapeamento com base em estudos técnicos elaborados por instituições como o CREA-MS e a UFMS, buscando maior durabilidade e eficiência na recuperação da malha viária da Capital”.

“Sempre defendemos uma gestão técnica, responsável e transparente. Confiamos nas instituições, mas também acreditamos que toda investigação deve ocorrer com equilíbrio, responsabilidade e respeito ao devido processo legal”, finalizou.

AGESUL

Como no momento da prisão Rudi Fiorese ocupava o cargo de diretor-presidente da Agesul, a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog) informou, por meio de nota, que o exoneraria ainda ontem.

Ainda em nota, a Seilog revelou que só tomou conhecimento da operação, que apura contratos do Município de Campo Grande, e que não é alvo da investigação. “O diretor-presidente da Agesul figura por sua atuação anterior na Secretaria Municipal de Obras [Infraestrutura e Serviços] da Capital, período ao qual a investigação se restringe”. 

Também na nota, a Seilog disse que se “comprometia com lisura e transparência na administração pública, acompanha o desenrolar da investigação e já tomou as providências necessárias, com a exoneração do servidor”.

Política

Oposição apresenta novo pedido de impeachment de Moraes em reação à decisão sobre dosimetria

Será o sexto pedido contra Moraes apenas neste ano e o trigésimo quarto desde o começo da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva

12/05/2026 22h00

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal Luiz Silveira/STF

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Grupo de oposição ao atual governo na Câmara dos Deputados apresentou, nesta terça-feira, 12, mais um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, por suspender a aplicação da Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso Nacional.

O texto é de autoria do deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição. Será o sexto pedido contra Moraes apenas neste ano e o trigésimo quarto desde o começo da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Na prática, houve verdadeira paralisação da incidência da lei federal em diversas execuções penais, produzindo efeitos concretos equivalentes ao controle concentrado cautelar de constitucionalidade, sem a observância do devido processo constitucional", argumentou Silva, no pedido.

Para ele, a conduta de Moraes afronta o princípio da separação de Poderes, o princípio da legalidade, o devido processo constitucional, a cláusula de reserva de plenário, competência constitucional do plenário do STF e do Congresso.

"(Moraes) procedeu de forma incompatível com o dever de autocontenção jurisdicional exigido de integrante da Suprema Corte e de zelo pelas atribuições constitucionais do Parlamento", disse Silva.

Essa é uma das iniciativas da oposição bolsonarista contra a decisão de Moraes. Na segunda-feira, 11, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), iniciou uma coleta de assinaturas para protocolar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para anistiar os envolvidos nos atos golpistas do 8 de Janeiro.

O grupo também apoia que a Câmara tramite com a PEC para limitar as decisões monocráticas de ministros do Supremo.

A lei da dosimetria aprovada pelo Congresso Nacional reduz as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e também beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

O texto prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o estado democrático de direito.

Bolsonaro foi condenado pelos crimes de organização criminosa armada, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

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