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Lindbergh aciona TSE contra ex-ministro e Flávio Bolsonaro alegando propaganda antecipada

Na ação o parlamentar cita vídeo publicado por Gilson nas redes sociais, no qual aparece afixando adesivos com a frase "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026", acompanhada da imagem do senador

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Ex-líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, o deputado federal Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta terça-feira, 18, representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o ex-ministro do Turismo Gilson Machado Neto (Podemos-PE) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suposta prática de propaganda eleitoral antecipada.

Na ação, com pedido de liminar, o parlamentar cita vídeo publicado por Gilson nas redes sociais, no qual aparece afixando adesivos com a frase "O Nordeste está com Flávio Bolsonaro 2026", acompanhada da imagem do senador. Durante a gravação, segundo a representação, o ex-ministro afirma: "Vou eleger o homem. Nosso presidente".

"A mensagem veiculada não deixa margem a dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro", argumenta Lindbergh na peça.

O deputado ainda afirma que o ato "transcende esfera abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral" por meio da distribuição de adesivos e da ampla divulgação nas redes.

Procurados, Gilson Machado Neto e Flávio Bolsonaro não se manifestaram. O espaço segue aberto.

O parlamentar pede ao TSE urgência para a remoção, em até 24 horas, de todo o conteúdo considerado irregular, a proibição de novas divulgações do material e a fixação de multa diária mínima de R$ 10 mil em caso de descumprimento. No mérito, pede o reconhecimento da prática de propaganda antecipada, com aplicação de multa individual aos dois representados.

A representação também solicita o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral (MPE) para apuração de eventual abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação. O deputado sustenta que, por se tratar de ex-ministro de Estado e aliado político direto do senador, a conduta teria potencial de influenciar o eleitorado e desequilibrar a disputa antes do período permitido para propaganda eleitoral.

Ex-ministro sanfoneiro filia-se ao Podemos

Gilson Machado Neto oficializou na última sexta-feira, 13, sua filiação ao Podemos e fez críticas à antiga sigla, o Partido Liberal (PL). Durante discurso no evento de filiação, afirmou que "a direita não tem dono", em referência ao PL. Segundo ele, recebeu "carta branca" do Podemos para apoiar a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Quando anunciou sua desfiliação do PL, em janeiro, Machado havia afirmado que seguiria na disputa por uma vaga no Senado por Pernambuco. Como mostrou o Estadão, o PL vivia uma disputa interna entre o presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira, e Gilson Machado para definir quem seria o candidato ao Senado. Com a saída de Machado, o dirigente partidário deve ser o escolhido.

Gilson Machado é aliado próximo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem se aproximou ainda em 2018. Foi secretário do Ministério do Meio Ambiente durante a gestão do ex-presidente e, em maio de 2019, foi indicado para a presidência da Embratur, ficando à frente da estatal por mais de um ano.

Machado ganhou destaque por aparecer tocando sanfona em lives de Bolsonaro durante a pandemia de covid-19. O ex-ministro é sanfoneiro, já gravou com nomes como Zé Ramalho e atua na banda Brucelose até hoje. Ele também já deu aulas do instrumento para Bolsonaro. Em dezembro de 2020, foi remanejado para o Ministério do Turismo.

Compliance Zero

Direita do Estado evita comentar escândalo que liga Ciro a Vorcaro

Presidente nacional do PP, o senador teria recebido pagamentos mensais de R$ 500 mil do banqueiro proprietário do Master

09/05/2026 08h00

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, está no olho do furacão, após operação da PF

O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, está no olho do furacão, após operação da PF Waldemir Barreto/Agência Senado

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A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira, colocou o senador piauiense Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, no centro de um escândalo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, provocou silêncio entre os principais nomes da direita de Mato Grosso do Sul.

O Correio do Estado procurou os parlamentares da bancada federal sul-mato-grossense da direita e lideranças ligadas ao campo conservador no Estado para comentar o caso, mas nenhum quis se manifestar publicamente sobre as investigações e a repercussão política do episódio.

Foram procurados os deputados federais dr. Luiz Ovando (PP), Dagoberto Nogueira (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), que fazem parte da Federação Partidária União Progressista, e os deputados federais Beto Pereira (Republicanos), Rodolfo Nogueira (PL) e Marcos Pollon (PL), porém, nenhum deles comentou o assunto até a publicação desta reportagem.

Também foram procurados a senadora Tereza Cristina, presidente estadual do PP e responsável pelo comando da União Progressista no Estado, e o governador Eduardo Riedel (PP), entretanto, eles não retornaram até o fechamento da matéria. 

No dia em que a operação foi deflagrada pela PF, Tereza Cristina, que também é líder do PP no Senado, chegou a afirmar que “tudo precisa ser investigado” e defendeu o direito à ampla defesa dos envolvidos.

Já no dia seguinte à ação policial, a direita estadual preferiu se calar. Esse silêncio chama a atenção, porque parte da bancada costuma se posicionar rapidamente em episódios envolvendo denúncias de corrupção ou operações policiais contra adversários políticos. 

Desta vez, porém, correligionários e integrantes de legendas próximas ou da mesma federação partidária de Ciro Nogueira evitaram declarações públicas. 

Na prática, a bancada federal da direita de Mato Grosso do Sul adotou o mesmo discurso defendido pelo líder do PP na Câmara dos Deputados, o carioca dr. Luizinho.

Em declaração ao Correio do Estado, o deputado federal afirmou que há apoio integral da legenda ao senador e confiança de que ele esclarecerá as acusações.

“A bancada apoia de forma unânime o presidente Ciro Nogueira com a certeza de que ele provará que nada fez de ilegal”, declarou dr. Luizinho.

O posicionamento serviu de referência para integrantes da direita sul-mato-grossense, que evitam críticas públicas ao comando nacional do partido e preferem aguardar o desenrolar das investigações antes de comentar possíveis consequências políticas.

Sobre eventuais reflexos da crise na federação entre PP e União Brasil, dr. Luizinho adotou cautela e afirmou que o tema ainda será debatido internamente pelas lideranças partidárias. “Durante a semana, conversando com parlamentares da nossa federação, poderemos avaliar melhor os possíveis impactos”, disse.

ENTENDA O CASO

A quinta fase da Operação Compliance Zero cumpriu mandados de busca e apreensão sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Segundo as investigações, Ciro Nogueira recebia pagamentos mensais recorrentes do banqueiro no valor de R$ 500 mil em um esquema que incluía a utilização do mandato parlamentar para beneficiar interesses de Vorcaro.

Além de Ciro, a operação teve como alvo Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, que acabou preso durante a ofensiva policial. 

As apurações apontam que a empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, realizava transferências para a CNLF Empreendimentos Imobiliários Ltda., apontada como veículo patrimonial do senador. 

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Boletim médico

Bolsonaro teve soluços intensos e problemas de pressão nas últimas 48h, dizem médicos ao STF

As condições levaram ao ajuste da terapia do ex-presidente e aumento das medicações.

08/05/2026 21h00

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro

O ex-presidente Jair Messias Bolsonaro Foto: Ton Molina / STF

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou "quadros de soluços intensos e prolongados" além de problemas de pressão nas últimas 48h, o que levou ao ajuste de sua terapia e aumento das medicações.

Segundo relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira, 8, o ex-presidente até o momento teve "resposta parcial" ao tratamento aplicado, conforme informaram os médicos responsáveis pelo seu quadro clínico.

Em março, Bolsonaro passou duas semanas internado em Brasília para tratar de uma pneumonia ocasionada pelos episódios de soluços.

Segundo os médicos, ele recebeu tratamento para "pneumonia bacteriana bilateral decorrente de episódio de broncoaspiração", condição em que líquidos do estômago entram nas vias respiratórias e provocam infecção pulmonar. Na ocasião, o ex-presidente apresentou febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, o ex-presidente teve prisão domiciliar humanitária concedida pelo ministro Alexandre de Moraes em março, com prazo inicial de 90 dias, para se recuperar da broncopneumonia.

Antes, ele cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Além disso, na última semana, o ministro acolheu um pedido da defesa e dos médicos do ex-presidente, e permitiu que ele se internasse novamente para passar por cirurgia no ombro direito para corrigir lesões.

Bolsonaro se queixada de "dor intermitente" no membro, o que levou os fisioterapeutas e ortopedistas indicarem a intervenção cirúrgica.

Bolsonaro deixou o hospital na segunda-feira, 4, após passar pelo procedimento, e retornou à prisão domiciliar.

Segundo informações médicas divulgadas após a alta, a recuperação do ombro deve ocorrer sem maiores complicações em um período de seis a nove meses. Ele vai permanecer de tipoia por seis semanas e fará fisioterapia.

Ainda segundo o relatório desta sexta, os médicos já iniciaram a fisioterapia motora de forma "leve e progressiva".

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