Política

REFORMA-TRIBUTÁRIA

Lira diz a empresários que regulamentação da tributária será '10 vezes mais discutida' que PEC da re

Em um jantar em Curitiba, no início da semana, Lira informou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu a enviar os projetos de regulamentação entre os dias 10 e 15 de abril

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), assegurou a um grupo de empresários do Paraná e Santa Catarina que os projetos de regulamentação da reforma tributária serão "10 vezes mais discutidos" na Casa do que a emenda constitucional promulgada no ano passado.

Em um jantar em Curitiba, no início da semana, Lira informou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu a enviar os projetos de regulamentação entre os dias 10 e 15 de abril.

De acordo com interlocutores do presidente da Câmara, há uma avaliação de que haverá um detalhamento maior da discussão neste momento porque os diversos setores interessados irão se posicionar, fazendo questionamentos e ponderações nas discussões. E que esse processo é algo natural e esperado.

Segundo relato do encontro feito à Folha de S.Paulo pelo presidente da Esfera Brasil e organizador do encontro, João Camargo, a preferência de Lira é que a entrega dos projetos ocorra já no dia 10 de abril para que os relatores possam ser logo indicados.

A sinalização do presidente da Câmara ocorre num momento de incertezas e desconfianças das empresas com o risco de a regulamentação da reforma ser feita de forma açodada sem discussão no Congresso. Nos últimos dias, cresceu o número de entidades manifestando preocupação com a regulamentação.

Lira e Haddad têm em comum a necessidade de que a regulamentação seja aprovada ainda no primeiro semestre antes de o cronograma das eleições municipais acabar paralisando as votações do Congresso, como tradicionalmente acontece em ano eleitoral.

O presidente da Câmara aguarda o envio dos projetos para só depois escolher os nomes dos relatores. Como revelou a Folha de S.Paulo, Haddad quer diminuir o número de projetos a serem enviados para facilitar a tramitação.

No jantar, Lira confirmou que Haddad está pensando em entregar somente duas leis complementares e que, se o Ministério da Fazenda conseguisse isso, seria melhor. O presidente da Câmara disse que o momento certo é agora para aprovar a regulamentação e alertou que, se ela ficar para o ano que vem, o risco é de não ser aprovada, e a reforma não começar a ser implementada.

A Fazenda criou 19 grupos de trabalho para apresentar proposta de regulamentação, mas nem todos entregaram os textos, que serão reunidos por uma comissão sistematizadora, chefiada pelo secretário extraordinário de reforma tributária, Bernard Appy.

A regulamentação da reforma tributária foi uma das três principais preocupações apontadas pelos empresários da região sul, atrás apenas da reforma administrativa e do comportamento do STF (Supremo Tribunal Federal). O secretário Executivo da Fazenda, Dario Durigan, também foi ao jantar, representando o ministro Haddad, e defendeu maior união do Congresso com o Executivo para dar previsibilidade aos investidores.

Os empresários cobraram a aprovação da reforma administrativa com o argumento de que o setor privado já deu a sua cota de sacrifício para melhorar as contas públicas com as medidas de aperto de arrecadação lançadas pelo ministro Haddad.
Lira também defendeu que sua gestão irá tentar construir a "todo momento" a reforma administrativa e que ele avalia que ela dará tranquilidade para que o governo possa trabalhar pautas prioritárias para o país.

Sobre a atuação do STF, segundo Camargo, Lira afirmou que há um jogo de freios e contrapesos e que a Câmara é a "vacina" do antídoto do Executivo. E o Senado é a do Judiciário.

Os empresários criticaram a medida lançada pelo governo que limita o uso da compensação de créditos tributários do imposto a pagar pelas empresas. Eles disseram que a medida era injusta porque já havia a decisão da Justiça que garantiu o crédito às empresas.

 

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Relatoria

Fux é sorteado relator de ação que busca acesso a visitas de esposa de Moraes ao Senado

Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso.

22/09/2026 13h30

Ministro Luiz Fux

Ministro Luiz Fux FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux foi sorteado relator do mandado de segurança que busca obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a liberar informações sobre as entradas e saídas da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e do banqueiro Daniel Vorcaro das dependências do Senado.

Moraes havia sido sorteado relator no dia 18, mas, na última segunda-feira, 21, ele se declarou suspeito para julgar o caso.

O pedido foi feito pelo vereador de Curitiba Guilherme Kilter (Novo), candidato a deputado federal, após ter um pedido com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) negado pelo Senado.

O argumento da negativa foi que os dados de acesso de pessoas às dependências do Senado são informações de caráter pessoal.

Após a negativa do Senado, Kilter acionou a Justiça Federal do Paraná, que declarou sua incompetência para julgar o caso. A juíza Thais Sampaio da Silva Machado entendeu que apenas o Supremo pode julgar um mandado de segurança contra ação do presidente do Senado.

Eleições 2026

Eduardo Riedel deve vencer eleições a governador no 1.º turno

A 12 dias da eleição para governador, pesquisa mostra Eduardo Riedel com 64,15% e Fábio Trad com 18,70% dos votos válidos

22/09/2026 07h45

Marcelo Victor

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A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 

João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.

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