Líder da bancada federal por Mato Grosso do Sul, o deputado Vander Loubet (PT) disse que o partido “não tem cacique”, mas que neste momento, a colega de bancada, Camila Jara, e o deputado estadual Zeca, são os principais candidatos da legenda para a disputa pela prefeitura de Campo Grande em 2024.
Para Loubet, ambos estão à frente de Giselle Marques, candidata ao Governo do Estado em 2022, ano em que capitaneou 135.556 votos na disputa pelo executivo estadual.
“O PT não tem cacique, vou defender internamente a Camila ou é o Zeca. Acho que a Gisele cumpriu um papel importantíssimo na eleição de dois mil e vinte e dois, assim como Humberto Amaducci em 2018”, declarou durante o lançamento da Caravana da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), em Campo Grande, nesta segunda-feira (28).
Segundo Loubet, a eleição do presidente Lula elevou o quadro do partido, inclusive na busca por mais cadeiras na Câmara de Brasília. “Acho que ambos têm chances, não que os outros não tenham a possibilidade de disputar, mas acredito que Camila Jara e o Zeca podem ir ao segundo turno, claro, respeitando as outras candidaturas legítimas do PT”, salientou.
De acordo com o líder da bancada federal, tanto a ex-vereadora quanto o ex-governador do Estado saem à frente na disputa pelo executivo em 2024.
Ex-vereadora na capital, Camila Jara recebeu 56.552 votos em 2022, ano em que se instalou em Brasília. Ex-governador de Mato Grosso do Sul em duas oportunidades, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca, foi o 3º mais votado na disputa pela Assembleia Legislativa Estadual, onde está neste momento.
“Dá para construir um programa e ampliar as alianças, que é fundamental, ninguém ganha sozinho. Acho que a Camila ou o Zeca têm esse perfil, preenchem os requisitos e são as duas candidaturas mais competitivas”, finalizou.
Outra pauta
Questionado, Loubet afirmou não concordar com alguns posicionamentos, mas defendeu a indicação do ministro Cristiano Zanin, indicado pelo presidente Lula (PT) para o Supremo Tribunal Federal (STF).
Criticado por grupos da esquerda, especialmente após voto contra a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal, além de outros votos polêmicos.
"Nós temos que entender que o Lula indicou Zanin para ministro e, a partir do momento que ele é ministro, não é um ministro do PT",disse Vander.
"Nós podemos questionar, não concordar, mas ele tem os princípios que ele acredita, aquela coisa toda. Eu acho que com toda essa posição dele, foi correto a nomeação dele", acrescentou.
Fonte: IPR/Correio do Estado 



