Política

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Lula conversa com Trump e pede mudanças em Conselho da Paz

Ainda sem aceitar convite, brasileiro pediu assento para a Palestina

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O presidente Lula conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (26), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na conversa, Lula sugeriu que Trump incluísse um assento para a Palestina no Conselho da Paz, colegiado idealizado, criado e presidido pelo estadunidense. Além disso, Lula sugeriu que o conselho se limitasse a discutir as questões relacionadas à Faixa de Gaza.

O teor da conversa entre os presidentes foi divulgado pelo Palácio do Planalto, em nota. Segundo o Planalto, o presidente brasileiro também reforçou a importância de uma reforma abrangente na Organização das Nações Unidas (ONU), ampliando o número de membros permanentes do Conselho de Segurança.

Lula foi um dos líderes convidados a ocupar um assento no conselho, mas ainda não respondeu ao convite. Na semana passada, em um evento em Salvador, ele chegou a criticar a proposta de criação do Conselho da Paz. Para o presidente brasileiro, Trump quer criar uma nova ONU para ser o dono.

Venezuela

Na conversa, os dois presidentes também trataram de questões relacionadas à Venezuela. Lula reiterou o que já vem falando sobre o assunto: a importância de manter a paz no continente.

Além disso, Lula voltou a propor um fortalecimento na cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado.

“Lula manifestou interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A proposta foi bem recebida pelo presidente norte-americano”, afirmou o Planalto.

Economia

Ainda de acordo com o Planalto, Lula e Trump também conversaram sobre o estreitamento da relação entre Brasil e EUA, e como isso se reflete positivamente na economia. 

“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”.

Os dois se encontraram pessoalmente pela primeira vez na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, em setembro. Foi um rápido encontro e cumprimento, mas o norte-americano afirmou ter tido uma "química excelente" com Lula.

Ambos se encontraram novamente em outubro, na 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia. Dessa vez, puderam sentar e conversar em uma reunião classificada como "muito positiva" pelo chanceler brasileiro, Mauro Vieira. No mês seguinte ao encontro, os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre vários produtos brasileiros.

Visita aos EUA

Durante a conversa, que durou 50 minutos, ficou combinada uma visita de Lula aos Estados Unidos. Não foi definida uma data, mas a visita deve ocorrer após a viagem do presidente brasileiro à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

eleições 2026

Riedel terá desafio de transformar em votos o apoio de todos os prefeitos de MS

O arco de aliança partidária para reeleger o governador no pleito deste ano administra os 79 municípios de Mato Grosso do Sul

26/01/2026 08h00

O governador Eduardo Riedel (PP) durante entrega de obras de pavimentação, restauração, drenagem e ponte

O governador Eduardo Riedel (PP) durante entrega de obras de pavimentação, restauração, drenagem e ponte Reprodução/Secom/Foto-Saul-Schramm

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Líder de todas as pesquisas de intenções de voto já divulgadas até o momento em Mato Grosso do Sul, dono de uma aprovação acima dos 60% pela população sul-mato-grossense e tendo no arco de aliança partidária as siglas que administram as prefeituras dos 79 municípios do Estado, o governador Eduardo Riedel está praticamente reeleito.

No entanto, o grande desafio dele neste ano eleitoral é transformar todo esse apoio em votos, garantindo a reeleição para mais quatro anos como governador do Estado.

Porém, a maior dificuldade é repetir neste ano o que aconteceu em 2022, quando o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) conseguiu colocar para trabalhar, pela então eleição de Riedel, 72 prefeitos da base aliada.

Mesmo tendo o apoio de todos os prefeitos de Mato Grosso do Sul, não é possível cravar uma vitória esmagadora já no primeiro turno das eleições gerais deste ano, pois, com a crescente possibilidade de termos muitos candidatos a governador, pelo menos a princípio, as chances de segundo turno também aumentaram na mesma proporção.

Entretanto, o certo é que os partidos PSDB, PL, PP, MDB, PSD e PSB controlem as 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul, sendo que, sem exceção, todos os gestores municipais do Estado já declaram apoio à reeleição do governador, o que pode se dizer que isso é fruto do programa MS Ativo Municipalismo, que foi rascunhado por Azambuja e implantado por Riedel.

MS Ativo

Essa iniciativa é um programa de cooperação do governo de Mato Grosso do Sul com os 79 municípios, focado na descentralização da gestão e eficiência na execução de políticas públicas, tendo investimentos de R$ 3 bilhões, que visam garantir resultados práticos nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e assistência social, baseando-se em contratos de gestão e dados com os respectivos gestores municipais.

Na prática, o MS Ativo Municipalismo atua em três frentes estratégicas para alcançar resultados que atendam às necessidades dos moradores dos 79 municípios.

Dessa forma, auxilia as prefeituras no desenvolvimento das competências institucionais em políticas públicas, visando alcançar aqueles que mais precisam.

Assim, o municipalismo do programa está estruturado da seguinte forma: municipalismo baseado em demandas – repasse de recursos para os municípios a partir das demandas individuais (com ou sem contrapartida financeira); municipalismo baseado em programas – repasse de recursos para os municípios via acesso a programas estaduais (com ou sem contrapartida financeira); e municipalismo baseado na cooperação – pactuação de resultados, desenvolvimento de capacidades e compartilhamento de ações (repasse de recursos orientado por resultados).

 Avaliação

Porém, nem tudo são flores para o governador Eduardo Riedel, conforme análise do diretor do Instituto de Pesquisa Resultado (IPR), Aruaque Fressato Barbosa, dizer que tem o apoio de todos os prefeitos de Mato Grosso do Sul é uma afirmação sensível, porque nem todos os gestores municipais estão bem avaliados.

“Então, vai ter prefeito que vai ajudar em muito ao Riedel obter votos, enquanto outros que podem atrapalhar. Por esse prisma, a equipe de campanha do governador terá de fazer um estudo para ver quais são os prefeitos que será um bom negócio ‘colar’ o nome de Riedel ao dele e quais estratégias podem ser um tiro no pé”, pontuou. 

Sobre a transferência de votos dos prefeitos bem avaliados para o governador, ele explicou que essa já é uma questão mais delicada. 

“Como diretor do IPR, acredito que cabe a realização de uma pesquisa para avaliar quais prefeitos podem ajudar ou atrapalhar a campanha de reeleição de Riedel, pois isso vai depender da aprovação desses gestores em seus municípios”, declarou.

Positivo

Por outro lado, o cientista político Tercio Albuquerque acredita que contar com o apoio dos 79 prefeitos de Mato Grosso do Sul para a reeleição é extremamente positivo para o governador Riedel.

“Na verdade, neste ano existe uma diferença de anos anteriores, não há no páreo de candidaturas a pretensão de governo, não há nenhum candidato que tenha maior relevância que possa representar risco para o Riedel”, assegurou.

Porém, ele reconhece que, obviamente, esse apoio dos prefeitos não vai representar uma conversão de 100% em votos. 

“O apoio do prefeito não quer dizer que toda a população do município vá acompanhar o gestor e votar no governador e é justamente essa dúvida que se for bem explorada pelos pré-candidatos da oposição, como por exemplo o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), podem alavancar votos dos eleitores que não comungam com a reeleição do atual governador”, argumentou.

Tercio Albuquerque ressaltou que uma vitória nas eleições não é também simples assim, não é uma coisa matemática. 

“Portanto, diferentemente da matemática, em um pleito é impossível dizer que, mesmo tendo o apoio de todos os prefeitos de um estado, o candidato está eleito ou reeleito. Pois, tudo vai depender muito de como a máquina governamental vai ser usada nesse período, mas, sem dúvida nenhuma que Riedel leva uma vantagem considerável sobre os demais adversários”, comentou.

"É uma situação que precisa ser avaliada no decorrer da campanha, mas, obviamente, ainda que Riedel tenha aí uma margem de perda de votos, não acredito que vá ameaçar a reeleição dele, porque o governador está isolado, até então, na frente, como demonstram todas as pesquisas" - Tercio Albuquerque, analisando a situação atual 
do governador

O cientista político reforçou que participar de uma eleição com a máquina nas mãos e no ano em que começará a investir os recursos bilionários oriundos de empréstimos vai ajudar em muito na campanha eleitoral de Riedel. 

“Ao longo deste ano, o governador deve transformar os 79 municípios do Estado em um verdadeiro canteiro de obras, com investimentos em infraestrutura, saúde e educação, enquanto os demais candidatos não terão essa mesma arma para lutar pelos votos dos sul-mato-grossenses”, pontuou.

Para concluir, ele repetiu que política não é matemática para dizer que o apoio de todos os prefeitos do Estado vai garantir a reeleição do governador. 

“Vai depender muito de como ele vai se apresentar aos eleitores dos municípios e qual é a posição que esses prefeitos têm de respeitabilidade no seu próprio município. É uma situação que precisa ser avaliada no decorrer da campanha, mas, obviamente, ainda que Riedel tenha aí uma margem de perda de votos, não acredito que vá ameaçar a reeleição dele, porque o governador está isolado, até então, na frente, como demonstram todas as pesquisas”, finalizou o especialista.

 

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Ambulante fatura R$ 800 com venda de bandeiras em caminhada pelo ex-presidente Bolsonaro

As bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos foram as mais vendidas neste domingo (25), durante a concentração na Praça do Rádio Clube, em Campo Grande

25/01/2026 10h44

Crédito: P.G. / Correio do Estado

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Ainda que a Caminhada por Justiça e Liberdade, que subiu a Avenida Afonso Pena neste domingo (25), tenha tido baixa adesão, o vendedor ambulante que comercializava bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos faturou cerca de R$ 800.

Em frente à Praça do Rádio Clube desde as 7h da manhã, Juca Batista, de 38 anos, contou à reportagem que as bandeiras mais procuradas pelos apoiadores do ex-presidente foram as do Brasil e dos Estados Unidos, vendidas por R$ 50 cada.

Já a bandeira com a frase “Fora Alexandre de Moraes” era comercializada por R$ 30. Na expectativa de que a concentração marcada em frente à sede do Ministério Público Federal (MPF) aumentasse, ele se preparou levando a carroceria da caminhonete cheia de bandeiras, incluindo as de Israel.

Na via, era possível avistar apoiadores enrolados em bandeiras, muitos deles parando para comprar uma antes de iniciar a caminhada.

Crédito: P.G. / Correio do Estado

Ato esvaziado


Diferentemente de anos anteriores, quando a Avenida Afonso Pena costumava ser tomada por manifestantes de direita, o movimento começou de forma tímida, registrando poucos carros acompanhando a caminhada com bandeiras, enquanto outros, que não participavam do ato, utilizavam desvios no fluxo.

Na Cidade Morena, a Caminhada por Justiça e Liberdade seguiu pela Avenida Afonso Pena até a sede do Ministério Público Federal (MPF). Instantes antes de o carro de som se posicionar, o movimento de apoiadores, que costumava encher a via, seguiu de forma tímida.

Parte dos participantes permaneceu na praça, enquanto outros acompanharam o carro de som. Um terceiro grupo seguiu em veículos, o que gerou incômodo entre alguns presentes, que chegaram a argumentar que o ato deveria ser percorrido a pé.

Enrolados em bandeiras de Israel e dos Estados Unidos, os apoiadores foram escoltados pela Polícia Militar e por uma equipe da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran).

Como ocorre em outras localidades do país, a reivindicação girou em torno da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e contra providências adotadas pelo Poder Judiciário.

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