Política

Real Time Big Data

Lula e Flávio estão em empate técnico nos dois turnos da eleição

No primeiro turno, Lula aparece com quatro pontos de vangatem. Em eventual segundo turno, Flávio aparece com um ponto a mais que o petista

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 43% das intenções de voto para a Presidência, no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) registra 39%, segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira, 1º.

Os dois estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos. O equilíbrio se repete em uma eventual disputa de segundo turno, na qual Flávio tem 46% e Lula, 45%.

Renan Santos (Missão) aparece com 4%. Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD) têm 3% cada, enquanto Romeu Zema (Novo) registra 1%. Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB), somados, atingem 1%. Brancos e nulos são 3%, e outros 3% não sabem ou não responderam.

Considerando apenas os votos válidos, Lula tem 46%, contra 41% de Flávio. Renan aparece com 5%, Cury e Caiado têm 3% cada, enquanto Zema e os demais candidatos registram 1% cada.

Esta é a última pesquisa presidencial da Real Time Big Data divulgada antes do primeiro turno. No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, o instituto vem registrando equilíbrio desde o início de setembro. Na rodada de 1º de setembro, os dois tinham 44%. Em 24 de setembro, Flávio marcou 45% e Lula, 44%. Agora, aparecem com 46% e 45%, respectivamente. A única exceção na série foi junho, quando Lula tinha 45% e Flávio, 40%; nas demais rodadas, a diferença ficou dentro da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula tem 38% e Flávio, 34%. Renan e Cury aparecem com 3% cada, Caiado tem 2% e outros nomes somam 1%. Brancos e nulos são 8%, enquanto 11% não sabem ou não responderam.

Segundo turno

Em eventual confronto direto, Flávio tem 46% e Lula, 45%. Brancos e nulos somam 5%, e 4% não sabem ou não responderam. Considerando apenas os votos válidos, o placar é de 51% para Flávio e 49% para Lula.

Lula também aparece tecnicamente empatado com Cury, por 45% a 44%, e com Caiado, por 45% a 43%. Contra Zema, o petista registra 45%, ante 40%, e, diante de Renan, tem 45% contra 38%.

Lula e Flávio também estão empatados na rejeição: 49% dos entrevistados afirmam que não votariam em cada um deles. Renan tem 43%, Caiado, 39%, Zema, 34%, e Cury, 33%. A pergunta permitia mais de uma resposta.

A gestão Lula é desaprovada por 52% dos entrevistados e aprovada por 46%. Na avaliação do governo, 45% consideram a administração ruim ou péssima, 33% a classificam como ótima ou boa e 21%, como regular.

A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores, por telefone, em todo o País entre 26 e 30 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09503/2026.

Declaração

Camilo Santana defende redução da maioridade: Se pode votar, pode assumir responsabilidades

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição

16/10/2026 22h00

Camilo Santana, ex-ministro da Educação

Camilo Santana, ex-ministro da Educação Foto: Rafa Neddermeyer/ Agência Brasil

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O coordenador da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, senador Camilo Santana (PT-CE), defendeu a redução da maioridade penal em conversa com jornalistas nesta sexta-feira, 16. Nunca antes defendida pelo PT, agora o governo é favorável à criminalização de crimes hediondos cometidos por quem possui 16 e 17 anos.

"Nós defendemos que pode diminuir para 16 anos apenas para crimes que são crimes extremamente graves, como quem tira a vida de um cidadão e de uma cidadã brasileira. Se uma pessoa que tem 16 anos tem o direito de votar e escolher os seus representantes, ela também precisa assumir determinadas responsabilidades", declarou Camilo no quartel-general da campanha de Lula, em Brasília.

Segundo Camilo, o governo não quis votar a redução da maioridade penal proposta pela oposição ao governo porque eles buscavam atrapalhar a tramitação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto do PL era bem mais radical, propondo redução para 16 anos em todos os crimes e para 14 em caso de crimes hediondos.

A cartada do PL ocorreu um dia depois do governo Lula conseguir uma importante vitória com a aprovação da PEC que acabou com a escala de trabalho 6x1. O objetivo era desidratar o capital político do PT em um tema sensível para a esquerda.

Para se defender, o governo Lula decidiu abraçar a bandeira da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos, que nunca foi pauta do PT. O próprio Camilo, que é senador, apresentou uma outra emenda proposto a atual ideia do Executivo

Em sabatina para a TV Globo na noite desta quinta-feira, 15, Lula disse defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Meu pensamento, enquanto cidadão brasileiro, é que no caso de todo e qualquer crime hediondo, sou favorável a diminuir a penalidade. Para crimes hediondos", disse o presidente na sabatina para o Jornal Nacional.

Regulamento

TSE define regras para canais de WhatsApp durante a campanha

Atualização de resolução da Corte eleitoral foi por unanimidade

16/10/2026 19h00

Foto: Antônio Augusto / TSE

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu nesta sexta-feira (16) regras para o funcionamento de canais de WhatsApp que apoiam campanhas eleitorais. 

A decisão foi tomada após a guerra de liminares sobre o funcionamento do canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Por unanimidade, os sete ministros da Corte aprovaram uma atualização na resolução do TSE que trata da propaganda eleitoral na internet e da fiscalização dos canais de comunicação utilizados pelas candidaturas.

Conforme a decisão, canais que receberem apoio técnico ou financeiro das campanhas deverão ser registrados na Justiça Eleitoral.

O vínculo deverá ser estabelecido a partir do recebimento de recursos, ajuda técnica, além do direcionamento para página oficial do candidato.

O apoio espontâneo ou compartilhamento de materiais de campanha não poderão ser caracterizados como vínculo direto com a campanha. 

Se as regras não forem cumpridas, os canais poderão ser desativados até que a regularização seja providenciada. 

Na terça-feira (13), o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a reativação do canal Exército do Lula, após a campanha de Lula registrar o canal no tribunal, conforme determinação do ministro.

A reativação ocorreu após decisões conflitantes de Kassio e do ministro corregedor-geral do TSE, Villas Bôas Cueva, que havia liberado o canal.

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