Política

Levantamento

Maioria dos deputados federais de MS vota a favor das pautas do governo Lula

Apenas Dr. Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL) têm mais votos contrários ao governo federal

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A maioria dos oito deputados federais de Mato Grosso do Sul vota mais a favor que contra as pautas defendidas pelo governo do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme levantamento realizado pelo Correio do Estado no site Congresso em Foco, criado para reconhecer os parlamentares que mais se destacam no exercício do mandato no Congresso Nacional.

Ao longo deste ano, conforme os dados disponibilizados pelo Congresso em Foco, votaram mais a favor que contra o governo federal os parlamentares Beto Pereira (PSDB), Dagoberto Nogueira (PSDB), Geraldo Resende (PSDB), Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT), enquanto votaram mais contra que a favor os deputados federais Dr. Luiz Ovando (PP), Marcos Pollon (PL) e Rodolfo Nogueira (PL).

No caso dos dois deputados federais do PT, tanto Camila Jara quanto Vander Loubet votaram apenas uma vez contra a orientação do governo federal: Camila votou 101 vezes a favor e Vander, 67 vezes.

Camila Jara votou contra uma orientação do governo federal a favor do parecer, reformulado no plenário, feito pelo deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Casa de Leis, que concluiu pela aprovação do Projeto de Lei nº 5.122, de 2023, e de seus apensos, Projetos de Lei nº 5.221, de 2023, nº 165, nº 510, nº 691, nº 2.204 e nº 4.670, de 2024, e
nº 341, de 2025, na forma do substitutivo reformulado apresentado pela Comissão de Finanças e Tributação, que concluiu pela adequação orçamentária e financeira.

O Projeto de Lei nº 5.122/2023, com seus apensos (incluindo projetos de lei de 2023, 2024 e 2025), visa criar uma linha emergencial de crédito de até R$ 30 bilhões, usando o Fundo Social, para renegociar e quitar dívidas de crédito rural de agricultores, pecuaristas e outros afetados por secas e calamidades, oferecendo juros diferenciados e prazos longos (10 anos a 15 anos), com foco na recuperação do setor após desastres naturais. A matéria, já aprovada na Câmara dos Deputados, foi encaminhada ao Senado para análise final.

Vander Loubet votou contra uma orientação do governo federal no caso do parecer proferido em plenário pela deputada federal Flávia Morais (PDT-GO), relatora na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados, que concluiu pela constitucionalidade, juridicidade e boa técnica legislativa do Projeto de Lei nº 2.379, de 2023.

De autoria da deputada federal Dandara (PT-MG), esse projeto de lei institui o Dia Nacional dos Congados e Reinados, a ser celebrado anualmente em 7 de outubro. Ele tramita na Câmara dos Deputados, buscando reconhecimento e valorização das manifestações culturais afro-brasileiras. É importante notar que pode haver confusão com outros projetos com numeração similar, como o Projeto de Lei nº 2.379/2022, sobre vigilantes, mas o de 2023 foca nos congados.

Já o deputado federal Beto Pereira votou 55 vezes a favor e 35 vezes contra, enquanto Dagoberto Nogueira votou 85 vezes a favor e 10 vezes contra e Geraldo Resende, 68 vezes a favor e 14 vezes contra, demonstrando que a bancada tucana de Mato Grosso do Sul na Câmara dos Deputados foi, praticamente, um “puxadinho” da bancada petista na Casa de Leis.

OPOSIÇÃO

Os três deputados federais da oposição se mantiveram fiéis às orientações dos seus partidos, votando mais contra do que a favor das matérias defendidas pelo governo do presidente Lula.

O parlamentar Dr. Luiz Ovando votou 41 vezes contra e 35 vezes a favor, enquanto Marcos Pollon votou 73 vezes contra e 26 vezes a favor e Rodolfo Nogueira, 67 vezes contra e 26 vezes a favor.

Mesmo assim, eles votaram um grande número de matérias favoráveis ao governo federal, e a justificativa foi que as pautas beneficiavam a maioria da população, fazendo com que deixassem a orientação de oposição a Lula de lado e focassem no bem maior de quem os elegeu.

Saiba

O Congresso em Foco é um portal jornalístico independente e apartidário, fundado em 2004, especializado em cobrir o Congresso Nacional brasileiro e os bastidores da política, com notícias exclusivas, perfis de parlamentares, dados sobre processos judiciais, votações e gastos, e realiza o famoso Prêmio Congresso em Foco, que reconhece os melhores políticos do País por meio do voto popular e de jornalistas, focando em ética, transparência e defesa do interesse público. 

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Taquarussu

Ponte entre MS e Paraná será 3ª conexão direta entre estados

Proposta prevê a construção de uma ponte entre Porto São José, e Taquarussu, interior do Estado

23/03/2026 17h45

Foto: Bruno Rezende / Secom

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Os governadores Eduardo Riedel, e Carlos Massa Ratinho Junior, do Paraná, receberam a proposta prevê a construção de uma ponte entre Porto São José, no distrito do município paranaense, e Taquarussu, terceira ligação entre os estados.

O documento foi apresentado ao poder público pela Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM) e marca mais um passo para ampliar a integração logística na região, encontro que ocorreu neste sábado (21), em São Pedro do Paraná, no estado vizinho.

Com investimento estimado em R$ 1,37 bilhão, o projeto prevê uma travessia de aproximadamente dois quilômetros sobre o Rio Paraná, com prazo de execução de cerca de 48 meses após a emissão da ordem de serviço.

A expectativa é de que a nova ponte facilite o escoamento da produção agropecuária e reduza em cerca de 100 quilômetros o trajeto até o Porto de Paranaguá.

“Essa ponte é uma transformação da realidade, tanto do Mato Grosso do Sul quanto do Paraná, porque ela cria uma nova rota de desenvolvimento. Ela vai encurtar em 100 km a rota dos caminhões que vêm do Mato Grosso do Sul para o Paraná”, afirmou Ratinho Junior. Segundo o governador, o anteprojeto contou com investimento de quase R$ 2 milhões do setor produtivo e foi doado aos estados.

“Passamos agora a contratar as etapas: o estudo ambiental, porque uma obra desse porte exige segurança técnica e jurídica. Depois dessa fase, podemos dar sequência na licitação”, explicou.

Atualmente, os dois estados contam com duas ligações sobre o Rio Paraná. A principal está na BR-163, entre Mundo Novo e Guaíra, no extremo sul sul-mato-grossense. A outra conexão, entre Naviraí e o município paranaense de Icaraíma, é formada por um conjunto de cinco pontes sobre braços do rio.

A nova estrutura seria construída mais ao norte, nas proximidades da Usina Sérgio Mota, ampliando as alternativas de travessia entre os estados.

Hoje, o deslocamento entre Mato Grosso do Sul e o Noroeste do Paraná ainda exige desvio por território paulista, passando pela barragem de Primavera, onde há tráfego mais lento e restrições de peso para caminhões.

Além das conexões com o Paraná, Mato Grosso do Sul também possui cinco ligações rodoviárias com São Paulo, localizadas nos municípios de Batayporã, Bataguassu, Brasilândia, Três Lagoas e Aparecida do Taboado.

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Reunião

Michelle se reúne com Moraes no STF após PGR defender prisão domiciliar para Jair Bolsonaro

Encontro acontece no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República emitiu parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro

23/03/2026 14h45

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deve se encontrar com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda nesta segunda-feira, 23. A reunião, solicitada por Michelle, ocorrerá no gabinete do magistrado.

O encontro acontece no mesmo dia em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, também esteve com Moraes para tratar do estado de saúde do pai.

Cabe a Moraes decidir se acolhe a manifestação da PGR e autoriza a transferência do regime prisional, como pediu a defesa do ex-presidente.

O que diz a PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou no parecer que a evolução clínica de Bolsonaro "recomenda a flexibilização do regime" de prisão. Segundo Gonet, a concessão da prisão domiciliar "encontra apoio no dever dos Poderes de preservação da integridade física e moral" de pessoas sob custódia do Estado

O procurador-geral sustentou que o quadro de saúde do ex-presidente exige acompanhamento constante que o ambiente familiar pode oferecer, mas que o sistema prisional não tem condições de garantir. A equipe médica de Bolsonaro, de acordo com a manifestação, aponta que as comorbidades do ex-presidente representam risco iminente à sua integridade, com possibilidade de novos episódios súbitos de mal-estar.

Internação e condenação

Bolsonaro foi condenado no ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde então, cumpre pena na Papudinha, em Brasília.

No dia 13 de março, o ex-presidente passou mal e foi internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular da capital federal para tratamento de pneumonia decorrente de broncoaspiração. Ele segue hospitalizado, com possibilidade de alta.

No início de março, Moraes havia rejeitado um primeiro pedido de prisão domiciliar. O ministro argumentou que se trata de medida excepcional e que Bolsonaro não preenchia os requisitos legais.

Na decisão, o ministro destacou que o ex-presidente mantinha intensa agenda de visitas na Papudinha, incluindo encontros com políticos, o que, segundo o magistrado, indicava bom estado de saúde. Moraes também citou perícia da Polícia Federal que não identificava necessidade de transferência para cuidados hospitalares, embora o laudo registrasse que Bolsonaro apresenta "quadro clínico de alta complexidade".

Na Papudinha, o ex-presidente já recebeu mais de 140 atendimentos médicos, com consultas diárias de médicos particulares e de profissionais da própria unidade prisional.

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