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Marcelo Iunes deve sair do PSDB para apoiar Pardal nas eleições municipais

De acordo com o presidente do PSDB-MS, Reinaldo Azambuja, o apoio a Bia Cavassa nas eleições de Corumbá foi seguindo as pesquisas qualitativas realizadas no município.

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O atual prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, deve sair do PSDB para apoiar a candidatura de Luiz Antonio Pardal, secretário municipal de Governo, à prefeitura do município fronteiriço. A informação foi confirmada pelo ex-governador e atual presidente da Executiva Estadual do PSDB, Reinaldo Azambuja, durante a filiação do médico Gabriel Alves de Oliveira, o 'Dr. Gabriel', ao PSB/MS para disputar as eleições municipais.

Na semana passada, durante uma reunião com Marcelo Iunes, Azambuja informou ao atual prefeito de Corumbá que não poderia garantir a candidatura de Pardal no município. Sem o apoio do partido, Iunes decidiu se licenciar do PSDB para buscar apoio à candidatura de Pardal em outra coligação. 

"Quando estive com o prefeito Marcelo, relatei que não dava para garantir a candidatura do Pardal. Nós seguimos as pesquisas qualitativas e isso mostrou que Bia Cavassa pode garantir com o PSB uma chapa mais forte e potencialidade de votos no município", disse. 

Após a reunião com Azambuja, o atual prefeito emitiu uma nota à imprensa informando que estaria se saíndo do PSDB e que estaria em buscas de apoio em outra coligação.

"Infelizmente o prefeito Marcelo soltou essa nota e deve levar o Pardal junto com ele para outro partido aliado. Eu sigo as orientações regionais como as pesquisas qualitativas e eles decidem o que farão em Corumbá", relatou Azambuja.  

Questionado na tarde de ontem, sobre o futuro, Luiz Antônio Pardal disse  que está "tranquilo" sobre a decisão do partido e que "não tem nada definido ainda".

   

Apoio entre PSB e PSDB em Corumbá 

Na tarde desta segunda-feira (25), em Campo Grande (MS), o médico Gabriel Alves de Oliveira, o "Dr. Gabriel", filiou-se ao PSB para disputar a prefeitura de Corumbá nas eleições do próximo dia 6 de outubro.
 
Segundo o presidente estadual do partido, deputado estadual Paulo Duarte, ele está há meses sem partido e, por isso, foi convidado para ser o pré-candidato a prefeito da sigla na cidade fronteiriça.
 
"Hoje, a gente está fazendo o anúncio dele como pré-candidato, mas é de algo que começou há quase um ano. Como eu abri mão de ser candidato a prefeito de Corumbá, nós construímos um time e conversamos para encontrar o melhor nome para administrar a cidade", pontuou.

Paulo Duarte explicou que a escolha não levou em consideração só quem estava melhor nas pesquisas, mas quem aglutinava um apoio maior. "Nós fizemos umas pesquisas agora neste ano e o nome do Dr. Gabriel foi o escolhido", pontuou.
 
O parlamentar reforçou que a pré-candidatura de Dr. Gabriel em Corumbá tem o apoio do PSDB e a presença do ex-governador Reinaldo Azambuja, presidente estadual do partido, confirma isso.
 
"A gente está construindo um caminho para discutir projetos de retomada do desenvolvimento do Corumbá. Nós temos um pré-candidato, um médico, justamente na área que é mais carente, eu diria, em Corumbá. O Gabriel é médico, obstetra, conhece a realidade hoje da saúde, pois está ali, todo dia, atendendo", ressaltou.

*Colaborou Daniel Pedra    

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Flávio Bolsonaro classifica posicionamento do governo sobre EUA X Irã como 'inaceitável'

O senador e pré-candidato à Presidência da República afirmou que o Brasil não precisa se envolver em "conflitos regionais", nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido

28/02/2026 13h00

Crédito: Lula Marques / Agência Brasil

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O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como "inaceitável" o posicionamento divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), que condenou e expressou "grave preocupação" com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã neste sábado, 28.

"Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo", afirmou Flávio, que deve enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na eleição presidencial de outubro, em uma publicação no X

Ele afirmou que o Brasil não precisa se envolver em "conflitos regionais", nem assumir protagonismo em disputas nas quais não está envolvido.

Segundo o senador, o País também não deveria escolher o lado "moralmente errado" ao se posicionar sobre conflitos. O posicionamento do governo, ele disse, legitima o regime iraniano, que financia e apoia organizações terroristas e "promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico."

"Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento", ele escreveu.

O senador ainda expressou solidariedade com Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros países que foram alvos de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel.

O posicionamento brasileiro

O governo brasileiro divulgou neste sábado, 28, uma nota em que condena o ataque de Estados Unidos e Israel contra o Irã e em que defende a negociação entre as partes para evitar a escalada de hostilidades.

Na nota, o Itamaraty pede aos envolvidos que respeitem o direito internacional e "exerçam máxima contenção, de maneira a evitar a escalada de hostilidades e a assegurar a proteção de civis e da infraestrutura civil".

O governo diz ainda que as embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos das ações e recomenda que os brasileiros na região estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países em que estiverem.

A posição brasileira se alinha à de outros líderes mundiais, que manifestaram preocupação com o conflito. Os líderes da União Europeia, por exemplo, divulgaram uma declaração conjunta neste sábado pedindo moderação e o envolvimento da diplomacia regional, na esperança de "garantir a segurança nuclear".
 

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ELEIÇÕES 2026

Às vésperas da janela partidária, Tereza diz que PP não terá candidato ao Senado

O anúncio, feito pela presidente estadual da legenda, pôs fim à pretensão do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro

28/02/2026 07h35

A senadora Tereza Cristina (PP) participou do encontro

A senadora Tereza Cristina (PP) participou do encontro "Café & Política" na manhã de sexta-feira Café & Política

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Às vésperas da abertura da janela partidária, a presidente estadual do PP, senadora Tereza Cristina, anunciou, na sexta-feira, durante evento político, em Campo Grande, que o partido não terá candidato ao Senado no pleito de outubro deste ano.

O anúncio da parlamentar jogou um balde de água fria na pretensão do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), deputado estadual Gerson Claro (PP), de ser o escolhido pela legenda para concorrer ao cargo de senador da República e, agora, terá de buscar a reeleição.

Segundo Tereza Cristina, a decisão faz parte de um acordo político construído ainda nas tratativas para a filiação do governador Eduardo Riedel ao partido.

“O PP, quando das minhas conversas iniciais com o governador Riedel lá atrás, se ele viesse para o PP, nós não teríamos candidato ao Senado. Por quê? Porque isso é uma construção e a política é muito o hoje, então, hoje é não”, afirmou.

Atualmente, as negociações no campo da direita apontam para uma possível chapa pura do PL, com os nomes do ex-governador Reinaldo Azambuja, que é presidente estadual da legenda, e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Ao justificar a decisão, a senadora destacou a estratégia eleitoral do grupo, que provavelmente será disputada em um cenário polarizado com o PT.

“Nós temos que ser pragmáticos, ou seja, ganhar a eleição. E vocês sabem que o campo em que eu milito é o da direita, conservadora, centro-direita. E o que queremos? Ganhar do PT”, ressaltou.

Para ela, o objetivo é montar um “tabuleiro” capaz de garantir duas vagas ao campo político que representa. 

“Então nós temos que ter um tabuleiro muito bem montado para ganhar a eleição para governador e tentar fazer dois candidatos da direita ao Senado. Portanto, sendo muito pragmática, é isso. O PP tem ótimos candidatos a senador, mas isso só vai acontecer se, no fim das contas, for necessário”, argumentou.

Questionada se o candidato a vice-governador seria alguém do PP para manter as alianças, Tereza afirmou que há um acordo em curso com o PL e que o cenário ainda pode mudar até as convenções.

“Hoje o PP não tem candidato ao Senado, porque existe um acordo. Amanhã pode mudar, porque na política é assim. Até a gente chegar às convenções, muita coisa pode acontecer, mas nós temos um projeto para eleger dois senadores do nosso campo”, reforçou.

A senadora mencionou o entendimento atual com Reinaldo Azambuja e a pré-candidatura do Capitão Contar, ponderando que “ainda não está batido o martelo”.

“Na política, dois e dois não são exatamente quatro, pode ser três vírgula oito ou quatro vírgula dois, portanto, nós temos que aguardar. Esse tabuleiro vai ser montado”, projetou.

Com relação à composição majoritária estadual, Tereza Cristina citou que Riedel tem sinalizado que vai manter o atual vice-governador José Carlos Barbosa (PSD), o Barbosinha, em sua chapa.

“O Eduardo tem dito que o Barbosinha é o vice ideal, mas, como o governador é do PP, não cabe um vice do PP. Eu penso que essa vaga terá de acomodar os aliados. É para isso que você faz uma coligação. Senão, você faria chapa pura do começo ao fim”, comentou.

A presidente estadual do PP também destacou que o calendário eleitoral será determinante nas próximas definições e que algumas coisas poderão mudar no meio do caminho.

“A gente tem que ter um pouco de paciência até o dia 4 de abril, quando muita gente vai se desincompatibilizar. Depois temos até julho, começo de julho, com as convenções, quando a coisa vai fervilhar”, concluiu.

O Correio do Estado apurou que a definição sobre a candidatura ao Senado pelo PP seria depois que a janela partidária fosse aberta e, portanto, o anúncio público feito pela senadora pegou todos de surpresa, inclusive Gerson Claro, que ainda tinha esperança de concorrer ao cargo de senador da República.

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