Política

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Mato Grosso do Sul se reúne com quatro estados para desenvolver projetos de segurança pública

Grupos de trabalho envolvem os estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina

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Após decisão tomada no SULMaSSP Mato Grosso do Sul, foram criados 12 grupos de trabalho para desenvolver estudos, projetos, propostas que possam resultar em melhorias aos temas mais relevantes de segurança pública e aprimorar os mecanismos de proteção social. A Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) integra 12 grupos de trabalho.

A Sejusp integra os grupos, que são parte de uma ação é inédita de segurança pública no país. Essa iniciativa faz parte dos desdobramentos do 3º Encontro Estratégico da Segurança Pública (SULMaSSP), que envolve os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, que foi realizado no final de setembro, em Campo Grande.

Os grupos de trabalho que envolvem as Polícias Militares, Civil, Penal, Perícias, Corpos de Bombeiros Militares e Centros Integrados de Comando e Controle dos 5 estados, vão trabalhar de forma integrada e coordenada, com foco na prevenção e repressão aos crimes transfronteiriços, como o tráfico de drogas, contrabando, descaminho e furtos e roubos de veículos.

Conforme o titular da Sejusp, secretário Antonio Carlos Videira, a finalidade dos grupos é apresentar alterações legislativas, propostas de cooperação, acordos, entre outros. “A ideia é atuarmos em bloco para garantir mais segurança à população, tanto do Mato Grosso do Sul como desses outros estados", destaca.

Videira explica que a divisão dos grupos foi feita de acordo com a área temática, como financiamento da segurança pública, atuação dos Centros Integrados de Comando e Controle, lei de execuções penais, em que cada estado está mais avançado naquela questão. “O estado mais evoluído naquela temática acaba liderando o grupo e os demais estados colaboram. Mato Grosso do Sul vai liderar temas como modernização de leis de perdas de bens adquiridos pelo crime e de direitos e proteção das vítimas do crime organizado. Vamos mostrar a boa prática e disseminá-la", disse.

No Mato Grosso do Sul, os grupos de trabalho estão sendo coordenados pelo superintende de Segurança Pública da Sejusp, delegado Tiago Macedo, que ressalta a importância da iniciativa.

“De forma inovadora, esses estados somam forças para debater e propor o aprimoramento da segurança pública além de suas divisas. As ações podem resultar em propostas ao legislativo ou arranjos institucionais como alternativas técnicas, inclusive propondo uma melhor eficiência na distribuição dos recursos oriundos de condenações judiciais. A ideia é fomentar, a partir dessas discussões, propostas para o aperfeiçoamento do sistema de segurança pública”, finaliza.

Diplomacia

Relações Rússia-Brasil se desenvolvem com sucesso, diz Putin em mensagem a Lula sobre 7/9

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais

07/09/2026 22h00

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Reprodução / Perfil Brasil

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O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em mensagem enviada nesta segunda-feira ao presidente do Brasil e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que as relações entre Rússia e Brasil "estão se desenvolvendo com sucesso no espírito da parceria estratégica". O texto, de felicitações pelo Dia da Independência no Brasil, foi publicado no perfil da embaixada da Rússia no País.

"Os nossos países cooperam ativamente nas mais diversas áreas, coordenam esforços no âmbito da ONU, do #BRICS, do G20 e de outras estruturas multilaterais", pontua o presidente russo.

Na mensagem, Putin chama Lula de "caro amigo" e observa que "nós, sem dúvida, continuaremos o trabalho junto construtivo para fortalecer ainda mais todo o conjunto de vínculos russo-brasileiros mutuamente benéficos. Isso atende plenamente aos interesses dos nossos povos amigos, está em consonância com a construção de uma nova ordem mundial - mais justa e multipolar".

Na semana passada, Lula destacou que mantém boas relações com líderes globais, incluindo Putin, o presidente da China, Xi Jinping, o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, e o presidente dos EUA, Donald Trump, com quem teve atritos recentemente devido à imposição de tarifas pelos EUA a produtos importados do Brasil "Eu não tenho adversários", ressaltou Lula em entrevista à Rádio Progresso.

Justiça

Fachin aguarda explicações de ministros para decidir sobre crise

Prazo de 5 dias para manifestação vence na sexta-feira

07/09/2026 13h30

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), aguarda as explicações dos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, também do Supremo, para decidir se leva a crise dos dois para julgamento no plenário, em sessão aberta ou fechada.

A crise ganhou, na última semana, gravidade sem precedentes na história recente do STF, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos mútuos de investigações.

No desdobramento mais recente, Mendonça liberou para julgamento em plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que indica relação de proximidade entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master e suspeito de praticar fraudes financeiras bilionárias e corromper autoridades públicas.

Antes de decidir, porém, ele deve aguardar até a próxima sexta-feira (11), quando vence o prazo de cinco dias que deu para que Moraes e Mendonça se manifestem.

Como alternativa, é possível que o presidente do Supremo convoque uma reunião reservada em seu gabinete para que todos os ministros decidam como conduzir a crise interna.

Essa foi a solução dada quando veio à tona uma suposta ligação entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli, em fevereiro deste ano. Na ocasião, a relatoria do caso Master foi transferida de Toffoli para Mendonça.

A diferença da crise atual é que Fachin decidiu concentrar em um processo próprio, de sua relatoria, os documentos e pedidos referentes ao caso. Embora improvável, é possível que o presidente do Supremo decida monocraticamente (de forma individual) sobre o arquivamento ou a abertura de investigação contra os colegas.

No processo consta, por exemplo, um pedido do procurador-geral da República, Paulo Gonet, para que o relatório da PF liberado por Mendonça seja anulado, sob o argumento de que somente o plenário do Supremo poderia ter autorizado o avanço das investigações contra um de seus ministros.

O próprio Gonet, entretanto, é citado no mesmo relatório da PF por possíveis ligações com Vorcaro.

Outro pedido feito a Fachin, desta vez por Alexandre de Moraes, é para que o próprio Mendonça seja investigado por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Para embasar seu pedido, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça poderia direcionar as investigações do caso Master, de modo a atingir desafetos políticos. O documento, contudo, não é assinado e traz na capa a advertência de se tratar de conjecturas “sem valor probatório”.

O Regimento Interno do Supremo prevê que somente o plenário tem a competência para processar e julgar membros da própria Corte, mas não traz detalhes sobre os procedimentos a serem adotados. 

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