Política

ELEIÇÕES 2026

MDB de MS deve apoiar candidatura de Nelsinho Trad ao Senado

As lideranças do partido fecharam acordo para apoiar Reinaldo Azambuja e segundo escolhido foi o senador do PSD

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Com o fechamento da janela partidária na sexta-feira, o MDB de Mato Grosso do Sul caminha para consolidar sua posição na disputa ao Senado nas eleições deste ano, com a definição de apoio a dois nomes no Estado.

De acordo com apuração do Correio do Estado, a tendência dentro do partido é de que o primeiro voto seja destinado ao ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), enquanto o segundo nome apoiado deve ser o do senador Nelsinho Trad (PSD), que buscará a reeleição.

Nos bastidores, as principais lideranças emedebistas avaliam que a composição fortalece a estratégia política do grupo ao alinhar forças com dois nomes considerados competitivos e com bom desempenho eleitoral em Mato Grosso do Sul.

A eventual dobradinha também sinaliza uma aproximação pragmática entre diferentes legendas da base aliada, mirando a manutenção de influência no cenário federal.

O apoio a Nelsinho Trad como segundo voto ainda deve passar por discussões internas e ajustes regionais, mas é tratado como encaminhado por integrantes da sigla.

A decisão final deverá considerar o cenário das alianças majoritárias e os interesses políticos locais, sobretudo nas maiores cidades sul-mato-grossenses.

Caso se confirme, o MDB deve atuar de forma coordenada durante a campanha, buscando transferir capital político e ampliar a base de sustentação dos candidatos apoiados.

A estratégia segue a lógica de maximizar resultados em uma disputa que promete ser acirrada pelas duas vagas ao Senado.

A reportagem procurou o ex-governador André Puccinelli, que é o presidente de honra do MDB, o presidente estadual do partido, Waldemir Moka, e o ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República e ex-deputado federal, Carlos Marun, porém, apenas o último quis comentar.

“Da minha parte coloquei meu nome à disposição do partido por entender que com a experiência que adquiri na minha vida pública posso voltar a contribuir em muito com o Estado”, disse Marun.

No entanto, ele completou que reconhece o fato de estar há bom tempo afastado do dia a dia da política sul-mato-grossense.

“Nelsinho é um antigo emedebista e sempre teve a simpatia de muitos de nós. No seu mandato, ele realiza trabalho importante de apoio aos municípios, fazendo política com posição forte, mas não radicalizada”, analisou.

O ex-ministro-chefe da Secretaria de Governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) acrescentou que o partido tem compromisso com a reeleição de Riedel e com a eleição de Reinaldo ao Senado.

“Então ainda temos que definir o nosso apoio a mais uma candidatura para o Senado. Vejo duas hipóteses: ou o partido lança uma candidatura ao Senado Federal, e posso ser eu este candidato, ou apoia o Nelsinho”, concluiu.

O senador Nelsinho Trad manifestou agradecimento ao possível apoio do MDB de Mato Grosso do Sul à sua candidatura à reeleição.

Conforme o senador, a sinalização de aliança representa o reconhecimento de um trabalho construído com diálogo, equilíbrio e compromisso com os interesses do Estado.

“Para mim, esse posicionamento do MDB é uma aceitação do meu trabalho de entregas e resultados para os municípios e para Mato Grosso do Sul”, disse.

O parlamentar ainda completou que recebe com muita gratidão essa demonstração de confiança do MDB de Mato Grosso do Sul. “Ao longo do nosso mandato, buscamos sempre atuar de forma responsável, ouvindo diferentes setores e trabalhando por avanços concretos para a nossa população”, falou.

Nelsinho Trad garantiu que a união de forças é fundamental para que possa continuar levando resultados para o Estado e destacou a importância de construir um projeto coletivo.

“Mais do que uma candidatura, estamos falando de um projeto que prioriza o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul, com responsabilidade e respeito às pessoas. Esse apoio fortalece ainda mais esse caminho”, completou.

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ELEIÇÕES 2026

Avante anuncia escritor Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República

Presidente do partido afirmou que "é hora de pensar grande" ao anunciar o nome de Cury

05/04/2026 21h00

Augusto Cury, escritor brasileiro

Augusto Cury, escritor brasileiro Foto: Divulgação

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O Avante anunciou neste domingo, 5, o escritor e psiquiatra Augusto Cury como pré-candidato à Presidência da República pela sigla. A informação foi divulgada nas redes sociais do deputado federal e presidente nacional do partido, Luis Tibé, e do próprio Cury.

No vídeo publicado, o pré-candidato destaca números de sua trajetória como autor best-seller. Em seguida, aparece ao lado de Tibé abordando temas como segurança alimentar, empreendedorismo, remuneração de policiais e professoras, além da polarização política.

"Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos. Não amo o poder, não preciso do poder e não busco o poder pelo poder. Não se trata de um projeto pessoal, mas de uma jornada - uma jornada 100% baseada em projetos e 0% de ataques pessoais", afirmou Cury na legenda da publicação.

O autor também mencionou políticos com quem afirmou ter conversado "de forma calorosa, respeitosa e entusiasmada", como o ex-presidente Michel Temer, Gilberto Kassab, Aécio Neves, Renata Abreu e Aldo Rebelo.

Já o presidente do Avante afirmou que "é hora de pensar grande" ao anunciar o nome de Cury. "O povo brasileiro não aguenta mais essa polarização, e é preciso virar essa página com alguém que consiga fazer o País avançar com prosperidade e qualidade de vida", acrescentou.

Perfil

Cury nasceu em 1958 na cidade de Colina (São Paulo). É formado pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e tem pós-graduação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Em 2013, concluiu doutorado na Florida Christian University.

Atualmente, mantém atividades como palestrante e promove cursos na área de comportamento. Como autor, vendeu mais de 40 milhões de livros publicados em mais de 70 países, segundo perfil publicado em seu site.

Está listado entre os principais credores do grupo Fictor, com R$ 31,5 milhões a receber. O grupo ganhou os holofotes em novembro do ano passado ao anunciar intenção de compra do Banco Master, um dia antes de a instituição ser liquidada pelo Banco Central.

NOVO MINISTRO

Durigan assume Fazenda sob pressão fiscal e herda desafios de Haddad

Novo ministro enfrenta meta apertada e edição de medidas emergenciais

05/04/2026 20h00

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Há quinze dias no cargo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, assumiu o comando da equipe econômica em meio a um cenário de forte pressão sobre as contas públicas. 

Segundo especialistas ouvidos pela Agência Brasil, ele assume o comando da área econômica combinando desafios fiscais estruturais herdados da gestão de Fernando Haddad com demandas emergenciais típicas de um ano eleitoral.

Logo nos primeiros dias à frente da pasta, Durigan anunciou um bloqueio de R$ 1,6 bilhão no Orçamento de 2026, valor considerado modesto por analistas diante da necessidade de cumprir o arcabouço fiscal.

O bloqueio foi necessário para acomodar o avanço de despesas obrigatórias dentro do limite de crescimento real de gastos, fixado em até 2,5% acima da inflação. Oficialmente, a equipe econômica projeta um superávit primário de apenas R$ 3,5 bilhões. No entanto, ao incluir precatórios e gastos fora do arcabouço fiscal, o próprio governo prevê déficit primário de R$ 59,8 bilhões.

Pressão por gastos

Ao mesmo tempo em que anuncia o bloqueio de gastos, o ministro articula medidas de impacto imediato, como a criação de um subsídio ao diesel importado e um pacote ainda em elaboração para reduzir a inadimplência das famílias.

Entre as primeiras iniciativas, Durigan confirmou a edição de uma medida provisória que prevê subsídio de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, com custo estimado de R$ 3 bilhões, dividido entre União e estados.

Originalmente prevista para a semana passada, a medida provisória (MP) de subvenção ao diesel sai nesta semana porque o ministro esperava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar das recentes viagens pelo Brasil. O governo busca segurar a alta dos combustíveis em meio à elevação dos preços internacionais do petróleo.

Inadimplência

O novo ministro também trabalha na formulação de políticas para enfrentar o avanço da inadimplência, que já compromete mais de 27% da renda mensal das famílias brasileiras, segundo dados recentes do Banco Central.

Em tese, o pacote não gerará custo para as contas públicas se envolver apenas medidas de renegociação de crédito, mas pode criar despesas caso o governo decida ampliar os subsídios ao crédito.

Taxa das blusinhas

Outra medida que pode pressionar os gastos do governo seria uma possível redução, durante a campanha eleitoral, da taxa das blusinhas, como ficou conhecida a alíquota em 20% de compras do exterior de até US$ 50.

No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com o tributo, ajudando a cumprir a meta fiscal – ao desconsiderar os precatórios.

Imposto de Renda

Paralelamente, o novo ministro da Fazenda propôs mudanças estruturais, como a automatização da declaração do Imposto de Renda, numa tentativa de simplificar o sistema tributário.

Essa medida, no entanto, não diminui as receitas do governo, porque envolve apenas a redução da burocracia e a evolução da atual declaração prepreenchida do Imposto de Renda.

Desafios de credibilidade

Os desafios enfrentados por Durigan refletem, em grande medida, limitações já observadas na gestão anterior. Para a doutora em Economia Virene Matesco, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), o principal problema está na dificuldade que o governo tem de cumprir as próprias metas fiscais.

“O governo atual não consegue cumprir as metas que ele mesmo estabeleceu no arcabouço”, afirmou, ao analisar o desempenho recente das contas públicas.

Segundo Matesco, a fragilidade do arcabouço fiscal e o crescimento da dívida pública, que saltou para 78,7% do PIB, comprometem a confiança na política econômica e limitam a capacidade de ação do ministro.

Ela também aponta que o avanço dos gastos obrigatórios e a rigidez orçamentária reduzem o espaço para investimentos, criando um cenário de baixo crescimento. “Existe uma crise de credibilidade fiscal”, alertou, destacando que o país enfrenta um desequilíbrio entre despesas com juros e investimentos públicos.

Baixo crescimento

Já o economista André Nassif, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que parte das dificuldades atuais decorre de metas fiscais excessivamente ambiciosas definidas no início da gestão Haddad.

Originalmente, o governo tinha estabelecido meta de déficit zero em 2024 e superávit primário de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 e de 1% do PIB em 2026, também com a margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. O resultado primário representa o déficit ou superávit nas contas do governo sem os juros da dívida pública.

Na LDO de 2025, o governo prolongou a meta de déficit zero para 2025 e reduziu para 0,25% do PIB a meta de superávit para 2026 . Na época, a mudança das metas gerou mal-estar no marcado financeiro.

“O mercado entenderia se o governo estabelecesse meta de pequeno déficit em 2025, zerando o resultado primário em 2026. O importante era que houvesse um compromisso em reduzir o rombo”, afirmou.

Pouco investimento

Para Nassif, o aperto fiscal acabou limitando investimentos públicos, que seguem em patamar baixo, cerca de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), insuficiente para sustentar um crescimento econômico mais robusto.

Ele também ressalta que o país segue preso a um ciclo de crescimento irregular. “O país não está entregando crescimento econômico. Continuamos no ‘stop and go’”, disse.

Segundo o professor, com medidas emergenciais já em andamento e margem fiscal estreita, o novo ministro terá como principal desafio reconstruir a credibilidade das contas públicas sem comprometer o crescimento econômico. A equação permanece em aberto desde a gestão anterior.

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