Política

eleições 2024

MDB pretende lançar pré-candidatos a prefeito em 62 municípios do Estado

Em razão do acordo com o PSDB, o partido lançará no mínimo 30 pré-candidatos para atingir a meta de 15 prefeitos eleitos

Continue lendo...

O diretório estadual do MDB em Mato Grosso do Sul finalizou nesta semana os resultados das convenções municipais, as quais foram realizadas e oficializadas em 36 cidades, marcando a convenção estadual para o dia 25, das 13h às 17h, em Campo Grande.

Além disso, também foram homologadas 26 comissões provisórias. Ainda, outras 17 cidades estão em processo de montagem de suas respectivas comissões provisórias para que o partido complete os 79 municípios do Estado.

Na prática, o diretório estadual do MDB está apto a lançar pré-candidatos a prefeito em 62 cidades sul-mato-grossenses nas eleições municipais de 2024.

Contudo, o presidente estadual do MDB, deputado estadual Junior Mochi, disse ao Correio do Estado que, 
em razão do acordo fechado com o diretório estadual do PSDB, será muito difícil que o partido consiga lançar candidaturas a prefeito em 62 cidades de Mato Grosso do Sul.

“Como todos já sabem, política é a arte do diálogo, e por isso estamos avaliando essa situação. Entretanto, a ideia é lançar candidatos a prefeito na maior parte possível dos municípios de Mato Grosso do Sul”, revelou o líder partidário.

No entanto, Junior Mochi reforçou à reportagem que, em decorrência do acordo político com o PSDB, a legenda vai ter de mapear, por meio de pesquisas qualitativas e quantitativas, município por município dos 62 aptos para identificar onde a sigla tem nomes competitivos para a disputar uma prefeitura em 2024.

“Depois que as pesquisas aferirem essa questão, pelo acordo político, onde o PSDB tiver um candidato mais forte, vamos, prioritariamente, coligar e vice-versa. Ou seja, onde o MDB tiver um nome mais forte, receberá a coligação do PSDB”, pontuou o deputado estadual.

O parlamentar salientou ainda que nos municípios onde tanto o MDB quanto o PSDB tiverem nomes fortes os dois vão lançar candidaturas próprias a prefeito, cabendo aos eleitores escolherem o melhor.

Esse é o caso de Campo Grande, onde estão na disputa o ex-governador André Puccinelli, pelo MDB, e o deputado federal Beto Pereira, pelo PSDB.

“A nossa intenção é lançar no mínimo 30 candidatos a prefeito nas eleições municipais de 2024 para conseguirmos atingir a nossa meta, que é eleger 15 prefeitos em Mato Grosso do Sul”, acrescentou Junior Mochi.

PRINCIPAIS INTERESSES

Segundo fontes ouvidas pelo Correio do Estado, os municípios onde o MDB não deve abrir mão de ter candidatura própria para disputar a prefeitura municipal são Campo Grande, Corumbá, Dourados e Aquidauana.

Na Capital, o martelo já está batido no nome do ex-governador André Puccinelli, que vem liderando as pesquisas de intenção de voto para o cargo máximo do Executivo campo-grandense.

Já em Dourados o nome mais provável é o do deputado estadual Renato Câmara, outro que se colocou também como pré-candidato e que está trabalhando para viabilizar sua candidatura, pois o PSDB tem bons nomes no município para disputar a prefeitura.

Na cidade de Corumbá, porém, o MDB ainda não tem um nome, mas já está à procura de alguém com capilaridade para concorrer ao cargo de prefeito do município pantaneiro.

Em Aquidauana, por sua vez, um nome forte é o do Dr. Diogo Bossay, que é médico na cidade e foi candidato a deputado estadual nas eleições gerais do ano passado, tendo boa votação.

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

Continue Lendo...

Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

Manipulação de imagem

Justiça Eleitoral multa deputado por usar vídeo de 2018 com Bolsonaro como se fosse atual

Luiz Ovando (PP) distorceu gravação antiga para simular apoio recente do ex-presidente e foi condenado a pagar R$ 5 mil pelo TRE-MS

21/09/2026 14h58

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral

Luiz Ovando (PP) foi multado pela Justiça Eleitoral Reprodução

Continue Lendo...

O deputado federal Luiz Ovando (PP), candidato à reeleição, foi multado pela Justiça Eleitoral por tentar induzir o eleitor a erro, por meio de um vídeo de 2018, com o ex-presidente Jair Bolsonaro, veiculado como se fosse atual.

A condenação pela distorção foi proferida pelo relator do processo no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva, ao julgar procedente a representação ajuizada pela Procuradoria Regional Eleitoral no estado. Com a decisão, o parlamentar foi condenado ao pagamento de multa no valor de R$ 5 mil.

Reedição e descontextualização temporal

A infração envolveu o impulsionamento pago de um vídeo gravado originalmente durante a campanha de 2018, no qual Jair Bolsonaro manifestava apoio político a Luiz Ovando. Para o pleito de 2026, a peça foi reeditada com a inserção do novo número de candidatura (1122), a sigla do seu atual partido (PP) e a legenda “ELEIÇÃO 2026”, sem apresentar nenhum aviso claro ou ostensivo sobre o ano original do registro.

De acordo com o TRE-MS, a alteração dos elementos visuais criou uma “grave descontextualização temporal”, levando o eleitor médio ao engano de supor que a declaração e o pedido de voto haviam sido renovados para a disputa eleitoral recente.

A decisão ressaltou ainda o descolamento da realidade provocado pela propaganda impulsionada. 
Jair Bolsonaro foi condenado em 2025 por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar, estando sob proibição judicial expressa de utilizar redes sociais. 

Assim, a exibição do vídeo reformatado em 2026 gerava no eleitorado a falsa impressão de se tratar de uma manifestação recente e consentida, situação incompatível com as restrições impostas ao ex-presidente.

Argumentos da defesa e posicionamento do Tribunal

Em sua defesa, o deputado alegou que o registro continha uma declaração autêntica de apoio, sem alteração de áudio ou uso de “deepfake”. 

Luiz Ovando argumentou que as modificações nos elementos visuais serviram apenas para cumprir a obrigação legal de identificar o anunciante e a legenda atual, substituindo dados desatualizados do antigo partido (PSL).

O tribunal, contudo, rejeitou a tese defensiva. O relator fixou o entendimento de que o dever de identificar a candidatura responsável não autoriza a manipulação de mídia histórica sem esclarecer sua origem temporal ao público. 

A distorção configurou infração ao artigo 9º-C da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe o uso de conteúdos manipulados ou descontextualizados na propaganda eleitoral.

Ao aplicar a sanção prevista na Lei das Eleições, o relator ponderou que o investimento financeiro para impulsionar e distribuir conteúdo descontextualizado agrava o potencial lesivo ao pleito.

Contudo, considerando que o deputado não possuía reincidência e demonstrou postura colaborativa ao cumprir a ordem judicial de remoção do vídeo em menos de 24 horas, a multa foi estabelecida no patamar mínimo legal de R$ 5 mil.

Outro lado

O deputado federal, por sua vez, reclamou da decisão, por meio de sua assessoria de imprensa. Ele desprezou a justificativa da Justiça Eleitoral classificou como “censura” a decisão de desembargador. 

“História não se apaga. Eu apoio Jair Bolsonaro desde 2018. Esse apoio não foi inventado agora e não nasceu por causa de uma eleição. O vídeo é verdadeiro, o apoio existiu e faz parte da minha história. Mandar retirar essa imagem não muda os fatos. Na minha avaliação, isso é censura”, afirmou Dr. Luiz Ovando.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).