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MP junto ao TCU pede devolução de presentes recebidos por Bolsonaro

Procurador pede levantamento de todos presentes recebidos no mandato

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O Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) solicitou nesta segunda-feira (4) que todos os presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro sejam devolvidos.

Na solicitação ao Tribunal de Contas da União (TCU), o procurador Lucas Rocha Furtado também pediu o levantamento de todos os itens recebidos por Bolsonaro durante as visitas de autoridades estrangeiras ao Brasil e em viagens internacionais nos quatro anos de mandato.

A representação incluiu reportagens publicadas pela imprensa que mostram o recebimento de diversos presentes oficiais, como relógios, esculturas banhadas a ouro, um capacete de samurai, um quadro do Templo de Salomão, em Israel, uma maquete do templo Taj Mahal produzido em mármore branco, entre outros.

O caso das joias recebidas por Jair Bolsonaro veio à tona após a deflagração da Operação Lucas 12:2, da Polícia Federal, que apura o funcionamento de uma organização criminosa para desviar e vender presentes de autoridades estrangeiras durante o governo do ex-presidente.

Para o procurador, os objetos deveriam ser incorporados ao patrimônio público porque foram recebidos durante o exercício do mandato.

“A jurisprudência desse tribunal, no que se refere aos presentes recebidos por presidentes da República, é a de que devem ser incorporados ao patrimônio da União todos os documentos bibliográficos e museológicos recebidos, bem assim todos os presentes recebidos”, afirmou o procurador.

No documento, Furtado citou o relógio recebido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva do ex-presidente da França Jacques Chirac. “Cabe notar que é de conhecimento que caso semelhante foi submetido a essa Corte, porém com outro gestor: o excelentíssimo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Apesar de um senador ter enviado representação ao TCU pedindo para que o órgão investigue um presente recebido referente a um relógio Piaget avaliado em 80.000 reais e dado de presente ao petista pelo ex-presidente da França Jacques Chirac, cumpre notar que o Sr. Lula, enquanto for presidente, poderá usar o relógio, mas não poderá dispor, no Brasil nem no exterior”, afirmou o procurador.

O processo para avaliar o pedido de devolução das joias ainda não foi aberto pelo TCU.

Repercussão Nacional

Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão

Gravações feitas em quarto de hotel mostram Antônio Rueda durante discussão com influenciadora, que relata violência psicológica e suposta agressão.

21/09/2026 20h17

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Foto: Rede Social.

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O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.

Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

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Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

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