Política

Eleições 2024

Nove ministros de Lula podem apoiar adversários do PT nas eleições de capitais

Parao presidente da República, o pleito municipal será novamente polarizado

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Ao menos nove ministros do governo Lula (PT) podem fazer campanha em suas capitais para candidatos adversários do PT e do presidente. O chefe do Executivo tem feito um esforço para unificar os partidos de sua base na eleição municipal deste ano. Em diversos casos, não deve ter sucesso.

Em São Paulo, maior cidade do país, o racha está na própria chapa que venceu o pleito presidencial: Lula apoiará o deputado Guilherme Boulos (PSOL), enquanto Geraldo Alckmin (PSB) deve ser o principal cabo eleitoral da deputada Tabata Amaral (PSB).

Da mesma forma, o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), fará campanha para a correligionária e é um dos mais entusiastas de sua candidatura.

Alckmin e França têm atuado para garantir competitividade à candidatura do partido e ajudaram a filiar ao PSB, por exemplo, o apresentador de TV José Luiz Datena, cotado a vice na chapa de Tabata.

Em São Paulo, o governo fica ainda mais dividido devido à prometida presença da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), no palanque do atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB). Candidato à reeleição, Nunes deve contar com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na segunda maior metrópole do Brasil, o Rio de Janeiro, a tendência é que o PT apoie o atual prefeito, Eduardo Paes (PSD). Mas o PSOL, que tem uma ministra na Esplanada, deve lançar o deputado Tarcísio Motta (PSOL-RJ) na disputa.

No governo, o PSOL é representado pela ministra Sonia Guajajara (Povos Indígenas).
O ministro Alexandre Silveira (Minas e Energia), do PSD, deve entrar em campo para garantir a reeleição do atual prefeito de Belo Horizonte, Fuad Nomam, do mesmo partido. O PT, por sua vez, lançou a pré-candidatura do deputado federal Rogério Corrêa.

Nomam ainda tenta atrair o apoio de Lula, para forçar a retirada da candidatura de Corrêa.
O ministro Jader Filho (Cidades), do MDB, e seu irmão, o governador Helder Barbalho (MDB), trabalham para ter um candidato do próprio partido à Prefeitura de Belém (PA). O nome do grupo do clã Barbalho é do secretário estadual Igor Normando.

A intenção dos aliados de Jader é oferecer a vaga de vice na chapa ao PT. Os petistas, porém, decidiram manter o apoio ao prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL), que disputará a reeleição.

Ainda em relação à capital paraense, o outro representante do estado no ministério de Lula, o ministro do Turismo, Celso Sabino (União Brasil), pode não apoiar Edmilson, o que colocaria mais um nome da Esplanada no lado oposto ao defendido pelos petistas.

Em São Luís (MA), pode haver disputa entre o candidato da União Brasil, partido do ministro Juscelino Filho (Comunicações), e outro do PSB, que pode ser apoiado pelo PT. O PSB quer lançar o deputado Duarte Júnior como candidato à prefeitura e pretende oferecer a vaga de vice a um petista.

Em Macapá (AP) também pode haver choque entre nomes apoiados pelo PT de Lula e um integrante do governo. O ministro Waldez Góes (Desenvolvimento Regional), atualmente licenciado do PDT, pode apoiar o nome que será lançado pelo partido para disputar a capital do Amapá.

Ele pode acabar apoiando também o nome de Josiel Alcolumbre (União Brasil), irmão do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que foi quem o indicou para o ministério. Já o PT negocia apoiar o candidato do PSOL, Paulo Lemos.

Na conferência do PT no final do ano passado, Lula aproveitou para pedir engajamento dos petistas e de seus ministros nas eleições. Para ele, o pleito municipal será novamente polarizado.

Em outra oportunidade, na última reunião ministerial, em dezembro, Lula fez um alerta aos seus ministros que evitem bolas divididas nos municípios.

O presidente pediu esforço de integrantes do seu governo por acordos entre candidatos de partidos da base. O petista disse que o ideal seria que isso ocorresse no maior número possível de cidades.

Na reunião, o mandatário dirigiu a palavra a Alckmin e citou o caso de São Paulo. O petista está incomodado com críticas de Tabata contra Boulos.

Nos últimos dias, aliás, teve um exemplo de como a situação em São Paulo tem gerado atritos. O psolista não incluiu a colega de base aliada no governo federal em uma montagem em que enalteceu uma pesquisa em que aparece em primeiro colocado.

Primeiro, Boulos publicou um título que indicava que ele liderava o levantamento contra "qualquer adversário". Depois, apagou a publicação e a substituiu por outra, na qual afirma liderar contra "qualquer bolsonarista".

Tabata reagiu e elevou o tom. "Ele simplesmente retirou o meu nome e colocou uma realidade que sequer faz sentido. Agora eu pergunto para vocês. O que é isso? É estatística criativa? É erro? Alguém não tinha noção do que estava fazendo? Ou é safadeza mesmo?", disse.

O PT está engajado no projeto de assegurar uma vitória para Boulos em São Paulo. Para isso, Lula articulou pessoalmente o retorno da ex-prefeita Marta Suplicy para o partido para ser vice de Boulos.
Em janeiro, Lula negou que tomará a iniciativa para que Tabata mão de sua pré-candidatura para apoiar Boulos.

"Jamais iria tentar corrompê-la com um cargo [no governo] para não ser candidata a prefeita. Ela sabe o que pode fazer, ela tem noção do que é São Paulo. Se ela quiser ser candidata a prefeita, ela vai ser candidata a prefeita. [...] Não é o presidente Lula que vai impedir", disse o mandatário.
"Nós precisamos derrotar o bolsonarismo em São Paulo", completou em entrevista à rádio CBN Recife.
 

Repercussão Nacional

Presidente do União Brasil aparece de cueca em vídeo e é acusado de agressão

Gravações feitas em quarto de hotel mostram Antônio Rueda durante discussão com influenciadora, que relata violência psicológica e suposta agressão.

21/09/2026 20h17

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Foto: Rede Social.

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O presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, aparece de cueca em uma série de vídeos gravados dentro de um quarto de hotel em São Paulo que ganharam repercussão neste domingo (21). Nas imagens, uma mulher identificada como a influenciadora Luana Dellevedove acusa o dirigente partidário de agressão e relata que estaria sofrendo violência psicológica havia mais de um ano.

As gravações teriam sido feitas em junho deste ano e mostram momentos de tensão entre os dois. Rueda aparece inicialmente apenas de roupa íntima e, ao longo do material, veste as roupas enquanto tenta deixar o quarto. Em determinado momento, Luana o segura e ele retorna ao dormitório.

Durante a gravação, a influenciadora aponta manchas avermelhadas em um lençol e afirma que seriam de sangue. Ela associa as marcas a uma suposta agressão e continua fazendo acusações contra o presidente nacional do União Brasil.

As imagens, entretanto, não mostram o que teria ocorrido antes do início da gravação e, por si só, não permitem confirmar que Rueda tenha agredido a mulher. Não há, nas informações divulgadas até o momento, comprovação independente das acusações apresentadas durante os vídeos.

Antônio Rueda preside nacionalmente o União Brasil e é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Antônio Rueda aparece em trecho de vídeo gravado dentro de um quarto de hotel em São Paulo: Foto: DCM.

Supostas traições são mencionadas no vídeo

A discussão também envolve a vida pessoal do dirigente partidário. Durante a gravação, Luana acusa Rueda de manter relações extraconjugais e afirma que ele estaria "traindo a mulher e traindo a amante". Rueda é casado com Flor Rueda.

Em outro momento do material, Luana afirma que estaria enfrentando havia mais de um ano uma situação de violência psicológica atribuída ao dirigente. Ao final de uma das gravações, também demonstra preocupação com o que poderia acontecer com sua família após a exposição do episódio.

Mulher posteriormente diz que vídeos seriam "montagem"

O caso ganhou uma versão contraditória antes mesmo de alcançar maior repercussão. Após ter acesso às gravações que seriam divulgadas, Luana contestou as informações relacionadas ao episódio e afirmou que os vídeos seriam uma "montagem".

A declaração contrasta com o conteúdo atribuído às próprias gravações, nas quais uma mulher identificada como Luana aparece fazendo as acusações contra Rueda.

O material apresenta cortes, o que impede estabelecer apenas pelos trechos divulgados toda a sequência de acontecimentos dentro do quarto.

Os quatro vídeos foram divulgados inicialmente pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) e, posteriormente, o conteúdo passou a circular nas redes sociais e foi repercutido por outros veículos de comunicação.

Rueda foi procurado sobre o episódio

Antes da publicação original das gravações, Antônio Rueda foi procurado pelo Diário do Centro do Mundo (DCM) para comentar as acusações.

O dirigente informou que estava em um avião e pediu que os questionamentos fossem encaminhados por escrito. Segundo o veículo responsável pela divulgação inicial, as perguntas foram enviadas, mas não houve nova resposta até a publicação.

Até o momento, não há manifestação pública de Rueda apresentada nas fontes consultadas que esclareça especificamente as acusações feitas durante as gravações.

Além de comandar nacionalmente o União Brasil, Antônio Rueda é candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026. O episódio, portanto, ganha repercussão em pleno período eleitoral.

No cenário eleitoral, Rueda mantém proximidade política com Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

Apesar de o União Brasil ter declarado neutralidade no primeiro turno, o dirigente vinha sendo apontado como um dos articuladores de uma ala da legenda favorável à candidatura do senador.

Nesta segunda-feira (21), a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, marcou para 6 de outubro, após o primeiro turno, uma reunião para rediscutir a neutralidade na disputa presidencial.

 

Eleições 2026

Eleitor tem até 3 de outubro para ativar e-Título antes das eleições

Aplicativo permite consultar local de votação e pode ser usado para identificação, mas primeiro acesso

21/09/2026 17h00

Antônio Cruz/Agência Brasil

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Quem pretende utilizar o e-Título nas Eleições 2026 precisa concluir o primeiro acesso e a validação do aplicativo até sábado (3), véspera do primeiro turno, marcado para domingo (4). A orientação é especialmente importante para quem ainda não acessou o aplicativo, já que o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia da votação.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral Newton Lins, o eleitor deve verificar antecipadamente se o aplicativo está funcionando e se os dados estão atualizados para evitar problemas no dia da eleição.

“O eleitor precisa entender que baixar o e-Título não significa que ele já estará pronto para ser utilizado. É necessário fazer o primeiro acesso e concluir a validação das informações. Deixar esse procedimento para o dia da eleição pode gerar uma dificuldade desnecessária justamente no momento em que o eleitor precisa estar com sua documentação regularizada”, afirma.

O e-Título também permite consultar o local de votação, a zona e a seção eleitoral. O serviço pode ser acessado pelo aplicativo e pelo Portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ferramenta pode ser utilizado como documento de identificação no momento da votação quando o aplicativo apresenta a fotografia do eleitor. Nesse caso, basta apresentar a tela do celular ou tablet com o documento digital.

Já quem possui e-Título sem fotografia precisa levar também um documento oficial de identificação com foto. Capturas de tela não substituem o aplicativo como documento de identificação.

Newton Lins orienta que essa conferência seja feita antes da eleição. “O uso do e-Título traz praticidade, mas também exige atenção às condições estabelecidas pela Justiça Eleitoral. O eleitor deve conferir previamente se a fotografia aparece no aplicativo e se os dados estão corretos. Caso não haja fotografia, é necessário levar um documento oficial com foto. O print também não substitui o aplicativo”, explica.

Além da identificação, o aplicativo reúne outros serviços eleitorais e permite consultar informações relacionadas à votação. A ferramenta utiliza mecanismos de segurança para validar a identidade do eleitor, incluindo recursos de validação facial.

Para o especialista, a conferência antecipada também deve incluir outras informações necessárias para o dia da votação. “A tecnologia facilita o acesso do cidadão aos serviços eleitorais, mas não elimina a necessidade de planejamento. Conferir o aplicativo, o local de votação e a documentação antes da eleição é uma forma de evitar imprevistos no dia do voto”, afirma.

O e-Título é gratuito e está disponível para celulares e tablets com sistemas Android e iOS. Para quem pretende utilizar a versão digital do título no primeiro turno, a recomendação é fazer o download, o primeiro acesso e a validação até 3 de outubro.

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