Política

PRESSÃO POLÍTICA

Para Delcídio, nomeações saem do papel

Para Delcídio, nomeações saem do papel

ANA PAULA LEITE

02/05/2011 - 00h00
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Novo presidente nacional do PT, Rui Falcão prometeu agilizar o processo de definição dos cargos federais nos estados. A pressão ocorreu no encontro do Diretório Nacional do partido em Brasília. A bancada do PT cobrou da presidente Dilma Rousseff (PT), um posicionamento sobre as nomeações. O senador Delcídio do Amaral (PT), disse que a pressão para a definição dos cargos federais existe e não é de hoje. Ele garantiu que esta semana as nomeações vão sair do papel. “Semana que vem nós vamos aumentar a pressão para definir isso”, enfatizou.

Para o deputado federal Vander Loubet (PT-MS), o quadro de saúde do presidente José Eduardo Dutra retardou o processo. “A presidente Dilma estava tocando isso com o presidente do partido. O problema de saúde de Dutra atrapalhou o processo”, explicou. Ele acredita que com a posse de Rui Falcão no comando do PT, as definições dos cargos federais vão sair o mais rápido possível. “Nós esperamos que semana que vem já comece acontecer as nomeações”, afirmou.

A cobrança da bancada petista ocorreu depois de quatro meses de espera e após a nomeação do engenheiro e empresário mineiro Gilson de Carvalho Queiroz Filho, presidente do Crea-MG (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) como presidente da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), um dos mais cobiçados órgãos do segundo escalão do Governo federal. A nomeação foi publicada na quinta-feira no Diário Oficial da União, em portaria assinada pelo ministro da Casa Civil Antonio Palocci.

Mato Grosso do Sul
No PT do Estado existe  consenso em relação a cargos importantes. A candidata a vice-governadora de José Orcírio dos Santos (PT), Tatiana Ujacow (PV), nas eleições de 2010, disputa com o ex-deputado estadual Amarildo Cruz (PT) a chefia do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Caso ela não fique com o cargo, assumirá o DRT (Delegacia Regional do Trabalho) no Estado.

O ex-deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que perdeu a eleição para o Senado, é o mais cotado para assumir a presidência da Eletrosul ou uma das diretorias da empresa. Com a criação da Agência da Aviação Regional, da Secretaria de Aviação Civil (SAC), a bancada federal do PT indicou ex-deputado estadual Pedro Teruel (PT), empresário do ramo de aviação. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), será entregue ao atual dirigente do Ibama, David Lourenço.

O ex-secretário de Estado de Infraestrutura, Carlos Augusto Longo, deve assumir a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), no lugar de Flávio Britto, que, embora filiado ao PPS, é indicado pelo PMDB. A nomeação de Longo é pedido do ex-governador José Orcírio dos Santos.
Os petistas defende ainda mudança na superintendente da Polícia Rodoviária Federal. O plano é trocar o inspetor Valter Aparecido Favaro, por Valdir Brasil. O atual superintendente é considerado um afilhado político do PMDB.

ELEIÇÕES 2026

Augusto Cury omitiu empresas nos Estados Unidos e no Brasil em declaração ao TSE

O candidato à presidente declarou um patrimônio de R$ 242,2 milhões à Justiça Eleitoral, mas não informou suas participações em três empresas sediadas na Flórida, além de duas firmas no Brasil

06/09/2026 17h00

Augusto Cury, escritor e candidato à Presidência da República

Augusto Cury, escritor e candidato à Presidência da República Foto: Felipe Machado/Correio do Estado

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O presidenciável Augusto Cury (Avante) omitiu empresas das quais é sócio na autodeclaração de bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato a presidente declarou um patrimônio de R$ 242,2 milhões à Justiça Eleitoral, mas não informou suas participações em três empresas sediadas na Flórida, nos Estados Unidos, além de duas firmas no Brasil. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pelo Estadão.

Em nota, a campanha de Cury informou que as participações omitidas são "inexpressivas" no patrimônio do candidato, que foi construído "de forma lícita". A equipe do empresário também disse que "eventuais inconsistências" serão corrigidas. O pedido de retificação não havia sido enviado até a manhã deste domingo, 6.

Ao TSE, Cury declarou ter participações societárias de sete empresas, entre firmas sediadas no Brasil e no exterior. Segundo a Folha, cinco companhias das quais ele é sócio ficaram de fora da declaração. Três delas estão sediadas na Flórida: a Cury Academia Comportamental, a Contemplare Investments e a Free Mind Publish.

No Brasil, Cury não declarou a sociedade na Contemplare e na Academia de Pensar e Brincar, ambas sediadas em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Escritor de livros de autoajuda, Cury aparece em terceiro lugar na pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 2. Com 10% das intenções de voto nos dois cenários avaliados pelo levantamento, o candidato cresceu oito pontos em relação à rodada anterior da pesquisa. Apesar da guinada, ele ainda está distante dos candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que polarizam a disputa.

Cury tem tido um reforço em suas redes sociais: o apoio de um exército de microinfluenciadores que não costumam publicar conteúdo sobre política nem demonstrar interesse pelo tema, além de profissionais ligados ao coach Pablo Marçal, também presidenciável pelo PRTB.

Postura

Senado não pode se omitir diante dos fatos que envolvem STF, diz Tereza Cristina

Ex-ministra de Bolsonaro é tida como uma das principais líderes da oposição no Legislativo

06/09/2026 13h45

Tereza Cristina

Tereza Cristina Andressa Anholete/Agência Senado

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Líder do PP, a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina defendeu que o Senado não se omita diante do fatos que envolvem o Supremo Tribunal Federal.

"O Senado Federal tem responsabilidades constitucionais e não pode se omitir. A ampla defesa deve ser garantida a todos, mas não podemos ignorar suspeitas gravíssimas. Temos de buscar a verdade. Sempre com independência, transparência e respeito à Constituição", escreveu a senadora em publicação no Instagram.

Sem mencionar diretamente as revelações da última semana em que a Polícia Federal (PF) mostrou diálogos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com o ministro do STF Alexandre de Moraes, Tereza Cristina disse que a população está "estarrecida".

"A população brasileira está estarrecida com os fatos que envolvem hoje o STF. E com razão. A sociedade não pode perder a confiança nas nossas instituições. Nenhuma autoridade está acima da lei", continuou a senadora que também é vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária no Senado.

Após a revelação da PF, senadores protocolaram novos pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes e pressionam a presidência da Casa pela abertura dos processos.

Segundo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), há 109 solicitações no Congresso de impeachment dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal. O Senado tem a competência constitucional de processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade.

Lider da oposição

Tereza Cristina foi contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que põe fim à escala 6x1, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (2).

Além dela, os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS), Rogerio Marinho (PL-RN) também foram contrários ao texto aprovado. 

Em sua justificativa, destacou não ser contrária à redução trabalhista e sim a pressa sobre a aprovação do texto sem a construção do debate necessário por parte dos senadores. 

"Eu acho muito complicada a definição de um texto constitucional de uma escala fixa, para que todos os tipos de atividades, sem considerar as diversas realidades do mercado de trabalho. Seria preciso uma nova Pec. O tema é de extrema importancia, mas a pressa da votação é o que me traz preocupação, ninguem pode fazer uma lei para um pais tão continental quanto o nosso, tão diverso quanto o nosso, tantas cadeias produtivas quanto o nosso sem uma discussão aprofundada", declarou a senadora. 

Na sequência, destacou que o papel dos senadores acerca da proposta não deveria ser somente de "carimbar" proposições advindas da Câmara dos Deputados. O nome da senadora é especulado para presidir o Senado no próximo ciclo, substituindo Davi Alcolumbre (União-AP)

Encaminhamento

Caso o texto seja aprovado pelos senadores sem alterações, poderá seguir para promulgação. Se houver mudanças no conteúdo aprovado pela Câmara, a proposta terá de retornar aos deputados para nova análise.

Se a PEC for aprovada pelo Plenário e posteriormente promulgada, a jornada máxima semanal será reduzida de 44 para 40 horas, mantido o limite de oito horas diárias.

A Constituição também passará a garantir dois dias de repouso semanal remunerado, com preferência para que um deles seja aos domingos.

A redução da jornada não poderá resultar em diminuição dos salários, o que inclui os pisos das categorias.

A mudança será implantada em duas etapas. Dois meses após a promulgação, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais. Um ano depois do encerramento dessa primeira etapa, o limite passará para 40 horas.

A negociação coletiva continuará permitida para definir mecanismos de compensação de horários e regimes de descanso, desde que sejam respeitados os novos limites constitucionais.

Com informações de Estadão Conteúdo 

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