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Para Procuradoria Eleitoral, Tiago Vargas não pode ser deputado

Em parecer sobre recurso no TSE, PGE entendeu que ex-policial é inelegível e Pedrossian Neto fica com o mandato

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O vice-procurador-geral eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, emitiu parecer favorável para manter a ineligibilidade do vereador Tiago Vargas (PSD), eleito deputado estadual de Mato Grosso do Sul no último pleito do dia 2 de outubro. 

Se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atender ao parecer da Procuradoria Geral Eleitoral, o ex-secretário de Finanças de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto (PSD), deve ser diplomado e ficar com a única vaga do partido nas últimas eleições. 

O parecer do vice-procurador-geral eleitoral foi emitido na segunda-feira (7), dentro do recurso ordinário eleitoral ajuizado por Tiago Vargas no Colegiado do Tribunal Superior Eleitoral, no processo de registro de candidatura de Tiago, que é vereador em Campo Grande. 

A relatoria do recurso foi distribuída para a ministra Carmem Lucia, que é quem deve abrir o julgamento, que ainda não foi marcado. 

Nas eleições de 2 de outubro (primeiro turno), Tiago Vargas foi o mais votado do PSD, com 18.288 votos, enquanto Pedrossian Neto teve 15.994 votos. 

Inelegível?

Tiago Vargas é considerado inelegível por ter sido expulso da Polícia Civil na década passada. A Lei Complementar 67/1990, que estabelece os critérios de inelelegibilidade para os candidatos, lista entre uma das causas de sua aplicação aos que forem demitidos do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial, nos últimos 8 anos, contado da decisão, o que é o caso de Tiago Vargas. 

Neste mês, porém, a defesa de Vargas conseguiu suspendeu os efeitos da resolução administrativa que demitiu Tiago Vargas da Polícia Civil, na década passada, em decisão de Segunda Instância no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Na sequência, porém, decisão do vice-presidente do Tribunal de Justiça, manteve a suspensão de Vargas do serviço público, e manteve, por consequência, o mandato com Pedrossian. 

Agora, o caso será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

 

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Pressão

Trump diz que Irã está sob pressão e que navios dos EUA estão 'prontos para partir'

Evento sobre acessibilidade aos cuidados de saúde, o republicano voltou a dizer que os EUA não estão sob pressão para acabar com a guerra

23/04/2026 22h00

Divulgação

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O presidente dos EUA, Donald Trump, subiu o tom em relação ao Irã nesta quinta-feira, 23, afirmando que, se não houver acordo, ele resolverá a questão militarmente e que navios americanos estão "prontos para partir" em direção ao Oriente Médio.

Em evento sobre acessibilidade aos cuidados de saúde, o republicano voltou a dizer que os EUA não estão sob pressão para acabar com a guerra. "Irã está sob pressão de tempo, não nós. Se o Irã não escoar o petróleo, a infraestrutura entrará em colapso Eles têm apenas alguns dias até que isso aconteça", enfatizou aos repórteres.

O mandatário também reafirmou que o país persa quer chegar a um acordo, mas que Teerã tem uma liderança totalmente nova e por isso eles estão "em conflito entre si". "Não sabemos quem é o líder. O Irã está adiando isso porque não sabemos com quem estamos falando", disse.

Trump elogiou o bloqueio americano, alegando que o país persa não está conseguindo fazer negócios e que derrubará os navios "arrogantes iranianos" que foram avistados.

Sem acordo, o presidente americano frisou que os EUA eliminarão o restante dos alvos, mas que não usaria armas nucleares contra o Irã. "Com ataques, achei que o petróleo subiria a US$ 200 por barril e que bolsas cairiam 20%", acrescentou, ponderando que os americanos vão pagar mais pela gasolina "por um tempo" por causa da guerra.

Sobre inteligência artificial (IA), o republicano mencionou que os EUA estão à frente da China na corrida de IA, com empresas de semicondutores de Taiwan e da Coreia do Sul se instalando no país. "Tarifas são responsáveis por aumento da produção de chips nos EUA; Teremos cerca de 50% do mercado em breve".

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Inconstitucionalidade

Relator no STF, Fachin vota para declarar constitucionalidade da Lei Ferrari

Vigente desde 1979, a lei estabelece regras para contratos de concessão entre fabricantes de veículos e suas redes de concessionárias

23/04/2026 21h00

Foto: Rosinei Coutinho/STF

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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira, 23, para declarar a constitucionalidade da chamada Lei Ferrari, que regula as relações comerciais entre montadoras e concessionárias de veículos no Brasil. Ele é relator do caso. O julgamento foi iniciado nesta quinta.

"A regulação setorial deve e pode ser alvo de críticas e eventuais aprimoramentos, mas isso não significa inconstitucionalidade", afirmou Fachin, que defendeu a manutenção da lei como uma deferência à opção legislativa.

Vigente desde 1979, a lei estabelece regras para contratos de concessão entre fabricantes de veículos e suas redes de concessionárias. Entre outras coisas, ela permite exclusividades territoriais, limites de vendas e exigências de estoque e fidelização.

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