Política

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Parente de Bram Stoker retoma legado da família

Parente de Bram Stoker retoma legado da família

Redação

11/04/2010 - 05h15
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Felipe Branco Cruz (AE)

Dacre Stoker retoma, depois de mais de 100 anos, o legado da família e lança a continuação da história do vampiro mais famoso do mundo: o Drácula. Dacre é sobrinho-bisneto de Bram Stoker, autor do clássico gótico “Drácula” (1897). O autor falou sobre seu novo livro “Drácula – o morto vivo” (Ediouro) e conta que, nos almoços de domingo da família, dificilmente o assunto gira em torno dos vampiros. “Contamos histórias sobre Bram, mas nunca sobre vampiros”, diz ele. “Muitas pessoas pensam que os Stoker vivem num castelo assustador, com morcegos e aranhas em todas as partes. Não é o caso.”

O autor é canadense e, antes de escrever a obra, integrou a equipe de seu país de pentatlo moderno e participou das Olimpíadas de Seul, em 1988, como treinador. Atualmente, vive em Aiken, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, com sua mulher e dois filhos. Dacre, que não é escritor e lançou o livro em parceria com o especialista em Drácula Ian Holt, diz que decidiu assumir o legado porque na família ninguém tinha controle sobre a obra do tio-bisavô. É que, nos Estados Unidos, uma lei quebrou os direitos autorais da mulher de Bram e os descendentes nunca ganharam um centavo pelas adaptações da obra.

Da Transivânia para Hollywood
“Para quem me acusa de capitalizar em cima do nome da minha família, eu respondo que certamente essa não foi a minha intenção. Mesmo porque nunca recebemos nada de direitos autorais”, diz. Bram Stoker nasceu em Dublin, na Irlanda, e seus descendentes se espalharam pelo mundo, até chegarem aos Estados Unidos. Com a perda dos direitos autorais, Hollywood usou e abusou de adaptações. O livro para Dacre, portanto, é uma forma de, pelo menos, trazer uma obra com o respaldo oficial dos herdeiros.

A obra retoma de onde o tio-bisavô parou, na suposta morte de Drácula, em seu castelo na Transilvânia. O original de Bram deixa brechas para uma continuação ao não explicitar como o conde realmente morreu. Personagens que já constavam da outra trama também são retomados, como Mina, Jonathan Harker e o famoso doutor Van Helsing, o caçador de vampiros que já foi personificado no cinema por Hugh Jackman.

Sobre os novos vampiros bonzinhos de Hollywood, como os apresentados na saga “Crepúsculo”, Dacre acredita que eles são importantes para despertar nos adolescentes o interesse pelo tema. “Edward Cullen, o vampiro-adolescente de ‘Crepúsculo’, contém as características tradicionais de um vampiro, entretanto, há algumas diferenças”. Mas o sobrinho-bisneto não credita a Stoker os créditos pela invenção dos vampiros. “Essas criaturas fazem parte da cultura gótica europeia há séculos. Uma coisa, no entanto, é certa: Bram Stoker foi o criador do maior vampiro de todos: o eterno e insuperável conde Drácula.”

Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

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ELEIÇÕES 2026

Após carta de Bolsonaro, Azambuja diz que convenção vai definir os candidatos do PL ao Senado

Presidente estadual do partido, o ex-governador assegurou que nunca excluiu os nomes de Marcos Pollon e Gianni Nogueira

02/03/2026 16h21

Divulgação

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Após o ex-presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (PL), escrever do próprio punho uma carta indicando o deputado federal Marcos Pollon (PL) como seu pré-candidato ao Senado pelo partido no Estado, o presidente estadual da legenda, o ex-governador Reinaldo Azambuja, disse, nesta segunda-feira (2), ao Correio do Estado que a convenção de julho da sigla definirá os nomes dos dois candidatos a senadores da República.

“Conversei com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e ele disse que a definição dos dois candidatos do partido para disputar as duas vagas ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul será na convenção da legenda prevista para o próximo mês de julho”, reforçou, completando que até lá muita coisa ainda deve acontecer relacionada aos candidatos do PL que vão disputar o pleito deste ano.

Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição. “Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Transparência

Em entrevista ao Correio do Estado, o deputado estadual Capitão Contar disse que recebia com respeito a manifestação do ex-presidente Bolsonaro. “O PL é um partido forte e é natural que novos nomes se somem ao projeto”, pontuou.

Ele recordou que desde o fim de 2022 iniciou uma construção mútua e transparente com o presidente Bolsonaro, que foi crescendo com a cúpula nacional do partido, fundamentada em muito diálogo e compromisso com o Estado.

“De lá para cá, outros nomes também se apresentaram, o que é natural e legítimo. Nosso objetivo comum é garantir que Mato Grosso do Sul eleja senadores alinhados aos nossos valores e que ajudem a formar uma maioria corajosa e comprometida com os anseios da população brasileira e com Constituição Federal no Senado”, assegurou.

Para o Capitão Contar, o partido sempre deixou claro que a definição levará em conta a viabilidade e a melhor estratégia para assegurar essa representação. “Eu sigo tranquilo, confiante e focado em continuar construindo esse caminho com maturidade. Estou aqui para somar, à disposição de Mato Grosso do Sul”, concluiu.

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