Política

Tentativa de golpe?

Deputados de MS reagem à denúncia da PGR contra Bolsonaro: 'Vai ser preso'

Apoiadores e opositores se manifestaram contra e a favor do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL), nas redes sociais

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Parlamentares de Mato Grosso do Sul reagiram nesta quarta-feira (19) à denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Além de Bolsonaro, a decisão do procurador-geral da República Paulo Gonet, incluiu outras 33 pessoas, por suposta tentativa de golpe de Estado.

Após a repercussão do caso, apoiadores e opositores utilizaram as redes sociais para se manifestar contra e a favor do ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PL).

'Venceremos essa batalha'

Entre os apoiadores, o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) publicou uma foto com o ex-presidente citando uma passagem bíblica.

Na legenda, ele comenta: "Após sair uma pesquisa com Bolsonaro na frente, PGR vem com história de 'suposto golpe', coincidência? Vamos para mais um João 8:32, venceremos mais essa batalha". Confira:

 

 

Além do "Gordinho do Bolsonaro" — apelido de Rodolfo Nogueira — o deputado federal Marcos Pollon (PL) também manifestou apoio a Bolsonaro.

Também pelo Instagram, Pollon relata que a denúncia não possui fundamento. "Sinto cheiro de medo! Mais uma injustiça sendo orquestrada contra Bolsonaro. Não é necessário ter mais de dois neurônios para entender que nada disso tem fundamento, é pura perseguição! Estamos com o presidente Jair Messias Bolsonaro até o fim!", comenta Pollon.

'Grande dia'

Por outro lado, parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) celebraram a notícia da denúncia. O deputado Jean Ferreira (PT) se manifestou em seu perfil no Instagram, comemorando a decisão do procurador-geral da República Paulo Gonet.

Em publicação, ele compartilhou uma notícia jornalística da denúncia com a legenda "Grande dia". Vale destacar que a legenda faz referência a uma postagem do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, que escreveu a expressão em sua conta no Twitter em 2019, pouco depois de o parlamentar na época Jean Wyllys, anunciar que deixou o Brasil após sofrer seguidas ameaças de morte.

A deputada federal Camila Jara (PT) também se manifestou a favor da decisão. Em publicação no seu Instagram, a parlamentar do PT publicou uma imagem da bandeira do Brasil com a frase "Uh! Vai ser preso!", no lugar da frase "ordem e progresso".

Na legenda da postagem, Camila Jara questiona o entendimento de Bolsonaro sobre a democracia e se manifestou contra o pedido de anistia política realizado pelo ex-presidente.

"São 34 pessoas denunciadas, 272 páginas de denúncia e 1 pergunta: será que o ex-presidente finalmente vai entender que democracia não é jogo de tabuleiro?", relata.

"[...] que responda pelas acusações como qualquer pessoa comum. Sem anistia!", complementa a deputada em outra postagem.

 

 

 

Denúncia da PGR aponta Jair Bolsonaro como 'líder' de plano golpista

O procurador-geral da República Paulo Gonet denunciou, durante a noite dessa terça-feira (18), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outras 33 pessoas no inquérito do golpe.

Após três meses de análise das provas reunidas pela Polícia Federal (PF), que indiciou o ex-presidente, Gonet concluiu que Bolsonaro não apenas tinha conhecimento do plano golpista como liderou as articulações para dar um golpe de Estado no Brasil.

Se condenado, o ex-presidente pode pegar mais de 28 anos de prisão.

"A organização tinha por líderes o próprio Presidente da República e o seu candidato a Vice-Presidente, o General Braga Neto. Ambos aceitaram, estimularam, e realizaram atos tipificados na legislação penal de atentado contra o bem jurídico da existência e independência dos poderes e do Estado de Direito democrático", diz trecho da denúncia.

Entre os crimes atribuídos a Bolsonaro e aliados estão:

  • Tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito
  • Golpe de estado
  • Organização criminosa armada
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima
  • Deterioração de patrimônio tombado

Portela fica de fora da lista dos denunciados pela PGR

Aparecido Andrade Portela, tenente da reserva, presidente do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso do Sul e primeiro suplente da senadora Tereza Cristina (PP), foi um dos nomes que ficaram de fora da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado em 2022.

Ele era um dos 40 indiciados pela Polícia Federal (PF) em dezembro de 2024, sendo apontado como um dos interlocutores entre o governo de Jair Bolsonaro (PL) e os financiadores de manifestações antidemocráticas.

No entanto, assim como outros nove nomes da lista, Portela não foi denunciado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, na última terça-feira (18).

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Fiscalização

TCE-MS fecha cerco a mais da metade dos prefeitos por incorreções em emendas

O conselheiro Osmar Jeronymo identificou imprecisões na transparência, na execução e na adequação legal de recursos públicos

01/04/2026 08h05

O conselheiro Osmar Jeronymo, do TCE-MS, colocou sob averiguação as emendas para 47 municípois

O conselheiro Osmar Jeronymo, do TCE-MS, colocou sob averiguação as emendas para 47 municípois Mary Vasques/TCE

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Para atender aos critérios de transparência e rastreabilidade definidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF)  nº 854/DF, os prefeitos de 47 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul entraram na mira do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS).

Conforme a Decisão Singular Interlocutória (DSI) nº 205/2026, publicada na edição de ontem do Diário Oficial do TCE-MS, o conselheiro Osmar Domingues Jeronymo determinou a suspensão da execução de emendas parlamentares estaduais e municipais, após análise técnica que apontou falhas na transparência, na execução e na adequação legal desses recursos.
 

“A fiscalização foi motivada pela necessidade de alinhar os entes subnacionais (estados e municípios) ao modelo federal de rastreabilidade e transparência orçamentária. Essa exigência atende a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF 854/DF, que visou coibir a opacidade sistêmica e irregularidades como as do chamado ‘orçamento secreto’”, escreveu Osmar Jeronymo na decisão.

RELATÓRIO

A medida foi tomada após relatório da equipe técnica da Divisão de Fiscalização de Contas Públicas “constatar inconsistências relevantes na aplicação dos recursos provenientes de emendas parlamentares estaduais e municipais”.

No aspecto da conformidade constitucional, o município de Dourados fixou percentual inferior ao mínimo exigido para aplicação em saúde, destinando 40% das emendas individuais, enquanto a Constituição estabelece o mínimo de 50%.

Já os municípios de Alcinópolis, Brasilândia e Cassilândia mantiveram previsão de emendas de bancada municipal em desacordo com o entendimento do STF, enquanto outro problema identificado diz respeito à execução financeira.

Não houve comprovação da execução das emendas previstas para este ano, o que impediu a verificação da correta aplicação dos recursos e da existência de contas bancárias específicas para cada transferência.

TRANSPARÊNCIA

Em relação à transparência digital, apenas o governo do Estado e o município de Angélica cumpriram integralmente os requisitos de publicidade, enquanto nos demais municípios foi verificada a ausência de plataformas digitais unificadas para divulgação das emendas parlamentares.

Diante desses apontamentos, Osmar Jeronymo determinou a suspensão da execução de emendas de bancada em Alcinópolis, Brasilândia e Cassilândia até decisão final do STF sobre o tema. 

Também foi suspensa a execução das emendas individuais em Dourados até que o município se adeque ao percentual mínimo constitucional destinado à saúde.

A decisão estabelece ainda que 16 municípios, entre eles Campo Grande, promovam a adequação de suas plataformas digitais para assegurar transparência na gestão das emendas parlamentares, conforme as normas da Corte de Contas.

DOCUMENTOS

Além disso, o conselheiro do Tribunal de Contas determinou a intimação de 31 prefeitos para o envio de documentos e informações detalhadas sobre o processo orçamentário, a execução financeira e a rastreabilidade dos recursos, incluindo extratos bancários, relatórios contábeis e a identificação dos beneficiários.

A medida reforça a atuação da Corte de Contas no acompanhamento da aplicação de recursos públicos, com foco no cumprimento das decisões do STF e na ampliação da transparência e do controle sobre as emendas parlamentares nos municípios de Mato Grosso do Sul.

 “Pela intimação dos prefeitos dos municípios de Anaurilândia, Aral Moreira, Bandeirantes, Batayporã, Bonito, Chapadão do Sul, Corguinho, Deodápolis, Dois Irmãos do Buriti, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Iguatemi, Itaporã, Japorã, Jaraguari, Jardim, Jateí, Ladário, Miranda, Naviraí, Nioaque, Novo Horizonte do Sul, Pedro Gomes, Rio Brilhante, Rio Negro, Selviria, Sete Quedas, Sonora, Tacuru, Taquarussu e Três Lagoas para que remetam os documentos e as informações relacionados, consoante o art. 13-A da Resolução TCE/MS nº 266/2025”, detalhou a decisão do conselheiro.

O conselheiro Osmar Jeronymo, do TCE-MS, colocou sob averiguação as emendas para 47 municípoisFonte: TCE-MS

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Política

Governo federal investirá R$ 290 mi para apoiar rede de cursinhos populares

O ato se deu durante cerimônia em comemoração aos 21 anos do Prouni e aos 14 anos da Lei de Cotas no Brasil

31/03/2026 22h00

Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Educação, Camilo Santana (PT-CE) participou nesta terça-feira, 31, de ato que amplia o edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares (CPOP). O ato se deu durante cerimônia em comemoração aos 21 anos do Prouni e aos 14 anos da Lei de Cotas no Brasil, em São Paulo, diante de público de cerca de 15 mil pessoas, de acordo com os organizadores do evento.

Segundo Santana, com a ampliação do edital de 2026 da Rede de Cursinhos Populares, "a previsão é apoiar mais de 800 cursinhos em todo o país, com investimento total de R$ 290 milhões. Inicialmente, a previsão era apoiar 514 cursinhos, com investimento de R$ 108 milhões".

"O CPOP visa apoiar cursinhos populares no Brasil, de modo a garantir suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes socialmente desfavorecidos que buscam ingressar na educação superior, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prioritariamente, alunos oriundos da rede pública, negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e com renda familiar por pessoa de até um salário mínimo", disse Santana.

Ainda, de acordo com o ministro da Educação, "os cursinhos populares desempenham papel estratégico na ampliação do acesso à universidade, especialmente para estudantes de escolas públicas e para a população negra".

Durante o evento, o ministro também assinou a portaria que institui a Escola Nacional de Hip Hop, programa educacional voltado para as redes públicas de ensino.

"O MEC busca promover inovação pedagógica por meio da integração entre saberes acadêmicos e saberes populares expressos pela cultura hip-hop. O programa prevê ações voltadas para os currículos escolares, bem como a formação de professores, estudantes e gestores. Ao todo, o MEC investirá R$ 50 milhões em 2026 e 2027 em ações do programa", disse o ministro.

Ainda, de acordo com Camilo Santana, a proposta também contribui para fortalecer a implementação da Lei nº 10.639/2003, que estabelece o ensino da história e da cultura afro-brasileira nas escolas, além de promover maior representatividade e valorização da cultura negra nos ambientes educacionais.

Na educação básica, o programa buscará contribuir para melhoria do desenvolvimento de habilidades em leitura, ciências e matemática, além de apoiar ações substitutivas ao uso de celulares nos intervalos das aulas.
 

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