Política

democracia ativa

Participação popular pelo
e-Cidadania dispara em 2017

Participação popular pelo
e-Cidadania dispara em 2017

AGÊNCIA SENADO

06/01/2018 - 21h04
Continue lendo...

Os cidadãos estão utilizando cada vez mais o portal e-Cidadania para sugerir e apoiar projetos de lei. Em 2017os senadores passaram a olhar com mais atenção as ideias apresentadas por meio desse canal de interação.

No ano passado, seis sugestões de novas leis ou emendas à Constituição propostas diretamente por cidadãos foram aceitas pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) e começam 2018 tramitando na Casa. De 2012, quando a ferramenta foi criada, até 2016 nenhuma ideia havia prosperado.

Em cinco anos, a participação popular no processo legislativo do Senado por meio da apresentação de propostas de leis e de emendas à Constituição aumentou 67 vezes, se considerado o número de sugestões cadastradas no portal.

De maio de 2012 até dezembro de 2017, mais de 38 mil sugestões legislativas foram apresentadas pelo site. Só no ano passado, 26.672 sugestões foram feitas por mais de 18 mil brasileiros. Em 2016, cerca de 6 mil pessoas apresentaram aproximadamente 8 mil propostas, números bem superiores aos registrados no primeiro ano de funcionamento, quando o portal recebeu 398 sugestões de 227 cidadãos.

O salto mais significativo pode ser observado no número total de apoios recebidos pelas propostas. Só em 2017, mais de 3 milhões de cidadãos manifestaram concordância em relação às sugestões apresentadas por meio do portal e-Cidadania, contra 416 mil em 2016 e 1.289 em 2012. Ao todo, 3 milhões e 820 mil apoios já foram recebidos por todas as ideias apresentadas.

Desde que a ferramenta foi criada, 78 sugestões alcançaram o apoio de 20 mil pessoas, número que deve ser conquistado em até quatro meses. Essa é a exigência para a iniciativa ser encaminhada à CDH.

SUGESTÕES

Quando chegam à CDH, essas sugestões legislativas são debatidas pelos senadores e ao final recebem um parecer que pode ser por sua rejeição ou por sua transformação em projeto de lei.

O ano de 2018 começa com seis projetos de lei iniciados por meio do canal de interação. O mais antigo é o PLS 100/2017 criado com base em sugestão enviada por cidadão. A SUG 7 de 2016, de autoria de Alessandro de Almeida Cyrino da Silva, de Minas Gerais.

A ideia foi enviada para o e-Cidadania no dia 12 de abril de 2016, e após seis dias a proposta havia alcançado os 20 mil apoios de outras pessoas. Um ano depois, em abril do ano passado, a sugestão foi aprovada pela CDH e passou a tramitar como projeto de lei.

O projeto tem o objetivo de impedir a imposição de franquias de internet nos planos de banda larga fixa. O senador João Capiberibe (PSB-AP) é o relator da matéria, que está em análise na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor.

Em novembro, a CDH acolheu mais duas sugestões: a primeira (SUG 6/2017) propõe piso salarial para psicólogos de R$ 4,8 mil por 30 horas semanais e foi convertida no PLS 511/2017. A segunda (SUG 40/2017) propõe a criação de lei que estabeleça desconto de 30% no preço de automóveis adquiridos por professores e tramita como PLS 512/2017.

Já em dezembro outras três ideias legislativas apresentadas pelo portal e-cidadania  passarem pelo crivo do colegiado: a (SUG) 25/2017, que trata da descriminalização do cultivo da maconha (PLS 514/2017); a SUG 28/2017, que criminaliza a homofobia (PLS 515/2017); e a SUG 15/2017, que reduz os impostos sobre games (PEC 51/2017).

OUTRAS SUGESTÕES

Além das sugestões acolhidas, a CDH rejeitou 14 ideias legislativas desde 2012. Foi o caso da sugestão para tipificar o funk como crime à saúde pública (SUG 17/2017), que recebeu mais de 20 mil apoios, mas não foi aceita pela comissão. O relator, senador Romário (Pode-RJ), alegou que matéria é inconstitucional por cercear a livre manifestação cultural e de pensamento.

Outras 58 ideias aguardam o aval da CDH, Entre elas está a SUG 30/2017 que propõe o fim do auxílio-moradia para deputados, senadores e juízes.

Apresentada pela cidadã Marcela Tavares, do Rio de Janeiro, a proposta de dar fim ao benefício conseguiu, em menos de 24 horas, número suficiente de assinaturas para entrar na pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Ao todo foram 253.807 apoios.

Além da Ideia Legislativa, o portal conta com duas ferramentas de participação popular: Evento Interativo e Consulta Pública. Em consulta pública realizada pelo portal e-Cidadania, a sugestão legislativa de extinguir o auxílio-moradia de parlamentares e juízes é a que tem maior apoio popular. O número de apoiadores da proposta pela internet já atingiu a marca de 729 mil. Já os contrários à extinção do benefício somam de 3,6 mil, conforme dados consolidados no dia 2 de janeiro.

e-Cidadania

Qualquer cidadão pode apresentar ideias legislativas no portal e-Cidadania. Aquelas que alcançarem, em até 120 dias, o apoio de mais 20 mil pessoas são transformadas em sugestões legislativas e enviadas para a análise dos senadores integrantes da CDH.

Depois da análise dessa comissão, a sugestão pode ser transformada em projeto de lei ou ser arquivada. Não são aceitas as ideias flagrantemente inconstitucionais ou que tratem de questões não relacionadas àquilo que o Senado pode votar.

Eleições 2026

Assessor de deputado estadual é preso com R$ 127 mil e santinhos em MS

Ex-vereador Zé Bocão foi abordado em Japorã com dinheiro em espécie e material de campanha; segundo o registro policial, ele ainda teria oferecido R$ 5 mil aos militares

01/10/2026 16h57

José Antônio Pires de Souza, o Zé Bocão, é assessor parlamentar de Lidio Lopes e foi preso em Japorã.

José Antônio Pires de Souza, o Zé Bocão, é assessor parlamentar de Lidio Lopes e foi preso em Japorã. Foto: Reprodução Facebook.

Continue Lendo...

Uma denúncia sobre um veículo em alta velocidade terminou com R$ 127 mil em dinheiro apreendidos, material de campanha eleitoral e a prisão de José Antônio Pires de Souza, conhecido como Zé Bocão, ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Mundo Novo. Ele é assessor parlamentar do deputado estadual e candidato à reeleição Lidio Lopes (Avante).

O flagrante ocorreu às 20h49 desta quarta-feira (30), no Bar do Último Gole, em Japorã, no extremo sul de Mato Grosso do Sul.

Zé Bocão estava em um Volkswagen T-Cross e informou aos policiais que havia saído de Campo Grande e seguia para Mundo Novo, município onde construiu sua trajetória política.

A abordagem ocorreu depois que a Polícia Militar recebeu denúncia de que um T-Cross trafegava em alta velocidade entre Iguatemi e Japorã.

Após localizar o veículo, os militares fizeram a abordagem e relataram que o motorista demonstrava nervosismo durante a fiscalização.

Na vistoria, os policiais encontraram 11 pacotes com dinheiro em espécie, compostos por notas de R$ 50 e R$ 100, além de santinhos e outros materiais da campanha de Lidio Lopes.

José Antônio Pires de Souza, o Zé Bocão, é assessor parlamentar de Lidio Lopes e foi preso em Japorã.Dinheiro apreendido estava dividido em pacotes e foi encontrado junto a materiais da campanha de Lidio Lopes. Foto: Polícia Militar.

A primeira estimativa feita durante a ocorrência indicava aproximadamente R$ 130 mil. Após a conferência do dinheiro apreendido, o montante foi contabilizado em cerca de R$ 127 mil.

A apreensão do dinheiro junto ao material eleitoral deverá ser esclarecida pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A presença dos valores e dos santinhos no mesmo veículo, por si só, não comprova compra de votos, e caberá à apuração determinar a origem, a finalidade e o destino do dinheiro.

Oferta de R$ 5 mil aos policiais

O flagrante teve outro desdobramento quando Zé Bocão foi informado de que seria encaminhado à delegacia. Segundo o boletim de ocorrência, o assessor teria oferecido R$ 5 mil aos policiais militares para evitar a condução.

Os militares recusaram a proposta e deram continuidade ao procedimento. A suposta oferta deverá ser analisada pelas autoridades diante da possibilidade de enquadramento por corrupção ativa, além das demais circunstâncias relacionadas ao transporte do dinheiro.

Após os procedimentos iniciais, o caso foi encaminhado para apuração das autoridades competentes, que deverão esclarecer as circunstâncias em que os valores e o material eleitoral estavam sendo transportados.

Assessor de Lidio Lopes

José Antônio Pires de Souza mantém vínculo profissional com Lidio Lopes há pelo menos sete anos. Documento oficial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) mostra que ele foi nomeado em 16 de agosto de 2019 para exercer o cargo em comissão de Assessor de Gabinete Parlamentar XII, diretamente no gabinete do deputado.

A nomeação consta no Ato nº 574/2019-PRES., publicado pela Assembleia Legislativa. No documento, reproduzido pela reportagem, José Antônio Pires de Souza aparece entre os servidores nomeados para trabalhar no gabinete de Lidio Lopes.

Atualmente, Zé Bocão integra o quadro de servidores da Assembleia Legislativa e recebe R$ 2.983,49, conforme informação funcional relacionada ao cargo.

A atuação do assessor também se estende à articulação política do parlamentar no interior.

Em junho deste ano, publicação sobre uma agenda de Lidio Lopes no Cone Sul apontou Zé Bocão como responsável pela articulação do deputado em 13 municípios da região, atuando na interlocução entre lideranças locais e o gabinete.

A relação entre os dois vai além da atividade profissional. Em outubro de 2025, Zé Bocão recebeu o título de Cidadão Sul-Mato-Grossense, concedido pela Assembleia Legislativa por indicação de Lidio Lopes.

Na ocasião, ele foi apresentado como ex-vereador de Mundo Novo e assessor parlamentar.

Trajetória política

Antes de assumir o cargo na Assembleia Legislativa, José Antônio Pires de Souza construiu sua trajetória política em Mundo Novo. Ele exerceu mandatos como vereador e chegou à presidência da Câmara Municipal.

As informações disponíveis divergem sobre a quantidade de mandatos. O relato relacionado ao flagrante aponta que Zé Bocão foi vereador por cinco mandatos, enquanto registros referentes à homenagem concedida pela Assembleia Legislativa em 2025 mencionam quatro.

Por isso, o número exato ainda precisa ser confirmado em registros oficiais da Câmara de Mundo Novo.

Natural do Paraná, Zé Bocão mudou-se para Mundo Novo na década de 1970 e posteriormente ingressou na política municipal, antes de passar a trabalhar na estrutura da Assembleia Legislativa.

O Correio do Estado procurou o deputado Lídio Lopes e questionou se Zé Bocão permanece atualmente em seu gabinete, se o assessor estava realizando atividade de campanha no momento da abordagem, se havia conhecimento sobre o transporte dos R$ 127 mil e  qual seria a origem e a destinação dos valores.

Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanecer aberto para manifestação.

Eleições

AGU aciona PF e PGR para apurar aporte dos EUA em campanha contra o STF

Notícia-crime se baseia em reportagem do jornal britânico The Guardian, que aponta uso de verba do governo norte-americano para financiar grupos críticos à Suprema Corte

01/10/2026 16h28

The Guardian denunciou patrocínio dos EUA à campanha anti-STF

The Guardian denunciou patrocínio dos EUA à campanha anti-STF Arquivo

Continue Lendo...

A Advocacia-Geral da União (AGU) acionou formalmente a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta quinta-feira (1º de outubro), ao apresentar uma notícia-crime que pede a apuração imediata sobre um suposto financiamento do governo dos Estados Unidos a campanhas e ações direcionadas contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de investigação tem como base uma reportagem do jornal britânico *The Guardian*, publicada na quarta-feira (30).

De acordo com as revelações do periódico internacional, o Departamento de Estado norte-americano teria liberado US$ 1 milhão por meio do Fundo de Direitos Humanos e Democracia. A quantia teria como destino o programa “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, voltado ao custeio de grupos que acusam a Suprema Corte brasileira de censura e abuso de poder.

Na peça enviada às autoridades, a AGU enfatiza que a ordem constitucional do país tem como pilares inegociáveis a soberania nacional, a independência e o princípio da não intervenção. O documento reforça que tanto a Constituição Federal quanto a Lei dos Partidos Políticos vedam expressamente a subordinação ou o financiamento de qualquer agremiação política por parte de governos ou entidades estrangeiras.

O órgão destaca ainda a gravidade do cenário revelado, apontando que os fatos ganham maior dimensão no contexto eleitoral e em meio a recentes episódios de pressão externa sobre as instituições brasileiras. Diante disso, a AGU cobra a identificação célere de todos os envolvidos, a punição dos responsáveis e o rastreamento dos destinatários que teriam recebido os recursos em território nacional.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).