Política

CAMPO GRANDE

PDT teria batido martelo para apoiara pré-candidatura de Rose Modesto

Com provável desistência da pré-candidatura de Lucas de Lima, partido não aceita apoiar nenhum candidato do PSDB

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O PDT de Mato Grosso do Sul já teria batido o martelo para apoiar a pré-candidatura da ex-deputada federal Rose Modesto (União Brasil) para prefeita de Campo Grande nas eleições do próximo dia 6 de outubro.
Conforme fontes ouvidas pelo Correio do Estado, o partido teria em mãos pesquisas qualitativas e quantitativas muito promissoras em relação ao sucesso da pré-candidatura da superintendente de Desenvolvimento do Centro-Oeste.

Além disso, de acordo com essas mesmas fontes, tanto o diretório estadual, quanto o nacional não nutre qualquer tipo de proximidade com o PSDB e, portanto, um provável apoio da legenda para a pré-candidatura do deputado federal Beto Pereira a prefeito de Campo Grande está descartado.

O Correio do Estado ainda ouviu interlocutores próximos a Rose Modesto sobre essa possível aliança do União Brasil com o PDT nas eleições municipais na Capital e foi informado que as chances são muito grandes.

Para a reportagem, o presidente estadual do PDT, Cadu Gomes, disse que o partido ainda considera o deputado estadual Lucas de Lima como pré-candidato a prefeito de Campo Grande, porém, admitiu que está conversando com a titular da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

“Temos o nosso pré-candidato a prefeito, que é o Lucas de Lima, mas tivemos conversas preliminares com a Rose, pois ela sempre respeitou nossa decisão de manter candidatura própria”, declarou.
Cadu Gomes acrescentou ainda que Rose Modesto “é uma pessoa que valoriza profundamente a educação e os trabalhadores, que são nossas principais bandeiras”.

“Se eventualmente ocorrer a desistência de Lucas, faremos uma análise cuidadosa, pois nosso apoio será destinado ao candidato que apresentar um projeto genuíno para a cidade e seus cidadãos, e não apenas um projeto de poder. Reforço que nossa prioridade é termos o Lucas como candidato e sempre trabalhamos com essa possibilidade”, reforçou.

FATOR MARQUINHOS

O presidente estadual do PDT ainda fez questão de acrescentar que a filiação do ex-prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), ao partido já está definida. 

“Estamos atualmente preparando um evento de filiação que está agendado para os próximos dias e será comunicado à imprensa”, pontuou Cadu Gomes.

Ao Correio do Estado, Lucas de Lima confirmou que está estudando a desistência da pré-candidatura a prefeito em Campo Grande e o motivo seria a filiação de Marquinhos Trad.

“Estou analisando junto com a minha base, mas ainda continuo com a pré-candidatura. Porém, me prometeram que eu iria assumir a presidência estadual do partido e até agora não aconteceu”, reclamou.

Presidente municipal do PDT na Capital, ele voltou a afirmar que não quer o apoio de Marquinhos Trad. 
“Estou acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. Me sinto desprestigiado se isto estiver realmente acontecendo”, lamentou.

Lucas de Lima disse que vem trabalhando na construção da sua pré-candidatura há muito tempo e não deseja contar com o apoio do ex-prefeito. 

“Isso vai contra todo o meu projeto de ser novidade, de apresentar à população de Campo Grande algo sem a velha política”, concluiu o parlamentar ainda com esperança de reveter o atual quadro em sua legenda.

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Alternativa

Ministro da Saúde defende tratar bets como problema de saúde pública, como tabaco

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens

03/09/2026 22h00

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo deve tratar as apostas online, as chamadas bets, como um grave problema de saúde pública e defendeu medidas de regulação semelhantes às adotadas contra o tabagismo no passado. Segundo ele, o Ministério da Saúde levou essa posição à reunião realizada nos últimos dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema.

Padilha defendeu a limitação da publicidade das bets, inclusive em relação aos horários de veiculação e à exposição de crianças e jovens, além de restrições à associação entre apostas e esporte. Para o ministro, a experiência brasileira com a publicidade de cigarros mostra que esse tipo de medida pode contribuir para reduzir os impactos da dependência.

Padilha destacou ainda que mais de 1,2 milhão de brasileiros já utilizaram a plataforma de autoexclusão criada pelos Ministérios da Saúde e da Fazenda para deixar as plataformas de apostas. Mais da metade dessas pessoas apontou problemas de saúde mental relacionados ao descontrole com os jogos.

Segundo Padilha, o Ministério também passou a oferecer, por meio da plataforma Meu SUS Digital, um autoteste padronizado para identificar problemas relacionados às apostas e a possibilidade de teleatendimento com psicólogos. O atendimento pode ser buscado tanto por pessoas que identificaram compulsão quanto por familiares afetados pelo problema.

Padilha afirmou que, embora os estudos indiquem maior incidência de compulsão por bets entre homens, a maioria dos pedidos de atendimento psicológico é feita por mulheres. Na avaliação do ministro, isso mostra que os impactos das apostas extrapolam o apostador e atingem a família, inclusive financeiramente e nas relações de cuidado.

"Eu defendo que a gente tenha que tratar esse tema como a gente tratou com o tabaco", afirmou Padilha, ao defender que os dados de saúde sejam utilizados para aprimorar as políticas públicas e a regulação das apostas.

Defensiva

Alcolumbre sobre pressão nas redes por impeachment: desejo do 'cidadão Davi' era falar verdades

Declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment de Moraes

03/09/2026 21h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre Divulgação/ Agência Brasil

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a criticar as pressões que tem sofrido nas redes sociais e disse ter a vontade de "falar verdades".

A declaração vem após a escalada da pressão de parlamentares bolsonaristas para que ele paute algum pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

"Escuto agressões e ofensas todos os dias. O desejo do cidadão Davi era ir à tribuna e falar as verdades que essas pessoas que agridem gente mereceriam ouvir", declarou, durante sessão do Senado.

Alcolumbre afirmou que a situação está "impossível". "Vivemos em uma democracia com característica de ditadura de rede social. É muita ofensa", disse.

Sem citar nomes, Alcolumbre disse que não há proposta para educação, numa possível indireta para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "Alguém quer ganhar eleição no 4 de outubro ofendendo os outros; gostaria de ouvir uma proposta do que ele pensa para educação", falou. Na quarta-feira, Flávio usou o microfone do Senado para cobrar o impeachment de Moraes.

O senador atribuiu as dificuldades a pessoas que, "à tarde, dizem que vão destruir o mundo, e, à noite, dizem que não vão destruir mais", numa provável referência ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

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