Política

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Plástica da intimidade

Plástica da intimidade

Redação

22/03/2010 - 01h07
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Ninfoplastia, labioplastia e lipoaspiração do Monte de Vênus são algumas das denominações da cirurgia plástica da intimidade feminina. Lábios maiores ou menores, com flacidez e tamanhos desproporcionais ao normal, alargamento, região acima do púbis – chamada de Monte de Vênus, avantajada – podem ser corrigidas por meio de cirurgia, que melhora não só a estética da vulva e vagina, mas a função deste órgão no que diz respeito ao prazer, à autoestima e também à saúde. De acordo com a ginecologista e obstetra Vânia Cirillo Stefanie, é cada vez mais comum mulheres procurarem os consultórios em busca de informações sobre a cirurgia íntima, que começou nos EUA e Europa e, aos poucos, vem atraindo a atenção das brasileiras. “O incômodo no ato sexual e as questões estéticas são as maiores queixas das mulheres que buscam esse tipo de procedimento”, comenta a médica. Segundo Vânia, que também fez especialização na área de cirurgia íntima, o procedimento é simples e complexo ao mesmo tempo, requer anestesia raquidiana e um dia de internação. “Como é uma região sensível, em contrapartida preparada para impacto, como o parto por exemplo, tem a vantagem da recuperação mais rápida e requer repouso de 10 a 15 dias”, esclarece a doutora. A cirurgia é indicada no pós-parto, pós-trauma, pósemagrecimento excessivo e pa ra as consequências oriu nd as dos problemas hormona is, que geram a flacidez e a queda dos grandes lábios. “Na menopausa, as mulheres reclamam que o genital murcha, isso acontece em virtude da diminuição do estrógeno e do progesterona”, explica. Já a hipertrofia dos pequenos lábios tem como causas o excesso de hormônios, hereditariedade (mais comum em afro-descendente) e hábitos alimentares (consumo excessivo de frango de granja e derivados). “Os lábios menores aumentados atrapalham na relação sexual e também na higiene do genital, contribuindo para incidência maior de infecções por fungos ou bactérias. Mas é geralmente após o primeiro parto que o pro blema tende, literalmente, a aumentar, a mucosa que fica exposta acaba tendo uma coloração diferenciada, geralmente mais escura. Em consequência disso, muitas escondem, adiam ao máximo uma consulta com o ginecologista, não se depilam, evitam as roupas de banho ou as mais justas”, expõe Vânia. Silicone A médica ressalta que, embora o problema apareça mais frequentemente depois do parto, é na puberdade que os lábios menores apontam como maiores. Já a queda dos grandes lábios é igual à queda facial, se dá naturalmente, em consequência do envelhecimento. Em alguns casos é necessário, inclusive, o implante de silicone nesta região. A lipoaspiração do Monte de Vênus é a retirada da gordura desta região, mas não por meio de agulhas, como as outras lipos. Por meio de uma incisão mínima ao redor dos pequenos lábios, faz-se uma espécie de “raspagem” da gordura. A vagina, que é a parte interna da vulva, também pode ser beneficiada pela cirurgia plást ica í nt ima, que é diferente da do períneo. “Quando a cavidade vaginal está comprometida com hérnia retal, causada pela flacidez dos músculos posteriores e laterais, é feita uma aproximação desta musculatura, mas este procedimento não tem a função de tratar a incontinência urinária. Cada cirurgia tem sua função específica e uma não substitui a outra”, conclui a especialista.

Apuração

Presidente da CPMI do INSS diz que Mendonça ordenou a PF a filtrar informações do caso Master

Triagem é feita pela PF para fornecer aos parlamentares apenas informações que se enquadrem no escopo das investigações do colegiado

02/03/2026 19h00

Senador Carlos Viana

Senador Carlos Viana Foto: Divulgação

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O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta segunda-feira, 2, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou à Polícia Federal que filtre informações relativas ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro, antes de entregá-las à comissão.

A triagem feita pela PF é para fornecer aos parlamentares apenas informações que se enquadrem no escopo das investigações do colegiado, que apura esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

No último dia 20, Mendonça ordenou que a PF compartilhasse as provas decorrentes das quebras de sigilo, em meio físico ou digital, do dono Master com a comissão. Com a decisão, o ministro do STF revogou a determinação do relator anterior, ministro Dias Toffoli, de dezembro, para que a CPI não tivesse acesso aos materiais.

Viana, contudo, argumenta que essa determinação de triagem das provas não consta na decisão do magistrado. Também disse ter recebido a informação do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, com quem conversou sobre a demora na entrega das informações.

"De acordo com ele (Andrei Rodrigues), é uma orientação do gabinete do ministro que estaria inclusa na decisão. Nós não encontramos (essa orientação na decisão)", disse o presidente da CPMI do INSS.

A triagem que a Polícia Federal tem feito para atender ao pedido de Mendonça é o que tem causado a demora na entrega dos documentos, determinada há 10 dias, de acordo com o senador.

"A Polícia Federal está fazendo essa separação de arquivos. Eu sei que o ideal era que nós recebêssemos tudo, mas, por determinação do Supremo, nós só receberemos os arquivos ligados aos empréstimos consignados", afirmou Viana.

"Não está claro que a Polícia Federal deva fazer qualquer tipo de filtro. A nossa preocupação é receber os documentos para investigação, independentemente de posição, parentesco ou condição financeira. Se a pessoa está envolvida, tem que prestar contas", acrescentou.

Mendonça assumiu a relatoria do caso Banco Master no STF no último dia 12, após Toffoli abdicar do processo. Mendonça também é o relator das investigações de fraudes no INSS.

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Decisão

Senado ou Governo: Lula bate martelo sobre Simone Tebet nesta terça-feira

Ministra do Planejamento desponta como principal nome ao Senado por São Paulo

02/03/2026 17h15

Foto: Ricardo Stuckert / PR

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Com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cada vez mais próximo de assumir a candidatura ao Palácio dos Bandeirantes, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, desponta como principal nome ao Senado por São Paulo, movimento que deve ser definido em reunião decisiva junto ao presidente Lula nesta terça-feira (3).

O presidente convocou Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir o desenho do palanque que enfrentará Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo governo paulista em 2026. A definição envolve diretamente o futuro eleitoral de Tebet, ex-senadora por Mato Grosso do Sul.

A articulação ganhou força após jantar de Lula com Haddad e a esposa do ministro, Ana Estela, na quinta-feira (26), em Brasília, conforme revelou a Folha de S.Paulo. Segundo interlocutores, o tema eleitoral surgiu apenas no fim do encontro, quando o presidente perguntou quando Haddad retornaria à capital federal e sinalizou que chamaria Alckmin para uma conversa definitiva.

Aliados afirmam que Haddad está "a um passo" de aceitar disputar o governo de São Paulo. A pressão para que ele entre na corrida aumentou nas últimas semanas, em meio à deterioração do cenário político nacional e à queda na popularidade do presidente.

Números

Pesquisas recentes, incluindo levantamentos internos do governo, apontam crescimento do senador Flávio Bolsonaro em simulações de segundo turno presidencial. Sondagem do instituto Paraná Pesquisas divulgada nesta sexta-feira (27) indica empate técnico entre Lula (43,8%) e Flávio (44,4%), dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

Diante desse cenário, Lula intensificou movimentos para consolidar palanques em estados estratégicos, especialmente São Paulo, maior colégio eleitoral do país. Durante viagem recente à Ásia, o presidente levou três ministros considerados peças-chave na montagem da chapa paulista: Haddad (Fazenda), Marina Silva (Meio Ambiente) e Márcio França (Empreendedorismo).

Caso Haddad confirme a candidatura ao governo, o PT e aliados avaliam nomes para o Senado. Simone Tebet e Marina Silva aparecem como principais alternativas. Marina, inclusive, negocia a saída da Rede Sustentabilidade e um possível retorno ao PT.

No último mês, Tebet afirmou ao Correio do Estado que pretende conversar com Lula nos próximos dias para definir por qual estado e cargo disputará as eleições. "Estou resistindo ao máximo a disputar a eleição por São Paulo, porém será muito difícil negar caso o presidente realmente insista", declarou. Segundo ela, a preferência é disputar o Senado, e não o governo paulista.

Nos bastidores, Tebet tem reforçado que Haddad é o nome mais competitivo para enfrentar Tarcísio e defende que o ministro aceite a missão. "Hoje não tem como ficar fora da chapa. Não tem como dizer não ao presidente", afirmou.

Com isso, a reunião desta terça-feira deve selar o arranjo eleitoral em São Paulo e indicar os próximos passos da estratégia nacional de Lula para 2026, definindo o destino eleitoral de Simone no pleito eleitoral deste ano. 

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