Política

ELEIÇÕES 2024

Prefeito "mais louco do Brasil" é reeleito com 81,29% dos votos em Ivinhema

Juliano Ferro, do PSDB, irá cumprir segundo mandato na cidade; Concorrente teve 18,71% dos votos válidos

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Juliano Ferro (PSDB), que se autodenomina o "prefeito mais louco do Brasil", foi reeleito para mais um mandato em Ivinhema, com 81,29% dos votos válidos.

O candidato concorrente, Fábio do Canto (União Brasil), conquistou com 18,71% dos votos. Apenas os dois candidatos disputaram a eleição para prefeito na cidade.

Em números, Juliano Ferro teve 12.838 votos e Fábio do Canto teve 2.954 votos.

Nas redes sociais, onde tem mais de 760 mil seguidores, Juliano Ferro postou vários vídeos comemorando a vitória e agradeceu aos eleitores.

"Eu disse que o povo ia dar a resposta final nas urnas! O povo venceu mais uma vez", disse, na publicação.

Após o resultado, o prefeito reeleito saiu às ruas para comemorar com a população.  Com chapéu de cowboy e em cima de uma caminhonete com várias caixas de som, Juliano Ferro dançou  ao som do jingle de sua campanha e comemorou junto aos ivinhemenses que se reuniram para celebrar a vitória.

 

Polêmico

Juliano Ferro é também conhecido por ser alvo de diversas investigações e operações.

Na mais recente, ele foi alvo de investigação da Polícia Federal por suposta falsidade na declaração de seu patrimônio à Justiça Eleitoral. Na última quinta-feira (3), ele rompeu o silêncio e garantiu que já recorreu à Justiça para tentar desbloquear sua casa, que foi apreendida durante uma operação da PF para desmantelar uma quadrilha de traficantes.

Em junho deste ano, uma decisão liminar na 2ª Vara de Ivinhema proibiu Juliano Ferro de praticar atos de promoção pessoal e de ocupar ou permanecer em lugar de destaque em eventos custeados com recursos públicos no Município.

Em 2021, o prefeito foi alvo do Ministério Público por desrespeitar decreto que ele mesmo havia assinado proibindo aglomerações e foi flagrado participando de uma festa em uma fazenda.

Além disso, virou alvo de investigação por conta das seguidas rifas de veículos das quais participa e das quais diz ter tirado boa parte de seu atual patrimônio.

Em outra investigação, cujo teor está sob sigilo,  são apuradas "eventuais ilegalidades em processos de inexigibilidade de licitação para contratação de artistas pelo Município de Ivinhema nos anos de 2021, 2022, 2023 e 2024”. 

Em maio, sem citar uma ação específica, o prefeito atribiu as investigações contra ele "a pessoas do mal".

“Toda vez que você se tornar grande, pessoas fracas vão se levantar contra você. Pessoas do mal vão se levantar contra você, eles vão te atacar e isso faz parte do processo de crescimento…”, postou em vídeo no Instagram.

ELEIÇÕES 2026

Beto Pereira se filia ao Republicanos apadrinhado por Riedel, Azambuja e Pereira

O deputado federal está animado com o novo partido e expressou sua gratidão pela confiança recebida

27/03/2026 18h13

Beto Pereira mostra a ficha de filiação ladeado pelo presidente nacional do Republicanos, do governador Riedel e do ex-governador Azambuja

Beto Pereira mostra a ficha de filiação ladeado pelo presidente nacional do Republicanos, do governador Riedel e do ex-governador Azambuja Divulgação

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Na tarde desta sexta-feira (27), o deputado federal Beto Pereira anunciou a filiação ao Republicanos, que teria sido realizada na sede nacional do partido, em Brasília (DF). 

O ato contou com a presença do governador Eduardo Riedel (PP), do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e do presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira (SP).

Na ocasião, Beto também assumiu a presidência regional do Republicanos em Mato Grosso do Sul. Animado com o novo partido, o deputado expressou sua gratidão pela confiança recebida. 

"Obrigado, presidente. Nós estaremos fazendo o Republicanos cada vez mais forte no Mato Grosso do Sul. Não tenho dúvidas, este partido vai brilhar em Mato Grosso do Sul", almejou o parlamentar sul-mato-grossense.

O parlamentar faz planos para eleições de 2026 com Republicanos montando chapas competitivas nas disputas pela Câmara Federal e pela Assembleia Legislativa. 

"Será uma chapa que estará disputando a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa, com o projeto da reeleição do governador Eduardo Riedel e do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Senado. Importante o Republicanos estar nessa construção", reforçou Beto.

O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, confirmou que a filiação sela formalmente a aliança do partido com os principais líderes políticos de Mato Grosso do Sul. 

Ele anunciou que a legenda apoiará a reeleição de Eduardo Riedel ao governo estadual e a candidatura de Reinaldo Azambuja ao Senado. Marcos Pereira revelou ainda que o vice-governador Barbosinha também se filiará ao partido.

Ex-governador, Reinaldo Azambuja celebrou a ida de Beto Pereira ao Republicanos e destacou o peso do reforço para a política sul-mato-grossense. 

"Agradeço ao presidente Marcos Pereira e a todos os republicanos do Brasil. São todos parceiros e companheiros nossos. Feliz pelo fortalecimento e a ida de Beto Pereira. Tenho certeza que ele vai somar, multiplicar e contribuir para a política de Mato Grosso do Sul e do Brasil. Precisamos de pessoas que pensem para o Brasil e olhem para frente no desenvolvimento e nas pessoas", afirmou.

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Governo Federal

Simone sai, mas MS terá outro ministro

Mudanças no primeiro escalão por causa das eleições mantêm Mato Grosso do Sul com espaço na Esplanada dos Ministérios

27/03/2026 16h00

Imagem Divulgação

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Enquanto a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve deixar o governo federal para disputar o Senado, o Estado será representado pelo advogado Eloy Terena, que assume o Ministério dos Povos Indígenas.

A ministra Simone Tebet informou que deixará o cargo até 30 de março para disputar o Senado por São Paulo (SP), pelo partido PSB, após 29 anos de trajetória no MDB.

Em relação ao Ministério dos Povos Indígenas, a ministra Sonia Guajajara, em cumprimento ao prazo de desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral, também deixará o governo para tentar se tornar a primeira deputada federal indígena reeleita da história do Brasil.

Com isso, o Estado registra três nomes em pastas do governo federal, já que o Ministério das Mulheres foi comandado pela sul-mato-grossense Cida Gonçalves por dois anos e quatro meses.

Com a saída de Sonia, Eloy Terena assume o ministério em um momento de conquistas para os povos originários em Mato Grosso do Sul, como o acordo que encerrou o conflito fundiário Ñande Ru Marangatu, em Antônio João, colocando fim a quatro décadas de disputa, além do reconhecimento da anistia pós morte de Marçal de Souza, liderança Guarani-Kaiowá com reconhecimento internacional.

Imagem Divulgação

Perfil

Luiz Eloy Terena é indígena oriundo da aldeia Ipegue, no município de Aquidauana (MS). Bacharel em Ciências Jurídicas pela UCDB, é advogado indígena com atuação no Supremo Tribunal Federal (STF) e em organismos internacionais. Foi coordenador do Departamento Jurídico da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).

É mestre em Desenvolvimento Local (UCDB), doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional (UFRJ) e doutor em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da UFF. Possui pós-doutorado em Antropologia pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris, e realizou estágio de pesquisa na Brandon University, com foco em conflitos territoriais indígenas, por meio do Emerging Leaders in the Americas Program (Elap), do governo do Canadá.

Foi membro do Grupo de Trabalho “Direitos Indígenas: acesso à justiça e singularidades processuais”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e da Comissão de Assuntos Indígenas (CAI) da Associação Brasileira de Antropologia (2019–2020). Também integrou o Grupo de Trabalho Povos Indígenas e Tortura, da Organização Mundial de Combate à Tortura (OMCT), e a Comissão Especial para Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas do Conselho Federal da OAB (2012–2016).

Atualmente, é secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e professor na Escola de Direito da PUC-PR, no Programa de Pós-Graduação em Direito Socioambiental.

Recebeu menção honrosa na edição de 2020 do Prêmio de Excelência Acadêmica da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Ciências Sociais, por sua tese de doutorado “Vukápanavo – O despertar do povo Terena para seus direitos: movimento indígena e confronto político”.

Também foi agraciado com o título de Grande Oficial da Ordem de Rio Branco, por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Ciência Jurídica pela Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
 

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