Partido Liberal realiza a filiação de cinco deputados estaduais, enquanto o "braço direito" de Eduardo Riedel pretende voltar a ser companheiro de sigla do governador
Distante exatamente 188 dias para o primeiro turno da popular "festa da democracia", os parlamentares que miram uma candidatura nas eleições gerais de 2026 já começaram o que pode ser chamado de "dança das cadeiras", com políticos principalmente ligados à direita alternando entre os partidos desse espectro.
Para esta segunda-feira (30), por exemplo, está marcado o ato de filiação de pelo menos cinco parlamentares sul-mato-grossenses ao Partido Liberal (PL), às 17h, na sede localizada na rua Dr. Zerbini, 586, sigla essa que é presidida regionalmente em Mato Grosso do Sul pelo ex-governador, Reinaldo Azambuja.
Partido presidido por Valdemar Costa Neto e fortemente ligado ao ex-presidente condenado, Jair Bolsonaro, o PL em Mato Grosso do Sul aguarda a filiação de pelo menos cinco figuras da política local.
Entre eles aparece o nome do deputado estadual Zé Teixeira, que deixa o Partido Social Democracia Brasileira (PSDB) após o período de apenas um mandato, já que ingressou na sigla tucana em 2022.
Ex-integrante do Democratas, Zé Teixeira deixou a sigla após fusão feita com o Partido Social Liberal (PSL), para formar o União Brasil.
Em nota, o próprio deputado frisa que a atual mudança para o PL vai justamente no sentido de manter-se nas diretrizes da direita sul-mato-grossense.
"Marca a consolidação de um posicionamento que o parlamentar já vinha sinalizando: o distanciamento definitivo de qualquer partido alinhado com pautas de esquerda e o fortalecimento de um bloco de direita robusto no Estado", cita.
Além dele, devem oficializar a filiação nesta segunda-feira (30) os seguintes políticos locais:
- Márcio Fernandes (deputado estadual pelo MDB)
- Lucas de Lima (deputado estadual sem partido)
- Mara Caseiro (deputada estadual pelo PSDB)
- Paulo Corrêa (deputado estadual pelo PSDB)
Dança das cadeiras
Destaca-se ainda que, essas trocas entre partidos não se limitam aos nomes que já possuem algum cargo parlamentar, já que o "braço direito" de Eduardo Riedel (do Partido Progressistas), o atual secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck também deve filiar-se ao PP.
Durante evento realizado na manhã de hoje (30), no auditório da Governadoria, em Campo Grande, para apresentação do desenvolvimento produtivo e política de benefícios fiscais para as atividades econômicas, Verruck afirmou que está de saída do Partido Social Democracia (PSD).
Conforme o titular da Semadesc, a data de 31 de março marca seu último dia no cargo, com a saída do PSD e filiação ao PP marcada para acontecer às 17h.
Também vale lembrar, como já abordado anteriormente pelo Correio do Estado, que o ex-candidato a governador Beto Pereira também já fez sua dança das cadeiras, ingressando no partido Republicanos após também deixar o ninho tucano.
No meio dessas idas e vindas, ventilou-se inclusive uma saída da senadora Soraya Thronicke do partido Podemos, o que por sua vez já caiu por terra, com a parlamentar sul-mato-grossense indicando a intenção de mais uma vez concorrer a uma cadeira no Senado Federal.
Nome anteriormente ligado também ao bolsonarismo, a senadora que chegou a pertencer ao União Brassil voltou-se contra o ex-presidente Jair Bolsonaro principalmente durante a pandemia de Covid-19. Agora, Soraya já obteve inclusive o aval do presidente Lula quanto a sua pré-candidatura.
Eleições 2026
Neste ano, cabe lembrar, o brasileiro retorna às urnas eletrônicas (que inclusive completam 30 anos de história em 2026) para escolha de representantes dos seguintes cargos:
- Deputado federal,
- Deputado estadual,
- Dois senadores,
- Governador e
- Presidente da República
Considerada a "festa da democracia", as eleições gerais de 2026 estão marcadas para acontecerem comumente no primeiro domingo de outubro (04), com a possibilidade de segundo turno agendada para o dia 25 do mês em questão, com cerca de três semanas corridas entre uma data e outra.
Mais de 155 milhões de brasileiros devem ir às urnas neste ano, com Mato Grosso do Sul tendo um total de 1.968.065 de pessoas classificadas como "eleitorado apto", conforme painel elaborado pela Justiça Eleitoral.
Neste 2026 a urna eletrônica completa 30 anos desde sua adoção, o que é considerado uma "maturidade e plenitude" do sistema eleitoral brasileiro. Com sua estreia datando das eleições municipais de 1996, a população sentiu com o passar dos anos a maior celeridade na própria apuração dos votos.
Em outras palavras, o processo que antes levava dias, foi reduzido para apenas algumas horas de apuração, que transformou-se em sinônimo de eficiência, segurança e sigilo na hora de escolher um representante.
Dos cargos em disputa neste ano eleitoral, cabe lembrar que, enquanto deputados são eleitos por um sistema proporcional, os senadores, governadores e presidente são escolhidos em eleições majoritárias.
**(Colaboraram Naiara Camargo e Daniel Pedra)
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