Política

SENADO

Projeto que regulamenta o fundo eleitoral é aprovado com alterações

Valores do fundo serão definidos pela Comissão Mista de Orçamento

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O Senado aprovou hoje (17) o dispositivo legal que regulamenta o uso do fundo eleitoral para financiamento de campanha dos candidatos a prefeito e vereador nas eleições municipais de 2020. O texto aprovado estabelece que os valores do fundo serão definidos pela Comissão Mista de Orçamento (CMO), composta por deputados e senadores.

O projeto original, aprovado na Câmara, trazia uma série de alterações polêmicas na utilização dos recursos do fundo, mas essas mudanças foram vetadas pelo relator Weverton Rocha (PDT-MA) após ouvir críticas e manifestações contrárias ao texto vindas de senadores de diversos partidos. Agora, a proposta volta à Câmara dos Deputados, já que a versão aprovada no Senado é diferente da que veio da Câmara.

No Plenário, a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB), comemorou o resultado e disse que o Senado estava usando de sua prerrogativa de “retirar qualquer possível excesso que venha da Câmara”.

"Mostramos que estamos aqui para servir ao povo, não para nos servir. Espero que eles aprendam a lição, nós somos uma casa revisora, não uma casa carimbadora", disse a senadora sul-mato-grossense. 

Reviravota

A aprovação do projeto de lei (PL) em plenário só se confirmou após uma reviravolta. No início da tarde de hoje, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmava que um acordo levaria o tema a ser discutido na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) amanhã (18) para, em seguida, ser votado em plenário. No entanto, na reunião de líderes partidários, ficou definido que todo o projeto seria vetado ainda hoje, com exceção do trecho que autoriza o financiamento público de campanha. Assim, uma sessão extraordinária na CCJ, no meio da tarde, votou o novo relatório do pedetista e o encaminhou ao plenário.

Minutos antes da sessão na CCJ, Weverton Rocha afirmou que havia consenso entre os parlamentares em manter apenas o financiamento público com os mesmos valores da eleição passada: “A gente vai rejeitar tudo. Vai ficar apenas o artigo do fundo eleitoral. A instituição do fundo de financiamento eleitoral, com valores a serem definidos na Comissão de Orçamento. Os parlamentares defendem o valor da eleição passada”. O valor do fundo eleitoral em 2018 foi de R$ 1,8 bilhão.

Os parlamentares tem pressa em fixar o fundo eleitoral, especificamente, porque é preciso que o presidente da República sancione a regulamentação até o dia 3 de outubro, um ano antes das eleições municipais de 2020. Caso isso não ocorra, os candidatos em 2020 não poderão usar o fundo eleitoral para financiar suas campanhas.

De volta à Câmara, os deputados terão que decidir entre aprovar a regulamentação do fundo eleitoral como saiu do Senado ou retomar todos os artigos rejeitados, sem exceção. Como Weverton decidiu por um substitutivo, rejeitando todas as emendas propostas na lei de forma aglutinativa, em vez de rejeitar emenda por emenda, os deputados ficaram com pouca margem de alteração no projeto. Eles não poderão, por exemplo, reinserir apenas um trecho específico.

Política

Beto Pereira reassume presidência estadual do PSDB

"Partido tem uma história gigantesca", destacou o deputado que será oficializado nesta semana

09/02/2026 17h00

Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Em meio aos burburinhos sobre sua ida ao Republicanos, o deputado federal Beto Pereira será oficializado como o presidente estadual do PSDB, posto anteriormente ocupado por Reinaldo Azambuja, que seguiu rumo ao PL. 

Reconduzido extraoficialmente à presidência do diretório estadual da sigla em dezembro de 2025, o deputado destacou em entrevista ao programa “Capital Meio Dia”, da rádio Capital FM, a importância do legado do partido tucano dentro do Estado.  

Segundo ele, o ninho tucano segue relevante, visto que elegeu os dois últimos governadores - Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP).

“É um desafio muito grande. O PSDB é um partido com história gigantesca, uma legenda com representatividade por todo Mato Grosso do Sul. Neste período pré-eleitoral, é importante consolidar e fortalecer as chapas estadual e federal para que possamos continuar tendo protagonismo”, afirmou Beto.

Atualmente o partido conta com a maior bancada de vereadores nas câmaras municipais e 20 dos 79 prefeitos do estado, lançou um novo diretório municipal de Campo Grande, com Jonas de Paula como presidente e Almir Cantero como vice-presidente.

Beto reafirmou o compromisso de apoio do partido às candidaturas de Riedel, que buscará a reeleição e de Azambuja, pré-candidato ao Senado. Para Beto, a unidade é fundamental para garantir a força do PSDB nas próximas eleições.

Serviço

Nesta quarta-feira (11), o diretório promoverá um encontro na sede do partido, em Campo Grande, reunindo militantes e simpatizantes para discutir estratégias e fortalecer a legenda. O encontro acontece a partir das 17h45. 

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ELEIÇÕES 2026

Simone Tebet está cada vez mais perto de São Paulo e de trocar MDB pelo PSB

No entanto, a ministra do Planejamento e Orçamento do presidente Lula ainda não trocou o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul

09/02/2026 08h20

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, deve disputar as eleições por São Paulo Valter Campanato/Agência Brasil

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Nos últimos dias, a ex-senadora por Mato Grosso do Sul e atual ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, ficou mais perto de São Paulo do que do seu estado de origem para a disputa eleitoral deste ano, seja para o Senado, seja para governadora – neste caso, somente no território paulista há essa possibilidade.

Conforme apurado pelo Correio do Estado, a dúvida não é mais se ela vai para São Paulo para concorrer no pleito do próximo mês de outubro, mas quando a ex-prefeita de Três Lagoas fará o anúncio oficial, porém, tudo caminha para ser logo depois do Carnaval, pois Tebet tem uma conversa marcada com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para bater o martelo.

Aos mais próximos, de acordo com informações obtidas pela reportagem, Simone tem falado que aguardará a conversa final com o presidente Lula para definir seu futuro político e que tudo que tem sido publicado até o momento sobre a situação dela são informações de pessoas defendendo os próprios interesses.

Além disso, o Correio do Estado apurou que, pelo menos até ontem, a ministra do Planejamento e Orçamento do governo de Lula mantém o domicílio eleitoral em Mato Grosso do Sul e continua filiada ao MDB, conforme consta na sua certidão de filiação partidária, disponibilizada no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – há também uma grande probabilidade de a ex-senadora deixar o atual partido, no qual está há 27 anos, para se filiar ao PSB, caso migre para São Paulo.

No entanto, com a resistência do ministro do Fazenda, Fernando Haddad (PT) de disputar as eleições gerais deste ano e o fato de o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), ter indicado a aliados que não deseja disputar cargo eletivo por São Paulo, estado que governou por quatro mandatos, caso seja descartado da chapa à reeleição do presidente Lula, está fazendo com que a pressão seja para que Tebet aceite o desafio.

PROJETO POLÍTICO

A ideia de lançar Simone ao governo paulista surge da dificuldade histórica do PT no estado e da necessidade de Lula de ter um palanque forte em São Paulo, capaz de levar a disputa contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao segundo turno.

O contexto político e o histórico eleitoral mostram que não será tarefa fácil, pois o PT nunca venceu em São Paulo e só chegou ao 2º turno duas vezes – em 2002, com José Genoino, e em 2022, com Haddad.

E, como a ministra do Planejamento e Orçamento já sinalizou que aceita transferir o domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo e disputar o Palácio dos Bandeirantes, cabe somente ao presidente Lula dar o sinal verde para que essa especulação se transforme em realidade.

Entretanto, há setores do PT que seguem trabalhando para que Haddad recue da decisão de não concorrer nas eleições deste ano e seja candidato a governador, tendo Tebet na chapa majoritária como candidata ao Senado.

A meta do PT neste ano é de, pelo menos, repetir o desempenho que Haddad teve em 2022, quando somou 35,7% dos votos no primeiro turno e 44,73% no segundo.

A direita, por sua vez, aposta que Tarcísio pode liquidar a disputa ainda no primeiro turno, cenário que seria prejudicial aos petistas, pois deixaria o governador livre para apoiar um candidato contra Lula no segundo turno.

Por isso, o objetivo central não é vencer, mas impedir que a oposição abra larga vantagem.

Pesquisas internas encomendadas por aliados de Tebet indicam que a ministra sul-mato-grossense pode ser um fator surpresa na disputa paulista, dificultando a reeleição de Tarcísio, principalmente por seu perfil mais ao centro e pelo ineditismo de uma mulher no comando do maior estado do Brasil.

Aliados de Tarcísio avaliam que Simone seria uma adversária mais difícil de enfrentar do que Haddad ou o vice-presidente Geraldo Alckmin. No PT paulista, a candidatura de Tebet não encontra resistência, mas a preferência segue sendo Haddad.

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