Política

DIREITA

PSD de Kassab vira o maior de SP, PT sofre derrotas, e siglas de Tarcísio e Bolsonaro crescem

Depois de eleger 67 prefeitos nos 645 municípios paulistas nas eleições de 2020, o PSD avançou para 195 neste domingo

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O PSD de Gilberto Kassab foi o principal vencedor entre os partidos nas eleições em São Paulo neste domingo (6), confirmando o protagonismo que a legenda exerce desde que seu presidente passou a ser secretário de Governo da gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

A sigla do governador, assim como o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro, também cresceram bastante no estado, em contraposição ao cenário enfrentado pelo PSDB, hegemônico em São Paulo até a eleição passada, e pelo PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Do ponto de vista de posição no espectro político, os partidos de centro cresceram no estado, e vão comandar 340 prefeituras, contra 191 em 2020. Por outro lado, a direita caiu de 411 para 243, e a esquerda, de 43 para 15.

Os dados não incluem os 18 municípios nos quais haverá segundo turno -incluindo a capital- nem cidades nas quais o resultado ainda está sob judice.

Depois de eleger 67 prefeitos nos 645 municípios paulistas nas eleições de 2020, o PSD avançou para 195 neste domingo, num pleito que confirmou as mudanças das peças no tabuleiro político. Tucanos e petistas, que se enfrentaram diretamente nas eleições presidenciais entre 1994 e 2014, agora estão longe de ver destaque semelhante nas eleições municipais em São Paulo.

O resultado do PSD, fundado por Kassab há 13 anos, foi impulsionado pela quantidade de prefeituras que passou a ter nos últimos anos e ao total de candidatos lançados no estado: 408, ante os 291 do segundo colocado, o PL de Jair Bolsonaro.

O PSDB, que elegeu 180 governantes em São Paulo em 2020, agora conquistou somente 21 prefeituras, em um universo de 68 candidaturas. Atualmente, exercem cargo pelo partido menos de 30 prefeitos, o que significa que o cenário inicial para 2025 é ainda mais crítico para a legenda.

A queda vertiginosa se explica porque, há quatro anos, o partido ainda dominava o governo estadual com João Doria, o que já ocorria desde a primeira vitória de Mário Covas (1930-2001), em 1994. A derrota de Rodrigo Garcia em 2022, porém, esfacelou o partido no interior do estado e prefeitos migraram para outras siglas.

A debandada se deu principalmente em direção ao PSD de Kassab, principal articulador político de Tarcísio, e em pequenos municípios, mais dependentes de recursos estaduais e federais. No ano passado, já eram 329 prefeitos, ou mais da metade dos municípios paulistas, filiados à sigla.

CRESCIMENTO DO PL

Além do PSD, também cresceram de forma robusta PL e Republicanos. Dos 42 eleitos há quatro anos no PL, agora foram 100, enquanto na sigla do governador paulista o total de eleitos subiu de 23 para 79.

Na Grande São Paulo, dos 39 municípios da região, o PL conquistou 8 e vai disputar o segundo turno em Guarulhos, o mais populoso com exceção da capital, resultado que mostra que a força eleitoral do ex-presidente, inelegível até 2030, permanece alta em um dos colégios eleitorais mais importantes do país em termos econômicos e populacionais. O PSD venceu cinco prefeituras e o Republicanos saiu vencedor em três. O Podemos governará seis municípios na região.

A maior cidade que o partido poderá governar a partir de 2025 em São Paulo é Ribeirão Preto (a 313 km da capital), mas para isso o deputado federal Ricardo Silva precisa derrotar no segundo turno o empresário Marco Aurélio Martins (Novo). Ricardo obteve neste domingo 48,44% dos votos válidos, ante os 24,94% de Marco Aurélio.

Outra grande cidade do interior em que o partido está no segundo turno é São José dos Campos, com o prefeito Anderson Farias, que busca a reeleição contra o ex-aliado Eduardo Cury (PL). Neste domingo, obtiveram 39,66% e 25,96% dos votos válidos, respectivamente.

ENCOLHIMENTO DO PT

Já o PT de Lula, que em 2020 elegeu somente quatro prefeitos (Araraquara, Matão, Diadema e Mauá), neste ano obteve apenas três vitórias neste domingo --tem chance de evoluir no segundo turno, mas de forma tímida.

Não conseguiu manter Araraquara (a 273 km de São Paulo), onde o prefeito Edinho Silva tentou eleger sua sucessora, a ex-secretária da Saúde Eliana Honain, e ficou fora do segundo turno em cidades importantes, como Ribeirão, São José e Santos.

Na Grande São Paulo, o PT corre o risco de ser varrido da região que foi seu berço político. A sigla atualmente governa Mauá e Diadema, mas não elegeu nenhum candidato no primeiro turno e vai disputar o segundo nessas mesmas duas cidades, contra candidatos do União Brasil e do MDB, respectivamente.

O MDB elegeu 63 prefeitos, seguido pelo PP, com 47 e o União Brasil, com 33.

INFORMAÇÕES DA FOLHAPRESS

Eleições 2026

Eleição deve ser decidida no 1º turno

A 12 dias da eleição para governador, pesquisa mostra Eduardo Riedel com 64,15% e Fábio Trad com 18,70% dos votos válidos

22/09/2026 07h45

Marcelo Victor

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A 12 dias do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, o governador Eduardo Riedel (PP) aparece com 64,15% dos votos válidos na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e seria reeleito sem necessidade de segundo turno, aponta a nova rodada da pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisas Resultado (IPR) e Correio do Estado.

Ainda nesse recorte, que exclui eleitores indecisos e aqueles que declararam voto branco ou nulo, o ex-deputado federal Fábio Trad (PT) tem 18,70%, portanto, Riedel está acima dos 50% necessários para eliminar do pleito a realização de um segundo turno. Pelas regras eleitorais, só há segundo turno para governador quando nenhum candidato alcança maioria absoluta dos votos válidos. 

A conversão para votos válidos considera 583 das 784 entrevistas realizadas pelo instituto. Foram retiradas da conta as 143 respostas de indecisos e as 58 respostas de branco ou nulo, que juntas representam 25,64% da amostra. No resultado original da pesquisa estimulada, Riedel tem 47,70% das intenções de voto e Fábio Trad, 13,90%. 

Depois dos dois primeiros, aparecem o ex-senador Delcídio do Amaral (PRD), com 6,86% dos votos válidos, o deputado estadual João Henrique Catan (Novo), com 3,43%, e Lucien Rezende (Psol), com 3,09%. O indígena Daniel Lemes (PCO) e o Economista Renato Gomes (DC) têm 1,37% cada, enquanto o jornalista Jeferson Bezerra (Agir) registra 1,03%.

No resultado sobre o total de entrevistados, antes da exclusão dos indecisos, brancos e nulos, Delcídio soma 5,10%, Catan aparece com 2,55% e Lucien tem 2,30%. Daniel Lemes e Renato Gomes registram 1,02% cada, e Jeferson Bezerra, 0,77%.

A distância entre Riedel e Fábio Trad no cálculo dos votos válidos é de 45,45 pontos porcentuais. O recorte, porém, representa uma conversão matemática das respostas da pesquisa e não uma projeção do resultado das urnas.

Na comparação com a rodada de agosto, considerando os porcentuais sobre o total da amostra, Riedel passou de 44,77% para 47,70%, uma variação de 2,93 pontos porcentuais. Fábio Trad oscilou de 13,78% para 13,90%. Catan passou de 4,85% para 2,55%. 

ESPONTÂNEA

O domínio de Riedel também aparece quando são calculados os votos válidos da pesquisa espontânea, modalidade em que o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos.

Fonte: IPR/Correio do Estado 

Nesse cenário, foram contabilizadas 224 respostas válidas entre os 784 entrevistados. Riedel concentra 77,68% dos votos válidos, seguido por Fábio Trad, com 12,95%, e Catan, com 4,02%.

Delcídio aparece com 1,79%, Renato Gomes com 1,34% e Lucien Rezende com 0,89%. Reinaldo Azambuja, Jeferson Bezerra e Tiago Botelho ficam com 0,45% cada.

A diferença entre o número de votos válidos e o total da amostra é explicada principalmente pelo elevado número de eleitores que ainda não citaram espontaneamente um candidato. Na pesquisa original, 69,64% se declararam indecisos e 1,79% responderam branco ou nulo. Riedel foi citado espontaneamente por 22,19% do total de entrevistados e Fábio Trad, por 3,70%.

REJEIÇÃO

A pesquisa também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para governador. Fábio Trad é citado por 15,18%, seguido por Delcídio do Amaral, com 7,27%, e Eduardo Riedel, com 5,61%. 

João Henrique Catan aparece com 1,66%. Jeferson Bezerra e Lucien Rezende têm 1,28% cada, Daniel Lemes registra 0,64% e Renato Gomes, 0,38%.

Ao mesmo tempo, 50,13% afirmaram não rejeitar nenhum candidato. Outros 9,44% disseram rejeitar todos, 4,97% não souberam responder e 2,17% optaram por branco ou nulo.

DADOS

O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 19 de setembro de 2026 e ouviu 784 eleitores com 16 anos ou mais em Mato Grosso do Sul. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. 

A pesquisa IPR/Correio do Estado está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026.

O primeiro turno das eleições deste ano será realizado no dia 4 de outubro, enquanto um eventual segundo turno para governador está previsto para o dia 25 de outubro.

ANÁLISE

Para o diretor do IPR, Aruaque Fressato Barbosa, a sequência de pesquisas mostra que Eduardo Riedel chega aos últimos dias de campanha mantendo praticamente o mesmo patamar registrado no início do ano, enquanto os adversários não conseguiram avançar de forma consistente.

“Riedel chega à reta final com um eleitorado bastante estável. Nas cinco pesquisas, as oscilações ficaram dentro da margem de erro e, agora, ele volta praticamente ao mesmo porcentual registrado no começo da série”, afirmou Aruaque Barbosa.

IPR/Correio do Estado

Em MS, Flávio Bolsonaro tem 40,82% e Lula, 31,63%, indica pesquisa

Distância entre candidato do PL e petista é a menor do ano na série de levantamentos em Mato Grosso do Sul

21/09/2026 21h13

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

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Nova rodada da pesquisa IPR/Correio do Estado mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se mantém na liderança da disputa para a presidência dentro do território sul-mato-grossense, com 40,82% das intenções de voto. Na segunda posição em Mato Grosso do Sul aparece o presidente da República, candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 31,63% das intenções de voto. 

No comparativo com a pesquisa anterior, tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro melhoraram o desempenho. Na rodada do mês de agosto, Flávio Bolsonaro aparecia com 39,29% das intenções de voto, enquanto Lula tinha 29,72%.

A distância entre os dois é a menor da série que começou no mês de março. No primeiro levantamento, a diferença era de 14,29 pontos porcentuais. Em agosto, a distância caiu para 9,57 pontos porcentuais e agora é de 9,19 pontos porcentuais.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 19 de setembro, com 784 entrevistas, e registrada sob os números BR-05239/2026 e MS-06794/2026. As entrevistas foram feitas em 17 municípios de Mato Grosso do Sul. 

No levantamento, Augusto Cury (Avante) aparece com 3,95%; Ronaldo Caiado (PSD) tem 3,57% das intenções; Renan Santos (Missão), 2,55%; Romeu Zema (Novo), 0,64%; Wilson Grassi (Democrata), 0,51%; Cariana Barão (DC), 0,38%; Rui Costa Pimenta (PCO), 0,26%; Samara (UP), 0,26%; Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU) e Leonardo Avalanche (PRTB) não pontuaram. 
Brancos e nulos são 3,83% e indecisos somam 11,61%. 

Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro

Espontânea

Na pesquisa espontânea, a maioria está indecisa, 42,73%. Flávio Bolsonaro tem 27,93% das menções espontâneas, enquanto Lula tem 23,98%. Cury (1,66%), Renan Santos (1,15%), Ronaldo Caiado (0,51%), Zema (0,38) e Samara (0,13%) completam a lista. Os brancos e nulos são 1,54% nesta modalidade. 

Rejeição

O mais rejeitado é o presidente Lula, com 41,58% das menções. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 31,51%. Os que não rejeitam ninguém somam 14,92% dos entrevistados e os que rejeitam todos, 5,87%. Todos os outros candidatos pontuaram com menos de 1% no quesito rejeição, sendo indecisos 2,93% e brancos e nulos, 1,28%.

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