Política

ELEIÇÕES 2024

PT de Campo Grande marca convenção para 27 de julho e convida Zeca para ser vice

A deputada federal Camila Jara será confirmada como a candidata do partido a prefeita da Capital

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O presidente municipal do PT em Campo Grande, Agamenon Rodrigues, confirmou, agora à noite, que o partido marcou para o próximo dia 27 de julho a data da convenção da legenda para confirmar a candidatura da deputada federal Camila Jara a prefeita da Capital.
 
“Nós acabamos de ter uma reunião da nossa coordenação da campanha da deputada Camila Jara aqui em Campo Grande. Nós definimos aqui uma data para dia 27 de julho para fazermos a nossa convenção”, declarou.
 
Ele informou que participaram da reunião todas as lideranças do PT, inclusive o ex-governador Zeca, atual deputado estadual pelo partido.  “Vamos intensificar a questão do debate de programa e das reuniões da nossa chapa de vereadores”, informou.
 
Agamenon do Prado revelou ao Correio do Estado que, durante a reunião, Camila Jara fez o convite ao ex-governador para que ele seja o vice-prefeito na chapa encabeçada por ela.
 
“O Zeca não titubeou e demonstrou disposição de ser candidato a vice na chapa da Camila. Ele vai conversar com algumas pessoas, mas ele está com a disposição de ser o nosso vice”, revelou o presidente municipal do PT.
 
O dirigente completou que o deputado estadual tem insistido que é inadmissível uma capital ainda ter seis mil crianças fora de escola. “Ele quer voltar a intensificar a construção de casas populares aqui em Campo Grande com o advento de várias favelas criadas na cidade”, ressaltou.
 
Agamenon do Prado também acrescentou que Zeca do PT pretende conversar com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para ter aqui um programa de construção de casas populares muito robusto em Campo Grande.
 
“Nós estamos muito animados com essa disposição do ex-governador Zeca do PT e nós vamos colocar o nosso bloco na rua. Ele está convicto que nós temos condições de estar no segundo turno para fazer um grande debate da Campo Grande que temos e da Campo Grande que queremos”, pontuou.
 
O Correio do Estado procurou o ex-governador Zeca do PT para ouvir a opinião dele sobre o convite feito por Camila Jara. “Me fizeram essa ponderação na reunião da coordenação da campanha. Eu fiquei de analisar, de conversar com Dona Gilda (ex-primeira-dama do Estado)”, declarou.
 
Para ele, o nome do deputado federal Vander Loubet (PT-MS) também é um dos cotados. “Talvez melhor que o meu, como o do deputado estadual Pedro Kemp, que seria o ideal”, argumentou.
 
Zeca relatou que não pode se furtar dessa responsabilidade na eventualidade de ser necessária sua candidatura. “Me coloquei à disposição do PT. Nunca me omiti e não vou me omitir agora. Falei para o PT que tem que pensar direitinho em que eu ajudaria para ver se sou a melhor alternativa”, finalizou.

Política

Bolsonaro diz que evita passar perto de embaixadas para não ser acusado de tentar fugir

Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

02/04/2025 21h00

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília.

Ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Tânia Rêgo, Agência Brasil

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse na manhã desta quarta-feira, 2, que considera a possibilidade de ser preso preventivamente. Em entrevista à emissora de rádio AuriVerde Brasil, ele diz que o País vive uma "completa insegurança jurídica".

Bolsonaro falou sobre um pedido de prisão preventiva feita por vereadora do PT e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes solicitou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, analisasse o caso. O Ministério Público emitiu parecer contrário à prisão nesta quarta-feira, 2.

Os autores do pedido de prisão enviado ao STF são a vereadora do Recife Liana Cristina (PT) e Victor Fialho Pedrosa, servidor do gabinete dela. Os dois argumentam que Bolsonaro cometeu os crimes de obstrução de justiça, organização criminosa e incitação ao crime ao convocar apoiadores para a manifestação realizada na Praia de Copacabana no último dia 16. O pedido de análise da PGR é uma praxe da Corte.

Durante a entrevista, Bolsonaro, se defendeu e afirmou que não está provocando nada contra si mesmo: "Até já avisei quem trabalha comigo, dirigindo meu carro, para nem passar perto de embaixadas. Alguns me criticaram lá atrás, achando que eu ia fugir para a Embaixada da Hungria".

Perguntado sobre se acredita que existe a possibilidade de que ele seja preso em decorrência do pedido enviado à Suprema Corte, o ex-presidente confirmou. "Existe. Nós vivemos uma completa insegurança jurídica", afirmou, mencionando ter recebido cartas de pessoas presas pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, que chama de "presos políticos", para ilustrar o suposto risco jurídico. Ele reforçou não ter incentivado os ataques à Praça dos Três Poderes.

Em decisão do STF da semana passada, o ex-presidente e sete de seus aliados próximos se tornaram réus no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Eles vão responder por cinco crimes, que incluem organização criminosa armada e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

 

Política

Daniel Júnior derrota candidato a reeleição e é novo presidente da União dos Vereadores

Disputa passou por polêmicas com denúncias envolvendo o candidato que estava a frente do comando há 12 anos e buscava a reeleição

02/04/2025 18h33

Daniel Júnior é o novo presidente da União da Câmara dos Vereadores

Daniel Júnior é o novo presidente da União da Câmara dos Vereadores Foto: Divulgação

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O vereador de Dourados, Daniel Júnior (PP), foi eleito o novo presidente da União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul (UCVMS). O vereador Junior Coringa, do MDB de Campo Grande, é o vice.

Daniel Júnior derrotou o atual presidente Jeovane Vieira dos Santos, de Jateí, que buscava a reeleição após 12 anos a frente da UCVMS.

A eleição foi nesta quarta-feira (2) e o resultado foi divulgado no início da noite. Participaram da eleição vereadores de 31 das 79 Câmaras Municipais do Estado

O Correio do Estado tentou contato com o presidente eleito, mas ele não pôde atender até a publicação desta reportagem.

O pleito foi marcado por algumas polêmicas e Daniel tinha o apoio de diversos políticos do Estado, incluindo do ninho tucano, que declarou apoio a ele e não ao rival, que era do partido.

Conforme reportagem do Correio do Estado, os três maiores partidos de Mato Grosso do Sul – comandados pela senadora Tereza Cristina (PP), pelo ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e pelo ex-governador André Puccinelli (MDB) – uniram forças para tentar derrotar Santos.

Isto porque o atual presidente da UCVMS está à frente da entidade há mais de 10 anos e, caso fosse reeleito, poderia completar 16 anos no comando.

Ainda do lado de Daniel Junior estavam o governador Eduardo Riedel (PSDB) e o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), o deputado estadual Gerson Claro (PP).

Polêmicas

Além de buscar a renovação no comando da UCVMS, a força-tarefa política também buscava pôr fim ao mandato do atual presidente, que virou réu na 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos por possíveis irregularidades na prestação de contas da entidade relativa a 2021 e também é condenado a mais de 15 anos de prisão pela 1ª Vara Federal de Naviraí pelo crime de peculato.

Na ação em que ele é réu, o juiz Ariovaldo Nantes Corrêa aceitou uma denúncia feita pelo promotor de Justiça Gevair Ferreira Lima Júnior pedindo o ressarcimento aos cofres da UCVMS do valor de 
R$ 164.164,81, que deverá ser corrigido até a sentença final pelos índices oficiais e devidamente atualizado.

Já com relação à condenação Santos pegou uma pena de 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão pelo crime de peculato, conforme a sentença do juiz Hugo Daniel Lazarini, da 1ª Vara Federal de Naviraí.

Isso porque ele era agente de saúde da antiga Sucam e foi cedido pelo Ministério da Saúde para a Secretaria Municipal de Saúde de Jateí.

Só que Santos recebeu os salários por três anos, entre janeiro de 2013 e dezembro de 2015, mesmo se dedicando à UCVMS para representar os vereadores, falsificando, assim, a folha de frequência para continuar recebendo os proventos.

Mesmo com a denúncia e condenações, ele manobrou para tentar mais uma reeleição no pleito desta quarta-feira, o que acabou não acontecendo.

Dentre as artimanhas utilizadas, o vereador de Jateí vetou o retorno da Câmara Municipal de Campo Grande ao quadro de entidades associadas, mas recuou após o presidente da Casa da Capital entrar com ação na Justiça.

Ainda assim, ele sustentou que o regimento interno da entidade só permite direito a voto vereadores que têm mais de seis meses de filiação, o que limitou o número de parlamentares votantes, além de alterar o regimento interno para permitir que ex-vereadores também tivessem direito ao voto.

Além disso, filiou 140 ex-parlamentares para que pudessem votar nele para presidente.

As manobras não deram resultado e o candidato foi derrotado.

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