O ex-governador André Puccinelli (MDB) afirmou neste sábado (1) que o partido deve ficar sem indicar um nome para a suplência ao Senado na chapa majoritária das eleições de 2026. A declaração foi dada durante a convenção estadual da sigla, encerrando as especulações sobre uma possível composição do partido à vaga.
Questionado sobre as negociações envolvendo a suplência, Puccinelli reconheceu que havia conversas em andamento, mas indicou que elas não avançaram.
“Eu acho que não vai ter”, respondeu o ex-governador ao ser perguntado se o partido apresentaria algum nome para a vaga.
Antes disso, Puccinelli havia afirmado que ainda não sabia qual seria a definição do partido e atribuiu a condução das conversas ao presidente estadual do MDB, Waldemir Moka.
Apesar da falta de espaço, o ex-governador defendeu que o tamanho e a história da legenda seriam suficientes para garantir participação nas suplências.
“Não só deveria ter, como poderia ou poderá ter, porque o tamanho do MDB seria mais do que suficiente para indicar a primeira, a segunda e, se tivesse, até a terceira”, declarou.
O nome do ex-ministro Carlos Marun chegou a ser citado como uma das possibilidades, mas Puccinelli afirmou que qualquer escolha dependeria de uma reunião da Executiva estadual.
Com a chapa ao Senado ocupada pelos aliados, o MDB concentrará seus esforços em outros pontos das eleições. Conforme Puccinelli, o partido possui chapa completa para deputado federal, enquanto a disputa pela Assembleia Legislativa conta inicialmente com 19 nomes.
A legenda ainda poderá preencher seis vagas remanescentes para deputado estadual dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral.
“Nós vamos lavrar na ata que as vagas remanescentes poderão ser preenchidas de conformidade com a lei. Chapa completa para federal e 19 nomes para estadual, havendo possibilidade de as seis vagas remanescentes ainda serem preenchidas”, afirmou.
Puccinelli também demonstrou confiança na eleição do grupo governista. Para o ex-governador, há grande possibilidade de a disputa pelo Governo do Estado ser resolvida ainda no primeiro turno, embora tenha ponderado que a decisão dependerá dos eleitores.
“Tem grande chance de ser no primeiro turno”, declarou.
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