Política

Eleições 2026

Rose Modesto aposta em força da federação e minimiza desistência de Nelsinho Trad

Durante convenção da Federação União Progressista, em Campo Grande, pré-candidata à Câmara Federal afirmou que decisão do senador fortalece o grupo e projetou a eleição de até três deputados federais pela aliança.

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Durante a convenção da Federação União Progressista, realizada neste sábado (1º), em Campo Grande, a ex-deputada federal e pré-candidata à Câmara dos Deputados Rose Modesto (União Brasil) afirmou que a aliança partidária chega fortalecida para as eleições de 2026 e defendeu a união do grupo em torno da candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

A Federação União Progressista é formada pelo Progressistas (PP) e pelo União Brasil e, em Mato Grosso do Sul, integra a coligação que também reúne PL, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos em apoio à candidatura de Eduardo Riedel ao Governo do Estado.

Ao comentar a expectativa para a disputa proporcional, Rose disse acreditar que a federação tem potencial para ampliar sua representação no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Segundo ela, a meta é eleger pelo menos três deputados federais e seis estaduais pela federação, enquanto o União Brasil trabalha para conquistar duas das vagas na Câmara.

"A federação deve eleger pelo menos três deputados federais e seis estaduais. O União Brasil vai buscar conquistar duas dessas vagas."

A ex-deputada também ressaltou que o grupo chega competitivo ao pleito e destacou que a campanha será baseada na apresentação de resultados e na proximidade com o eleitor.

 "Não existe eleição fácil. O maior desafio é cada candidato conseguir se conectar com a população. Vou percorrer o Estado mostrando o trabalho que já realizamos e buscando novamente a confiança do eleitor."

Apoio à reeleição de Riedel

Durante a convenção, Rose afirmou que a candidatura de Eduardo Riedel representa a continuidade do projeto político iniciado em 2022 e demonstrou confiança em um segundo mandato do governador.

Ela avaliou que o atual chefe do Executivo terá a oportunidade de concluir ações iniciadas na primeira gestão e destacou que a aliança partidária chega fortalecida para a campanha.

 "O governador Eduardo Riedel está preparado para dar continuidade ao trabalho. O que ainda não conseguiu realizar neste primeiro mandato certamente será prioridade em um segundo. Estamos felizes com a composição construída para estas eleições."

A pré-candidata acrescentou que o maior desafio da classe política é recuperar a confiança do eleitorado.

"O eleitor está muito descrente da política. A única forma de mudar isso é cumprir compromissos, fazer entregas e demonstrar resultado."

Decisão de Nelsinho Trad

Questionada sobre a desistência do senador Nelsinho Trad (PSD) da disputa pela reeleição para assumir a primeira suplência na chapa de Reinaldo Azambuja (PL), Rose afirmou que recebeu a decisão com naturalidade e classificou a mudança como uma escolha pessoal e estratégica.

Segundo ela, a definição preserva a unidade do grupo político e deve ser respeitada pelos aliados.

 "É uma decisão muito pessoal. Pelo que acompanhei na nota divulgada, ele buscou manter a lealdade ao grupo e também atendeu a uma composição construída pela direção nacional. Continua contribuindo com o projeto e nós respeitamos essa decisão."

Campanha focada em educação e saúde

Rose Modesto afirmou que pretende concentrar sua campanha nas áreas em que diz ter maior identificação, como educação e saúde pública.

Ela destacou que pretende percorrer os municípios sul-mato-grossenses para apresentar o trabalho desenvolvido ao longo de sua trajetória como vereadora, deputada federal e vice-governadora.

"As minhas principais bandeiras sempre foram a educação, a valorização dos profissionais da área e a saúde. Nosso objetivo é continuar contribuindo para reduzir os problemas enfrentados pela população de Mato Grosso do Sul."

 

Eleições 2026

Fim de semana de convenções define candidatos ao Governo e ao Senado em MS

Partidos realizam encontros em Campo Grande para homologar candidaturas e ampliar o cenário da disputa eleitoral; prazo para convenções termina em 5 de agosto.

01/08/2026 09h07

Lideranças da Federação União Progressista durante ato político em Campo Grande. A convenção deste sábado (1º) oficializa a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel e reúne partidos da base aliada para as eleições de 2026.

Lideranças da Federação União Progressista durante ato político em Campo Grande. A convenção deste sábado (1º) oficializa a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel e reúne partidos da base aliada para as eleições de 2026. Foto: Divulgação

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O calendário eleitoral ganha força neste sábado (1º) em Mato Grosso do Sul com uma série de convenções partidárias que devem oficializar candidaturas aos principais cargos em disputa nas eleições de 2026. Os encontros, concentrados em Campo Grande, devem ampliar o número de concorrentes ao Governo do Estado e confirmar novos nomes na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal.

Entre os principais eventos do dia está a convenção da Federação União Progressista, bloco formado por PL, PP, União Brasil, PSDB, MDB, Podemos e Republicanos. O encontro ocorre entre 8h e 11h, no Comitê Central do Progressistas MS, localizado na Rua Flamboyant, nº 681, no Bairro Cidade Jardim.

A expectativa é de que o evento oficialize a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), que buscará um novo mandato no comando do Executivo estadual. A chapa deverá ser repetida em relação ao pleito anterior, mantendo José Carlos Barbosao Barbosinha (Republicanos), como candidato a vice-governador.

Além da disputa pelo Governo do Estado, a convenção da União Progressista também deve homologar as candidaturas de Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL) para o Senado, consolidando a estratégia do grupo para a eleição majoritária.

Democracia Cristã apresenta candidatura própria no domingo

O Democracia Cristã (DC 27) realiza sua convenção estadual neste domingo (2), na Rua dos Andradas, nº 239, no Bairro Duque de Caxias, em Campo Grande.

A legenda deve confirmar o economista Renato Gomes como candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul. O partido pretende disputar as eleições com chapa própria e ainda busca definir o nome que ocupará a vaga de candidato a vice-governador.

A preferência é por um filiado do município de Três Lagoas, embora a definição ainda não tenha sido anunciada.

Para o Senado, a expectativa é de que o partido homologue a candidatura de Luiz Lemes.

PSD redefine estratégia após acordo político

A programação das convenções deste sábado também sofreu alterações no PSD. Inicialmente, o partido realizaria um encontro para homologar a candidatura à reeleição do senador Nelsinho Trad.

No entanto, o parlamentar oficializou, na noite de sexta-feira (31), a desistência da disputa por um novo mandato e confirmou que seráprimeiro suplente na chapa do ex-governadorReinaldo Azambuja (PL) ao Senado.

A decisão foi anunciada por meio de nota oficial e atende à orientação da direção nacional da sigla, comandada por Gilberto Kassab. Segundo Nelsinho, a mudança busca fortalecer a aliança política que sustenta a candidatura à reeleição do governador Eduardo Riedel e prioriza a unidade do grupo nas eleições deste ano.

Disputa pelo Governo ganha novos capítulos

Com as convenções deste sábado, a corrida pelo Governo de Mato Grosso do Sul ganha novos contornos. Até o momento, já tiveram suas candidaturas homologadas Jefferson Bezerra (Agir), Lucien Rezende (PSOL) e Fábio Trad (PT).

Caso as previsões se confirmem, Eduardo Riedel e Renato Gomes passarão a integrar oficialmente a disputa, elevando para cinco o número de candidatos já oficializados. A tendência é que a relação chegue a seis concorrentes com a realização da convenção do Parto Novo, marcada para a próxima quarta-feira (5).

Na ocasião, a legenda deverá confirmar o deputado estadual João Henrique Catan como candidato ao Governo do Estado. Até o momento, o partido ainda não divulgou o nome que disputará a vice-governadoria, nem os detalhes sobre horário e local do evento.

Calendário eleitoral entra na reta decisiva

Pela legislação eleitoral, os partidos podem realizar convenções para definição de candidatos e coligações até 5 de agosto. Após a homologação, os registros das candidaturas deverão ser encaminhados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto

A propaganda eleitoral estará autorizada a partir de 16 de agosto. Até essa data, permanece proibido o pedido explícito de voto, prática que pode resultar em sanções previstas na legislação.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Se nenhum candidato ao Governo do Estado ou à Presidência da República alcançar mais da metade dos votos válidos no primeiro turno, será realizada uma nova votação em 25 de outubro, conforme prevê a legislação eleitoral.

ENTREVISTA

"A IA não deve ser vista só como problema, mas como ferramenta da Justiça Eleitoral"

O vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MS defende o uso da tecnologia para identificar conteúdos manipulados e reforçar a segurança das eleições deste ano

01/08/2026 07h35

Sérgio Fernandes Martins - Vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MS

Sérgio Fernandes Martins - Vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MS Divulgação

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Um dos marcos da preparação da Justiça Eleitoral para as eleições deste ano foi a realização, em Campo Grande, do 59º Encontro do Colégio de Corregedoras e Corregedores Regionais Eleitorais do Brasil (Ccorelb), que reuniu representantes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) de todo o País para discutir a padronização de procedimentos, o combate à desinformação, o uso da inteligência artificial (IA), a fiscalização da propaganda eleitoral e o fortalecimento da segurança jurídica.

Nesta entrevista exclusiva ao Correio do Estado, o desembargador Sérgio Fernandes Martins, vice-presidente e corregedor regional eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), faz um balanço das principais decisões do encontro, analisa os desafios que marcarão a disputa eleitoral deste ano e detalha como a Justiça Eleitoral está se preparando para enfrentar questões como deepfakes, irregularidades nas plataformas digitais e a necessidade de uniformizar a atuação das corregedorias em todo o Brasil. 

Quais foram as principais conclusões do 59º Ccorelb e que mudanças práticas devem ser implementadas já nas eleições?

O principal resultado do encontro foi a uniformização de procedimentos nas corregedorias eleitorais de todo o País. Alinhamentos que serão repassados para as zonas eleitorais e terão reflexos positivos para os eleitores.

A segurança do voto, o conforto dos eleitores e a segurança do sistema eleitoral são temas revisitados em todo o ano eleitoral, e é isso que foi feito em Campo Grande.

Quais são hoje as maiores preocupações da Justiça Eleitoral em relação ao processo eleitoral deste ano?

A preocupação de hoje e de sempre é de assegurar que o processo eleitoral transcorra com tranquilidade, transparência e igualdade de condições para todos os participantes, o que envolve desde a correta aplicação da legislação eleitoral até o enfrentamento de desafios contemporâneos, como a desinformação, o uso inadequado de novas tecnologias e a rápida disseminação de conteúdos nas plataformas digitais.

Assim, buscou-se fortalecer a atuação preventiva das corregedorias, orientando magistrados, partidos, candidatos e demais atores envolvidos, tudo para que as regras sejam observadas desde o início do processo eleitoral.

Como a Justiça Eleitoral pretende enfrentar o uso de conteúdos manipulados, como deepfakes, e garantir a lisura da campanha?

A inteligência artificial não deve ser vista só como problema, mas como ferramenta da Justiça Eleitoral. No Ccorelb, reforçou-se a necessidade de constante atualização da Justiça Eleitoral e da possibilidade de aplicação da inteligência artificial para enfrentar e localizar conteúdos manipulados.

Aliás, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral [TSE], ministro Kassio Nunes Marques, em recente declaração afirmou que é lítica a utilização da inteligência artificial em campanhas eleitorais, o problema é quando empregada para prejudicar candidatos.

A legislação e as resoluções do Tribunal Superior Eleitoral são rígidas quanto ao combate à desinformação, e a verdade é algo que deve sempre ser buscado.

O presidente do TSE defende mais transparência nas pesquisas eleitorais. Esse tema foi debatido durante o encontro? Qual é a avaliação das corregedorias sobre essa proposta?

O foco do Ccorelb esteve voltado principalmente às atribuições das corregedorias regionais e ao planejamento das eleições 2026.

As discussões concentraram-se em temas relacionados à fiscalização, à gestão das zonas eleitorais, à propaganda eleitoral, à inteligência artificial e à uniformização de procedimentos.

As eventuais alterações relativas às pesquisas eleitorais são matérias que competem ao Tribunal Superior Eleitoral e serão conduzidas nas cortes, sempre observando a legislação vigente e os princípios da transparência e da segurança jurídica.

A Justiça Eleitoral está preparada para fiscalizar irregularidades nesse ambiente digital?

A Justiça Eleitoral vem se preparando continuamente para acompanhar a evolução do ambiente digital. Hoje, a propaganda eleitoral ocorre em múltiplas plataformas, o que exige atualização constante dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

O trabalho envolve capacitação, aperfeiçoamento de procedimentos e atuação integrada entre os tribunais.

Naturalmente, trata-se de um ambiente dinâmico, mas a Justiça Eleitoral tem buscado desenvolver mecanismos cada vez mais eficientes para coibir irregularidades, sempre respeitando os limites legais e constitucionais.

Em quais áreas ainda existem diferenças de entendimento que precisam ser harmonizadas nos TREs?

Apesar das realidades e demandas específicas de cada região do Brasil, é necessário que em alguns pontos não haja diferença de atuação do Judiciário eleitoral. Exemplo é o local de votação.

Quantas pessoas podem estar no local de votação, o número de fiscais e a orientação ao eleitor no momento de votar são pontos que devem ser iguais em todo território nacional.

Lembremos, as discussões envolveram aspectos relacionados à gestão das zonas eleitorais, à atuação das corregedorias, à fiscalização da propaganda eleitoral e aos procedimentos administrativos.

As diferenças que existem dizem respeito mais à logística da eleição, transporte por barcos na região amazônica, por exemplo, do que à atuação preventiva e repressiva.

O objetivo não é eliminar as particularidades locais, mas assegurar que os princípios e as diretrizes nacionais sejam aplicados de maneira uniforme, proporcionando maior segurança jurídica.

O TRE-MS já trabalha com alguma estratégia específica para reforçar a fiscalização no Estado?

O TRE-MS já iniciou seu planejamento para as eleições gerais de 2026. Nosso foco é garantir uma estrutura preparada para atender às demandas do processo eleitoral, oferecendo suporte às zonas eleitorais e fortalecendo as ações de orientação e fiscalização.

Ter maior ou menor disputa política não é um problema para a Justiça Eleitoral, essa é uma questão social em que aos tribunais cabe somente garantir que os candidatos possam concorrer e difundir suas ideias e os cidadãos possam livremente escolher em quem votar.

Como esse intercâmbio de experiências entre os estados contribui para tornar as eleições mais seguras e eficientes?

O intercâmbio sobre as ações de investigação judicial eleitoral [Aijes] ocorreu de forma massiva e talvez tenha sido um dos maiores ganhos do encontro.

Estas demandas são de relatoria natural dos corregedores nas eleições estaduais e têm grande impacto no pleito, como o que ocorreu aqui, em Mato Grosso do Sul, há algumas semanas, em que se alterou o titular de uma das cadeiras da Assembleia Legislativa.

A mais, cada Corregedoria enfrenta desafios específicos e desenvolve soluções que podem ser compartilhadas com as demais.

Exemplificando: determinada comunidade no Pará teve dificuldades em levar as urnas até o eleitor, verifica-se como questão semelhante foi resolvida no Pantanal e aplica-se a solução na Região Norte do País.

Um partido político apresentou número maior de delegados partidários que o permitido, fato que foi constatado por um Tribunal Regional, sendo a solução repassada para as demais regionais.

Sistema de cadastro de eleitores identificou pessoas que tentaram fazer o registro como eleitor em mais de um município, como deverá o chefe do Cartório Eleitoral atuar quando estiver diante de tal situação.

Que orientação o senhor daria aos eleitores para identificar informações falsas na campanha?

A principal orientação é que o eleitor sempre verifique a origem da informação antes de compartilhá-la. É importante buscar fontes oficiais, conferir se a notícia está publicada em veículos confiáveis e desconfiar de conteúdos que despertem emoções muito intensas ou que não apresentem comprovação.

Cada cidadão exerce um papel importante na preservação da integridade do processo eleitoral. O compartilhamento responsável de informações contribui para um ambiente democrático mais saudável.

Qual mensagem o senhor deixa aos candidatos, partidos políticos e eleitores sobre o papel da Justiça Eleitoral na condução das eleições?

A Justiça Eleitoral é um exemplo de independência, imparcialidade e compromisso com a Constituição. Nosso objetivo é assegurar que todos os participantes tenham igualdade de condições e que a vontade do eleitor seja livremente manifestada nas urnas.

A candidatos e partidos, reforço a importância do cumprimento das regras que disciplinam o processo eleitoral. Aos eleitores, deixo a mensagem de que participem de forma consciente, busquem informações em fontes confiáveis e exerçam seu direito ao voto com responsabilidade.

O fortalecimento da democracia é uma responsabilidade compartilhada por toda a sociedade, e a Justiça Eleitoral permanecerá vigilante para garantir eleições seguras, transparentes e legítimas.

Por fim, gostaria de deixar um lembrete para os eleitores.

No dia da eleição não é possível levar o aparelho celular para a frente da urna, evitando que se tire foto, garantindo o direito à inviolabilidade do voto. Assim, como teremos seis cargos para preencher, levem suas “colinhas” de forma escrita em um papel, pois é muito difícil lembrar de cabeça o número de todos os candidatos.

{Perfil}

Sérgio Martins

Desembargador do TJMS, escritor e articulista, é formado em Direito pela UFRJ, mestre em Direito e Economia, doutorando em Filosofia do Direito e História da Cultura Jurídica pela Universidade de Gênova e também cursou Jornalismo.

Foi advogado por mais de duas décadas, professor universitário por 19 anos e vereador por Campo Grande. No Judiciário, foi corregedor do TJMS, presidente da Corte e atualmente é vice-presidente e corregedor regional eleitoral do TRE-MS.

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