Política

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Quase metade dos candidatos à Prefeitura de Campo Grande são mulheres

Adriane Lopes (PP), Camila Jara (PT) e Rose Modesto (União Brasil) representam o aumento da presença feminina na política

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Campo Grande terá oito candidatos disputando a Prefeitura de Campo Grande nas Eleições Municipais de 2024, sendo três deles mulheres.

As candidaturas de Adriane Lopes (PP), Camila Jara (PT) e Rose Modesto (União Brasil) evidenciam e ilustram bem o aumento da representatividade feminina na política.

No caso da atual prefeita da Capital, que busca reeleição, a vice será a ex-diretora do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Camila Nascimento, o que torna a candidatura 100% feminina.

A presença das mulheres vem crescendo nos últimos anos

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), em 2012, foram sete candidatos à prefeitura de Campo Grande, todos homens.

Já em 2016, duas mulheres foram candidatas, dentre 15 candidatos: Rose Modesto, que na época era do PSDB, e Rosana Santos de Oliveira, do PSol.

Nas últimas eleições municipais, em 2020, 13 candidatos disputavam a prefeitura da cidade morena, duas eram mulheres: Sidneia Catarina Tobias, do Podemos, e Cristiane Pinheiro Duarte, do PSol.

O índice avançou de 0 a 13,3%, depois a 15,3%, e agora a 37,5%.

Capital pode ter a primeira prefeita eleita

Caso alguma delas seja eleita, será a primeira vez que uma mulher será escolhida nas urnas para ser chefe do executivo da Capital sul-mato-grossense.

Isso porque Campo Grande já teve duas prefeitas, mas nenhuma delas foi eleita por voto direto:

  • Nely Bacha, que ocupou o cargo nos anos 1980;
  • e Adriane Lopes, que é vice na chapa de Marquinhos Trad (PSD), que renunciou em 2022 para candidatar-se a governador, pleito em que saiu derrotado. 

Confira os candidatos à Prefeitura de Campo Grande:

Partido Progressista (PP):

Partido dos Trabalhadores (PT):

  • Prefeita - deputada federal Camila Jara;
  • Vice - deputado estadual Zeca do PT.

União Brasil:

  • Prefeita - Rose Modesto;
  • Vice - empresário Roberto Oshiro (União).

Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB):

Partido Novo (Novo):

  • Prefeito - empresário Beto Figueiró;
  • Vice - médica Cynthia Duailibi (Novo).

Federação Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)/Rede:

  • Prefeito - cientista social Luso Queiroz;
  • Vice -  servidora pública Lia Santos.

Democracia Cristã (DC):

  • Prefeito - advogado Ubirajara Martins;
  • Vice -  empresário João Faria (DC).

Partido da Causa Operária (PCO):

  • Prefeito - Jorge Batista;
  • VIce - Thiago Assad (PCO)

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Calendário

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impõe prazos a serem cumpridos pelos partidos, seus candidatos e até para os eleitores para a realização do pleito eleitoral. Confira algumas datas importantes:

Convenções partidárias e registros de candidatura 

  • As convenções puderam ser feitas até o dia 5 de agosto. Elas servem para deliberar sobre coligações e escolher candidatas e candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador;
  • Após a definição das candidaturas, as agremiações têm até 15 de agosto para registrar os nomes na Justiça Eleitoral.

Candidaturas femininas e de pessoas negras 

  • Até 20 de agosto, o TSE deve divulgar os percentuais de candidaturas femininas e de pessoas negras por partido para a destinação dos recursos do Fundo Partidário e do FEFC, calculados sobre o total de candidaturas que constam de pedidos coletivos (RRC) e individuais (RRCI) no território nacional, para a destinação de tais recursos públicos. 

Vedação às emissoras de rádio e TV 

A partir de 6 de agosto, emissoras de rádio e de televisão não podem, em sua programação normal e em seu noticiário, ainda que sob a forma de entrevista jornalística:

  1. transmitir imagens de realização de pesquisa ou de qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;
  2. veicular propaganda política;
  3. dar tratamento privilegiado a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, inclusive sob a forma de retransmissão de live eleitoral;
  4. veicular ou divulgar filmes, novelas, minisséries ou qualquer outro programa com alusão ou crítica voltada especificamente a candidata, candidato, partido, federação ou coligação, mesmo que dissimuladamente, exceto programas jornalísticos ou debates políticos;
  5. divulgar nome de programa que se refira a candidata ou candidato escolhido em convenção.

Propaganda eleitoral  

  • O dia 16 de agosto marca o início da propaganda eleitoral, após o prazo de registro de candidaturas. Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa.
  • 16 de agosto é também o último dia para os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) listarem as emissoras que transmitirão a propaganda eleitoral gratuita de candidatas e candidatos de município onde não haja emissora de rádio e TV, se for requerido. 

Propaganda em rádio e TV 

  • Pré-candidatos que apresentem programas de rádio ou televisão ficam proibidos de fazê-lo a partir de 30 de junho. 
  • Já a partir de6 de julho, ficam vedadas algumas condutas por parte de agentes públicos, como nomeações, exonerações e contratações, assim como a participação em inauguração de obras públicas.
  • Em municípios com possibilidade de ocorrer 2º turno, a propaganda em rádio e TV pode ocorrer de 11 a 25 de outubro. 

Horário eleitoral gratuito 

  • A exibição da propaganda no horário eleitoral gratuito em rádio e TV vai de 30 de agosto a 3 de outubro. A contagem é feita considerando os 35 dias anteriores à antevéspera do 1º turno. 

Quantitativo de eleitoras e eleitores por município 

  • Em 20 de julho, o TSE divulgará, na internet, o quantitativo de eleitoras e eleitores por município. Com os dados, será possível calcular o limite de gastos e o número de contratações diretas ou terceirizadas de pessoal para a prestação de serviços referentes a atividades de militância e mobilização de rua nas campanhas eleitorais. 

Prestação parcial de contas 

  • Partidos, candidatas e candidatos deverão enviar à JE, de 9 a 13 de setembro, a prestação parcial de contas, pelo Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE).
  • A divulgação da prestação parcial de contas, com os nomes, CPF ou CNPJ de doadores e dos respectivos valores doados será feita no dia 15 de setembro.

Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas 

  • Até 16 de setembro, os sistemas eleitorais e os programas de verificação desenvolvidos pelas entidades fiscalizadoras deverão estar lacrados, mediante apresentação, compilação, assinatura digital e guarda das mídias pelo TSE, em Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas.

Prisão de eleitores 

  • A partir de 21 de setembro (15 dias antes do dia da eleição), candidatas e candidatos não podem ser presos, salvo no caso de flagrante delito. 
  • Já eleitoras e eleitores não podem ser presos a partir de 1ª de outubro (cinco dias antes do dia da eleição), a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto. 

Transporte de armas e munições 

  • De 5 a 7 de outubro, um dia antes até um dia depois do 1º turno, fica proibido a colecionadores, atiradores e caçadores transportar armas e munições em todo o território nacional.
  • Em razão da possibilidade de 2º turno em diversos municípios, também não podem circular armas e munições no período de 26 a 28 de outubro em todo o território nacional. 

Prestação de contas 

  • Candidatas, candidatos e partidos devem encaminhar à JE as prestações de contas eleitorais referentes ao 1º turno até 5 de novembro. O envio é feito via SPCE.
  • Dia 5 de novembro é também o prazo para que candidatas, candidatos e partidos que disputaram o 2º turno informem à JE, via SPCE, as doações e os gastos que tenham realizado em favor de candidatos eleitos no 1º turno.
  • Já as prestações de contas tanto do 1º quanto do 2º turno devem ser feitas até 16 de novembro, também via SPCE, incluindo-se todos os órgãos partidários que efetuaram doações ou gastos com candidaturas do 2º turno, ainda que não concorrentes. 

Justificativa eleitoral 

  • Eleitoras e eleitores que não votaram no 1º turno e não justificaram a falta no dia da eleição devem apresentar justificativa até 5 de dezembro de 2024, em qualquer cartório eleitoral, pelo e-Título ou pelos Portais do TSE e dos TREs na internet.
  • Já a ausência no 2º turno da eleição deve ser justificada até 7 de janeiro de 2025.

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democracia

Aliados do Centrão classificam carta de Flávio Bolsonaro como 'delirante'

Sob reserva, parlamentares ironizaram o conteúdo da carta, incluindo o fato de Flávio se comparar a nomes como o jurista Ruy Barbosa

29/10/2026 07h23

Nos EUA, Flávio se encontrou com o irmão, o ex-depuado Eduardo, e com Alexandre Ramagem, que também era deputado federla

Nos EUA, Flávio se encontrou com o irmão, o ex-depuado Eduardo, e com Alexandre Ramagem, que também era deputado federla

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Integrantes do Centrão avaliam como "delirante" a carta publicada na quarta-feira, 28, em que o candidato à Presidência da República derrotado Flávio Bolsonaro (PL) se autoproclamou "o verdadeiro presidente eleito do Brasil". A avaliação é que a empreitada do senador não terá endosso institucional nem de próprio partido, o PL.

Flávio publicou na quarta o documento em que repete, sem provas, que teria havido fraude eleitoral no segundo turno. Pouco depois, no entanto, o senador recuou e alterou o documento para se apresentar como "o líder do Brasil".

Parlamentares do Centrão ouvidos pelo Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) consideram que Flávio "ficará falando para as paredes" e que mesmo o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, fugirá de defender a tese do senador.

Questionado pela reportagem, o PL preferiu não se manifestar sobre o documento.

Há uma preocupação, no entanto, sobre se Flávio conseguirá mobilizar apoiadores a irem para as ruas, em protestos que poderiam inflamar o debate político.

Na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), não quis comentar sobre a carta golpista. Após a proclamação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no domingo, ele e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), foram os primeiros a reconhecer a vitória do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Sob reserva, parlamentares ironizaram o conteúdo da carta, incluindo o fato de Flávio se comparar a nomes como o jurista Ruy Barbosa.

Avaliam também que a atitude de Flávio poderia causar um "efeito rebote", fortalecendo o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal (STF), acusados pelo senador de arquitetar um golpe contra ele.

Aliados evitam endossar Flávio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que entende o sentimento de indignação de Flávio Bolsonaro, mas que a eleição acabou e é preciso agora respeitar o resultado das urnas e seguir em frente.

"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente", afirmou o governador em entrevista exclusiva ao Estadão.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também se manifestou e evitou apoiar a tentativa de Flávio de se colocar como o "presidente eleito".

"Não comentarei sobre o assunto. Não vou me envolver", respondeu o norte-americano, após ser questionado.

Na carta, Flávio agradece Trump por tê-lo acolhido nos Estados Unidos.

Diplomacia

Simone Tebet é cotada para ser a primeira mulher a comandar o Itamaraty

Associação de diplomatas pede a Lula uma mulher no Ministério das Relações Exteriores; ex-ministra de MS aparece entre os nomes avaliados para 2027

28/10/2026 19h13

Ex-ministra Simone Tebet é cotada nos bastidores para assumir o Ministério das Relações Exteriores em 2027, em meio à mobilização de diplomatas pela escolha de uma mulher para o cargo.

Ex-ministra Simone Tebet é cotada nos bastidores para assumir o Ministério das Relações Exteriores em 2027, em meio à mobilização de diplomatas pela escolha de uma mulher para o cargo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

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A ex-ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), natural de Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, passou a ser mencionada nos bastidores de Brasília como uma das possíveis escolhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o Ministério das Relações Exteriores a partir de 2027.

A articulação ocorre em meio à mobilização de diplomatas que defendem a nomeação de uma mulher para a chefia do Itamaraty, cargo que nunca foi ocupado por uma representante feminina.

Nesta quarta-feira (28), a Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) encaminhou uma carta ao presidente Lula defendendo que a composição do novo governo contemple uma mulher à frente da diplomacia brasileira.

O documento não apresenta candidatas específicas, mas a sul-mato-grossense aparece entre os nomes considerados por integrantes do Ministério das Relações Exteriores.

A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, que aponta a experiência política de Tebet e sua proximidade com o setor produtivo como fatores favoráveis a uma eventual indicação.

A mobilização também ganhou espaço nas redes sociais. Em publicação na conta oficial da Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras no Instagram, a entidade divulgou uma campanha com a hashtag #MulherChanceler e a mensagem: “Queremos uma mulher no comando do Ministério das Relações Exteriores!”.

A iniciativa reforça a defesa de maior representatividade feminina na diplomacia brasileira e busca sensibilizar o governo federal para a escolha de uma mulher para o cargo, até hoje nunca ocupado por uma representante feminina.

Entre os argumentos considerados nos bastidores está a capacidade da ex-ministra de estabelecer diálogo com diferentes setores econômicos, especialmente o agronegócio, que possui participação expressiva nas exportações brasileiras.

A trajetória política construída em Mato Grosso do Sul também é vista como um diferencial. Antes de integrar o governo federal, Tebet exerceu os cargos de prefeita de Três Lagoas, vice-governadora do Estado e senadora da República.

Disputa pelo comando do Itamaraty

Apesar da movimentação em torno do nome de Simone Tebet, ainda não existe uma definição sobre quem assumirá o Ministério das Relações Exteriores no próximo mandato presidencial.

Entre as possibilidades discutidas por integrantes da diplomacia está a escolha de um nome político, sem necessariamente pertencer à carreira diplomática. Nesse cenário, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad também aparece entre os possíveis indicados.

Por outro lado, a permanência do atual chanceler, Mauro Vieira, continua sendo considerada uma alternativa relevante. Sua recondução representaria a continuidade da atual orientação da política externa brasileira.

As discussões também alcançam a Secretaria-Geral das Relações Exteriores, considerada o segundo posto mais importante da estrutura do Itamaraty. Os embaixadores Gisela Padovan e Mauricio Lyrio estão entre os nomes mencionados para a função.

A campanha por maior participação feminina ocorre em um cenário de desigualdade na representação diplomática.

Conforme informações divulgadas pela própria AMDB, as mulheres representam aproximadamente 23% do corpo diplomático brasileiro e ocupam apenas 12% das chefias de missões diplomáticas no exterior.

Após derrota nas urnas, Tebet pode voltar ao primeiro escalão

A possibilidade de assumir o Itamaraty surge poucas semanas depois de Simone Tebet não conseguir uma vaga no Senado por São Paulo nas eleições de outubro.

A ex-ministra conquistou aproximadamente 8,3 milhões de votos, mas terminou a disputa na terceira colocação, atrás de Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), eleitos para representar o estado no Congresso Nacional.

Para concorrer ao cargo, Tebet havia deixado o Ministério do Planejamento e Orçamento, pasta que comandou desde o início do terceiro mandato de Lula, em janeiro de 2023.

Mesmo sem conquistar uma cadeira no Senado, a ex-ministra permanece entre as lideranças políticas consideradas para integrar a próxima equipe do presidente.

Caso seja escolhida, a sul-mato-grossense retornará ao primeiro escalão do governo federal em uma função de projeção internacional, responsável pela condução das relações diplomáticas do Brasil e pela representação dos interesses do país no exterior.

A eventual nomeação também teria significado histórico, ao colocar, pela primeira vez, uma mulher no comando do Ministério das Relações Exteriores.

Por enquanto, entretanto, o nome de Tebet permanece no campo das articulações políticas, sem anúncio oficial por parte do Palácio do Planalto.

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