Política

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Camila Nascimento irá substituir Luiz Ovando como vice de Adriane Lopes

Odontóloga dirigia o Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande até março deste ano, quando deixou o cargo para se candidatar a vereador

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Com a candidatura de Dr. Luiz Ovando inviabilizada, o Partido Progressista (PP) escolheu a ex-diretora do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Camila Nascimento (Avante), como nova candidata a vice na chapa de Adriane Lopes.

Camila é formada em odontologia pela Universidade de Cuiabá. Em São Gabriel do Oeste, foi secretária Municipal de Saúde  e Diretora-Presidente do Hospital Municipal.

Ela foi ainda membro do Conselho Nacional de Entidades de Saúde dos Servidores Públicos (CONESSP) e certificada pela Secretaria de Previdência do Ministério da Previdência Social, para atuar como Dirigente de Regime Próprio (RPPS), alcançando a Certificação Nível ll do Programa Pró-Gestão, contribuindo com a modernização e profissionalização do RPPS, estabelecendo padrões de atividades com maior controle e transparência.

A odontóloga dirigia o IMPCG desde agosto de 2017, e deixou o cargo em março deste ano para concorrer como vereadora pelo Avante.

Falha

No dia 5 de agosto, o PP havia batido o martelo e anunciado Luiz Ovando como candidato a vice da atual prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes.

No entanto, por não saber que seria candidato, o deputado federal não cumpriu o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral, que vedava a partir do dia 30 de junho a transmissão de programas apresentados ou comentado por pré-candidatas ou pré-candidatos, nas emissoras de rádio e de televisão (Lei nº 9.504/1997, art. 45, § 1º e Res.-TSE nº 23.610/2019, art. 43, § 2º).

Dr. Luiz Ovando exibiu, no dia 17 de julho, ou seja, 18 dias depois do último dia permitido, mais uma edição do seu programa “Tribuna da Saúde”, produzido pelo próprio parlamentar e que vai ao ar após o Jornal da Educativa, da TV Educativa de Mato Grosso do Sul.

Sondagens anteriores

Antes do Dr. Luiz Ovando, o PP havia tentado o ex-deputado estadual, Capitão Contar (PRTB), como vice, mas ele desistiu de disputar as eleições municipais deste ano.

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LAÇOS

Ministro diz a jornal que Alcolumbre está aberto a recompor relação com Lula

Guimarães disse que Alcolumbre também não deve impor obstáculos para avançar, até outubro, com a PEC que acaba com a escala 6x1

31/05/2026 20h00

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) Divulgação/ Agência Brasil

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Em entrevista ao jornal O Globo, o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está disposto a recompor a relação com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Guimarães disse que Alcolumbre também não deve impor obstáculos para avançar, até outubro, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição dos salários. O governo pretende usar a pauta como bandeira na campanha à reeleição.

O ministro disse que o presidente do Senado está aberto ao diálogo. "Ele diz, reiteradamente: quer sentar com o presidente e recompor a relação. É isso."

Guimarães reconheceu ao jornal que o presidente do Senado teve papel na derrota do advogado-geral da União, Jorge Messias, na indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo assim, disse que o governo "aprumou o passo" depois do revés.

6x1

Após a aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara, na última quarta-feira, Guimarães afirmou que o Senado não deve dificultar a tramitação da proposta.

Segundo ele, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), já conversou com Alcolumbre. "Nós vamos conversar. Do jeito que está o texto, o ideal seria levar direto para o plenário. Vai depender do Davi, porque a oposição quer retardar", disse. "Eu e o Hugo estamos trabalhando para buscar um encaminhamento que permita a votação imediata, sem protelamento no Senado", completou.

O ministro afirmou ainda que o tema será importante na eleição deste ano. "Aplicamos uma enorme derrota ao bolsonarismo. É o tema que mais vai pesar daqui para a frente. Mais de 70% da população é favorável."

A respeito de avaliações de que o fim da escala 6x1 poderá elevar custos, Guimarães disse que, na visão dos críticos, "tudo o que o governo faz é eleitoral."

Decisão dos EUA sobre PCC e CV

Na avaliação do ministro, a decisão dos Estados Unidos de classificar CV e PCC como terroristas não gera impacto eleitoral Para ele, a medida é uma ameaça à soberania. "Ninguém pode invadir o Brasil a pretexto de combater o crime organizado. Por que o governo americano não incluiu nessa classificação os milicianos?", questionou.

Segundo Guimarães, ajudar o Brasil no combate às facções é bem-vindo, mas respeitando as regras e os caminhos do governo brasileiro.

Agenda

José Guimarães disse também que, se pudesse definir a agenda do Senado até a eleição, priorizaria a votação de minerais críticos, a PEC da Segurança e o fim da escala 6x1, evitando 'pautas-bomba'.

BC e Galípolo

Sobre o Banco Central, afirma que não se trata de decepção com o presidente da instituição, Gabriel Galípolo. Ele criticou, no entanto, o atual nível de juros no Brasil, dizendo que a inflação está sob controle há três anos e que as taxas altas travam um crescimento mais forte.

eleição

Colômbia vai às urnas neste domingo (31), com possível guinada à direita

Na ampla lista de candidatos, as pesquisas mostraram uma corrida acirrada entre três líderes: o governista Iván Cepeda e os opositores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia

31/05/2026 09h45

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Em meio a alertas por violência de grupos armados ilegais e uma campanha marcada pela divisão entre continuar ou reverter as políticas do presidente Gustavo Petro, os colombianos vão às urnas neste domingo para eleger um novo governante entre uma lista de 11 candidatos.

Na ampla lista de candidatos, as pesquisas mostraram uma corrida acirrada entre três líderes: o governista Iván Cepeda e os opositores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, deixando para trás até agora outros candidatos que representam setores mais moderados.

Cepeda, senador e candidato pelo governista Pacto Histórico, prometeu aprofundar a agenda política de Petro, ampliando programas sociais e continuando com as reformas do sistema previdenciário e trabalhista, enquanto busca que o Congresso aprove a polêmica reforma da saúde.

Enquanto isso, Valencia, afilhada política do ex-presidente Álvaro Uribe (2002-2010), e De la Espriella, simpatizante de Donald Trump e Nayib Bukele, prometeram dar ao país uma guinada para priorizar a austeridade do Estado e a mão dura contra os grupos armados ilegais e os narcotraficantes.

Entre os líderes, Cepeda é o único que continuaria com a política de "paz total" com a qual Petro iniciou diálogos paralelos com os grupos revolucionários ilegais, aos quais ainda não conseguiu desarmar.

O próximo inquilino do palácio presidencial deverá governar em um país com cerca de 27 mil insurgentes, segundo cálculos da Fundação Ideias para a Paz, um centro de pesquisa sobre o conflito interno. Uma década após a assinatura do acordo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o país ainda lida com dissidências dessa guerrilha e outros grupos armados como o cartel Clã do Golfo e a guerrilha Exército de Libertação Nacional, alimentados pelo narcotráfico e a mineração ilegal.

Os locais de votação serão abertos às 10h e fecharão às 18h, ambos os horários são de Brasília. No total, 41,4 milhões de colombianos estão habilitados para votar. A Registraduría Nacional iniciará hoje a contagem dos votos, sem horários fixos para entregar o resultado inicial, que tem uma função informativa e que nos dias posteriores será verificado durante a apuração em que será declarada a eleição.

A jornada eleitoral contará com aproximadamente 1, 5 mil observadores de organizações e missões internacionais que vigiarão sua transparência, incluindo o Centro Carter e a União Europeia.

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