Política

Eleições 2026

Reeleito, Lula diz que mudará o jeito de governar e defende regulamentação das plataformas digitais

Com voz rouca, presidente falou após a apoiadores após a vitória; Geraldo Alckmin afirmou que Lula salvou a democracia pela segunda vez

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Com a voz rouca, o presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) celebrou a participação da juventude e dos idosos, prometeu mudar o jeito de governar - após entender a importância do engajamento virtual - e fez críticas à postura de seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro.

“Já debati com muita gente, já participei de muitas eleições. (...) Nunca pensei em me deparar com um representante genuíno do ‘milicianismo’ neste País. Nunca pensei que uma pessoa pudesse mentir tanto”.

Lula comentou que precisou vencer a intromissão de plataformas digitais e prometeu regulá-las. “O crime digital tem que ser tratado igual na vida real. Não podemos ter empresas monstruosas de grande ganhado bilhões e bilhões, não pagando nenhum imposto para este País e tentando direcionar

Lula subiu ao palco por volta das 22h15. Ele pegou o microfone e passou a palavra para o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). “Estamos com a garganta muito cansada”.

Alckmin começou o discurso agradecendo ao povo brasileiro, que foi generoso e animado. Fez uma ressalva aos jovens. “O futuro começa hoje e se chama juventude”.

“Meu profundo respeito, o senhor pela segunda vez salvou a democracia brasileira”.

Lula alcançou neste domingo, 25, a maior votação nominal já registrada por um candidato à Presidência da República no Brasil. Com 99,82% das urnas apuradas, o petista somava 64.111.352 votos, superando seu próprio recorde de 60.345.999 votos, estabelecido em 2022.

Lula conquistou um quarto mandato inédito após derrotar o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno, com 51,77% dos votos válidos, contra 48,23% do adversário.

A vitória marcou a primeira virada entre o primeiro e o segundo turno de uma eleição presidencial desde a redemocratização. Entre o primeiro e o segundo turno, Lula ampliou sua votação em 10.314.171 votos, passando de 53.879.538 para 64.193.709, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O segundo turno também registrou uma queda na abstenção, que passou de 21,08% para 19,21% do eleitorado, uma redução de 1,87 ponto porcentual. Em números absolutos, o total de eleitores que não compareceram às urnas caiu de 33.469.244 para 30.466.838, uma diferença de 3.002.406 pessoas.

Em 2022, Lula havia vencido Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno por uma diferença de aproximadamente 2,1 milhões de votos, ou 1,8 ponto porcentual. Na ocasião, o petista recebeu 60.345.999 votos, enquanto Bolsonaro obteve 58.206.354.

Nas outras duas eleições presidenciais em que saiu vitorioso, Lula recebeu 52.793.364 votos, em 2002, e 58.295.042, em 2006. Com a apuração ainda em andamento, o resultado de 2026 já representa um crescimento de mais de 3,7 milhões de votos em relação à eleição anterior.

Eleições 2026

Nunes Marques: Não houve nenhuma alteração advinda de decisão do STF

Presidente do TSE destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral"

25/10/2026 22h00

Ministro Kassio Nunes Marques

Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação / X

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, sustentou que a Corte adotou todas as providências necessárias para cumprir a decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o encerramento da votação em segundo turno em todo o País neste domingo, 25. Ele também destacou que tem "absoluta segurança de todo o processo eleitoral". Por decisão do ministro Cristiano Zanin, proferida às 17h01, o fechamento das urnas foi adiado de 17h para 19h.

"Mesmo diante de todas essas circunstâncias, adotamos todas as providências que se fizeram necessárias e fomos absolutamente exitosos. Não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Houve prorrogação na forma em que foi decidida. O TSE cumpriu a decisão nos estritos termos em que ela foi proferida e logo após demos fluência à totalização e à disponibilização. Então, temos absoluta segurança de todo o processo eleitoral", afirmou.

Judicialização da política traz consequências para tempo de resposta

Em declaração na noite deste domingo, Nunes Marques, afirmou que as eleições brasileiras experimentaram "um grau elevado de judicialização". Segundo ele, foram submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral um total de 2.265 processos referentes às eleições de 2026, dentre esse número foram 827 representações e 446 direitos de resposta.

O presidente da Corte eleitoral deu uma declaração na sede do TSE, em Brasília, após a Corte confirmar a reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 51,78% dos votos válidos, ante 48,22% do adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Nunes Marques não respondeu a perguntas de jornalistas, diferentemente do que ocorreu após a declaração dos resultados no primeiro turno, em 4 de outubro. Estavam presentes na mesa o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e os ministros André Mendonça e Dias Toffoli, além dos demais ministros do TSE, mas nenhum deles se manifestou.

"A hiperjudicialização da disputa política produz consequências inevitáveis para o tempo de resposta jurisdicional. Cada processo exige exame, contraditório, análise técnica, fundamentação e, quando cabível, apreciação colegiada", criticou Nunes Marques.

"A celeridade é indispensável em matéria eleitoral, mas celeridade não pode se sobrepor à adequada prestação jurisdicional. Nosso desafio para os próximos ciclos será, portanto, continuar aperfeiçoando procedimentos, racionalizar fluxos e encontrar mecanismos que permitam oferecer respostas ainda mais céleres sem abrir mão das garantias que caracterizam o devido processo legal", completou.

Eleições 2026

Abstenção cai no segundo turno e 53 mil eleitores a mais vão às urnas em MS

Mais de 53 mil eleitores que não votaram no primeiro turno foram às urnas neste domingo, em Mato Grosso do sul; o índice de abstenção ficou em 21,24%

25/10/2026 21h48

Número de eleitores ausentes diminuiu no segundo turno em MS

Número de eleitores ausentes diminuiu no segundo turno em MS Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Após registar abstenção recorde no primeiro turno das eleições, o número de eleitores ausentes diminui neste domingo (25), no segundo turno da eleição presidencial, em Mato Grosso do Sul. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 53.233 pessoas que não votaram no dia 4 de outubro, foram às urnas hoje no Estado.

Mato Grosso do Sul tem eleitorado apto de 2.024.437 pessoas.

Segundo o TSE, com 100% das urnas apuradas, 429.977 eleitores deixaram de votar neste domingo, enquanto 1.594.460 votaram, o que dá um índice de abstenção de 21,24%.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, foram 483.210 abstenções, enquanto 1.541.220 foram às urnas, resultando em abstenção de 23,87%.

Assim como no primeiro turno, em diversos municípios, o domingo foi marcado por chuvas, o que dificultou a locomoção de parte da população. Em Campo Grande, no entanto, o acumulado de chuvas foi menor do que o registrado no dia 4.

De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Carlos Eduardo Contar, as eleições deste domingo foram tranquilas em Mato Grosso do Sul, com algumas intercorrências que logo foram resolvidas e não comprometeram o pleito.

Dentre estas intercorrências, Contar cita falta de energia em alguns colégios eleitorais.

"As concessionárias atuaram prontamente para o restabelecimento, sem qualquer interrupção da votação e as urnas eletrônicas funcionaram de modo regular durante todo o período. Foi necessária a substituição de 18 urnas eletrônicas que apresentaram problemas técnicos, contudo sem prejuízo à continuidade dos trabalhos", disse.

"Foram registradas 11 ocorrências de ilícitos eleitorais, em sua maioria por violação do sigilo do voto e boca de urna", acrescentou.

Em todo o Brasil, o número saiu de 33.469.244 faltantes no primeiro turno para 30.508.972 no segundo.

Eleições anteriores

Nas eleições presidenciais de 2022, 440.788 não foram votar no primeiro turno e 446.100 no segundo turno, o que representava 22,08% e 22,34%, respectivamente, dos 1.996.510 eleitores aptos. Naquele ano, Lula terminou na primeira colocação em ambas as “rodadas”.

Em 2018, quando a eleição presidencial foi protagonizada por Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, 398.404 (21,21%) não foram às urnas no primeiro turno, enquanto 427.761 (22,78%) não compareceram no segundo turno. Na ocasião, 1.877.982 de Mato Grosso do Sul estavam aptos a votar pela Justiça Eleitoral.

Por fim, nas eleições de 2014, quando a petista Dilma Rousseff venceu o tucano Aécio Neves, 373.371 (20,53%) se ausentaram do direito ao voto no primeiro turno e 420.597 (23,12%) tiveram a mesma atitude três semanas depois, no segundo turno, em um universo de 1.818.937 eleitores aptos.

Resultado

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, ao conseguir virada histórica sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). É a primeira vez que um candidato que perdeu no primeiro turno ganha no segundo.

Com 99,99% das urnas apuradas às 21h48 (de MS), Lula obteve 64.255.891 votos, o que corresponde a 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.825.984 votos, correspondendo a 48,21%. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Lula matematicamente eleito quando haviam sido apuradas 97,69% das urnas.

Desde a primeira eleição direta após a redemocratização, em 1989, o candidato que termina o primeiro turno na liderança sempre confirmou a vitória.

No primeiro turno, Lula teve 45,16% dos votos válidos, com 53.879.538 votos, enquanto Flávio teve 47,03%, com 56.104.503 votos.

Com a vitória no segundo turno, Lula comandará a presidência por mais quatro anos, de 2027 a 2030. O vice é Geraldo Alckmin (PSB).

O presidente e o vice-presidente da República eleitos em 2026 serão empossados em 5 de janeiro de 2027.

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