Política

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Riedel se reúne com cônsules da Índia, França e Japão para debater parcerias e estreitar relações

Governador defende uma boa relação do Estado com estrangeiros para ampliar os laços comerciais

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Nesta sexta-feira (18), o governador do Estado, Eduardo Riedel, se encontrou com cônsules da Índia, França e Japão para debater sobre desenvolvimento, economia, tecnologia e também sobre as potencialidades de parcerias com Mato Grosso do Sul.

Durante reunião com o cônsul da França em São Paulo, Yves Tessier d'Orfeuil, foram discutidas futuras relações econômicas e culturais entre o país e Mato Grosso do Sul, que tem em comum a grande força do agronegócio. O objetivo é estreitar os laços para eventuais relações comerciais.

Essa foi a primeira visita do cônsul a Mato Grosso do Sul.

“Falamos sobre os futuros laços econômicos, comerciais e culturais, com muitas possibilidades em potencial. Temos empresas francesas atuando em Mato Grosso do Sul. Aqui o agronegócio é muito importante, assim como na França, que é um país europeu que é muito forte neste setor. Poderemos ter intercâmbios e interesses comuns, nestes assuntos com interesses tanto ao Estado, como para nós”, afirmou o cônsul.

Yves Tessier d'Orfeuil tem residência em São Paulo e é responsável por promover as boas relações da França com Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo, assim como atender a comunidade francesa nestes cinco estados.

O governador Eduardo Riedel defende uma boa relação do Estado com os países europeus, como a França, para ampliar os laços comerciais. Um dos pilares da sua gestão é construir um bom ambiente de negócios, para receber novos investimentos privados e assim garantir mais empregos e renda à população.

Cônsul veio a Mato Grosso do Sul para participar do "Bon Odori", evento tradicional realizado na Associação Esportiva e Cultura Nipo Brasileira de Campo Grande

Após o encontro com o cônsul da França, Ridel se reuniu com o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Ryosuke Kuwana. Na visita, foi colocada em pauta possíveis relações bilaterais, assim como o reconhecimento da importância da colônia japonesa na história do Estado. 

“Viemos aqui conhecer o governador e as autoridades, para expressar nossa gratidão a todo apoio que ele dedica a nossa comunidade japonesa no Estado. Discutimos possíveis relações bilaterais com Mato Grosso do Sul”, comentou o cônsul.

Campo Grande tem a terceira maior colônia de imigrantes japoneses no Brasil com 15 mil descendentes. E a 2ª maior de imigrantes de Okinawa no Brasil.

Ryosuke Kuwana destacou a importância e a forte presença da cultura japonesa no Mato Grosso do Sul, marcado inclusive por eventos tradicionais como o “Bon Odori”, que acontece nesta final de semana em Campo Grande. “Vamos participar deste evento que é muito grande aqui no Estado”, completou.

Mais tarde, Riedel apresentou as potencialidades econômicas e tecnológicas de Mato Grosso do Sul ao embaixador da Índia no Brasil, Suresh Reddy.

“É minha primeira vez em Mato Grosso do Sul e estou muito impressionado com o que estou observando. O encontro com o governador foi excelente. Tivemos uma ótima conversa para estreitar as relações do Estado com a Índia. Discutimos sobre como atrair companhias indianas para o Mato Grosso do Sul. Falamos também sobre tecnologia e conservação e como startups podem se instalar aqui”, disse o embaixador indiano.

Os secretários Jaime Verruck (Semadesc) e Luiz Renato Adler (Escritório de Relações Internacionais de MS), o senador Nelson Trad Fiho e João Parkinson, do Ministério das Relações Exteriores, além do mestre indian Atam Nambi Guruji, participaram do encontro.

“Foi muito positivo e conseguimos mostrar nossas potencialidades para a Índia, que tem interesse em investir no Estado. É sempre muito positivo mostrar o crescimento e as possibilidades de investimento em MS”, afirmou Adler.

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stf

Fachin suspende decisões de Mendonça e Dino sobre comando da Polícia Federal

Presidente do STF considerou que decisões conflitantes de dois ministros da Corte obrigavam uma correção imediata

09/09/2026 16h18

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF

Ministro Luiz Edson Fachin, do STF Foto: Gerson Oliveira

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu as decisões mais recentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino. O primeiro havia determinado o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O segundo, restituído o delegado ao posto. Com a nova decisão de Fachin, Rodrigues é mantido no comando da PF até que a decisão final sobre o caso seja tomada pelo presidente do Supremo.

Na decisão, repreende publicamente Mendonça e Dino pela guerra de liminares. "É grave o quadro em que decisões de Ministros passam a ser desafiadas horizontalmente, mormente quando pendentes, tanto o julgamento em curso no âmbito da Segunda Turma deste Tribunal, quanto o pedido de suspensão de liminar que se encontra sob apreciação desta Presidência."

Também diz que decisões monocráticas em sentidos opostos, comprometem a integridade do tribunal e a ordem pública.

"Delineia-se, assim, quadro de conflitos e sobreposições processuais que configuram grave lesão à ordem pública e à integridade deste Tribunal: decisões monocráticas sucessivas, proferidas por integrantes desta Corte em incidentes distintos, mas entrelaçados pelos mesmos fatos e autoridades", diz a decisão.

Fachin ressalta que havia avocado para si os processos que envolviam decisões de Mendonça e de Alexandre de Moraes sobre desdobramentos do caso Master. Mendonça tornou público relatório de 218 páginas com várias citações a Moraes e conversas que o magistrado manteve com Daniel Vorcaro. Em reação, Moraes usou relatórios de inteligência da PF apócrifos para pedir investigação de Mendonça.

Na sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, o que provocou reação de Dino determinando a restrituição do delegado ao cargo na manhã desta quarta-feira.

Crise

Edson Fachin cancela sessão do STF em meio à crise entre Moraes e Mendonça

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros

09/09/2026 13h15

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, cancelou a sessão plenária que estava prevista para esta quarta-feira, 9. Não houve justificativa para a atitude. A decisão foi tomada logo depois que o ministro Flávio Dino revogou a decisão do colega André Mendonça de afastar Andrei Rodrigues do comando da Polícia Federal.

Nos bastidores da Corte, há expectativa que Fachin convoque reunião entre ministros, ou que tome alguma decisão relativa à guerra instalada no tribunal nos últimos dias.

A crise começou quando Mendonça divulgou um relatório da Polícia Federal (PF) com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. Na sequência, Moraes pediu a inclusão de Mendonça no inquérito das fake news como investigado.

Fachin, por sua vez, abriu prazo para todos os envolvidos se manifestarem. Enquanto os prazos corriam, Mendonça determinou na terça (8) a retirada de Rodrigues do cargo e, nesta quarta, Dino revogou a medida.

Havia expectativa que a sessão desta quarta fosse palco para a manifestação de ministros sobre a crise. Na terça, na Segunda Turma, que Mendonça integra, havia o mesmo risco. A sessão no colegiado também foi cancelada.

Entre os processos pautados para julgamento no plenário nesta quarta estava um que discute os poderes investigativos da Polícia Federal. Seria analisada a condução de investigações criminais por delegados de polícia, incluindo a possibilidade de requisição direta de perícias, informações, documentos e dados para a instrução de inquéritos.

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