Política

POSICIONAMENTO

Rodolfo Nogueira é o segundo deputado de MS que questiona a segurança das urnas eletrônicas

Entre os parlamentares eleitos por MS, Luiz Ovando também fez declarações defendendo o voto impresso

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No rol dos deputados eleitos pela urna, mas que colocam a segurança dos aparelhos em questionamento,o deputado federal, Rodolfo Nogueira (PL), conhecido como Gordinho do Bolsonaro, afirmou que está à disposição do partido caso o pedido de anulação protocolado pelo PL seja  aceito. Ele é o segundo parlamentar eleito por MS que coloca o resultado das eleições em dúvida. 

Como já divulgado pelo Correio do Estado, o também deputado federal Luiz Ovando incentiva as manifestações antidemocráticas e se diz a favor do voto impresso. Ao contrário do companheiro de Parlamento, Nogueira não respondeu quando foi questionado se acredita na segurança das urnas e se é favor do voto em cédulas de papel.

Ao Correio do Estado, o deputado eleito apenas disse que o PL contratou um grupo composto de diversos técnicos, inclusive com engenheiros eletrônicos, para realizar uma auditoria das urnas de forma independente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No entanto, o parlamentar ainda pontuou que não sabe em qual período a auditoria foi realizada e reiterou que se forem encontradas inconsistências no primeiro turno, está disposto a abrir mão do seu mandato para que as eleições sejam refeitas.

“Não sabemos qual período a auditoria foi realizada. Se foi no primeiro turno, acredito que se as eleições forem anuladas, abrange todos os cargos, como governadores, senadores e deputados também, e eu fico à disposição do Brasil”, afirmou.

Por outro lado, Nogueira disse que se a suposta fraude for verificada no segundo turno, acredita que a votação deveria ser refeita somente para os cargos de presidente e, no caso de MS, para governador.

“O PL contratou empresas para fazer a auditoria. Estou ao lado do meu partido e do presidente [Jair Bolsonaro] na decisão que tomarem e fico à disposição do Brasil”, pontuou.

Ele ainda lembrou que o PL não foi a primeira legenda a contestar os resultados das eleições. O parlamentar citou a situação envolvendo as eleições presidenciais de 2014, quando Aécio Neves (PSDB) questionou a vitória da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Porém, ele reconhece que a auditoria feita à época também não encontrou qualquer sinal que colocasse os resultados da eleição em dúvida. 

LUIZ OVANDO

O parlamentar do PP reeleito por Mato Grosso do Sul, Luiz Ovando postou em suas redes sociais um vídeo gravado em 2021, no qual defende a adoção de um sistema de votação impresso. 

De acordo com Ovando, o voto impresso seria uma medida para garantir a democracia brasileira, já que neste sistema os votos podem ser recontados em caso de divergências. 

À época em que o vídeo foi gravado, Ovando já tinha sido eleito deputado federal por MS em 2018, ano em que ainda pertencia ao PSL, mesmo partido do presidente da República Jair Bolsonaro.

O que fazer?

Eleições: saiba como consultar locais de votação para o segundo turno

Checagem pode ser feita no-Título, Autoatendimento Eleitoral e ChatVot

24/10/2026 22h00

Reprodução / TSE

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Os 158 milhões de eleitores que vão às urnas neste domingo (25) para escolher o próximo presidente da República precisam checar o endereço da seção eleitoral antes de sair de casa. 

A orientação do Tribunal Superior Eleitoral é que os eleitores confiram, com antecedência, os locais de votação nos canais oficiais.

Aplicativo e-título

O aplicativo e-título pode ser baixado de forma gratuita em celulares Android e iOS nas lojas oficiais. Para consultar o local de votação é só abrir o aplicativo, digitar os dados solicitados e selecionar a opção “onde votar”. Vai aparecer a zona e a seção eleitoral com o endereço. É possível inclusive traçar a rota de como chegar ao local. 

Autoatendimento Eleitoral
O Autoatendimento Eleitoral está acessível nos postos do TSE e dos tribunais regionais eleitorais (TREs) de cada estado. Alí é possível consultar o local de votação em “onde votar”, além de outros serviços, como regularização de pendências, atualização de dados e emissão de documentos de forma remota, sem precisar comparecer a um cartório eleitoral.

ChatVote
O ChatVote é o assistente virtual da Justiça Eleitoral. Ele usa inteligência artificial para responder dúvidas e orientar sobre os serviços disponíveis. Também pode ser acessado na página do TSE. O ChatVote fica no lado esquerdo da página, na parte inferior. É um desenho de uma urna com olhinhos. É só clicar nela e fazer a pergunta. 

A votação do segundo turno ocorre no próximo dia 25 de outubro. As seções ficam abertas de 8h às 17h. O eleitor vai votar desta vez apenas para presidente da República e, em alguns estados, para governador. A disputa local ocorre no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Eleições 2026

Transporte de indígenas deve ser aprovado por juiz, diz Nunes Marques

Presidente do TSE nega pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais

24/10/2026 21h00

Ministro Kassio Nunes Marques

Ministro Kassio Nunes Marques Foto: Divulgação / X

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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, negou pedido para que veículos e embarcações da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Secretaria de saúde Indígena (Sesai) e do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) possam transportar eleitores indígenas sem autorização prévia da Justiça Eleitoral.

O requerimento foi feito pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, do candidato Luiz Inácio Lula da Silva.

Na decisão, Nunes Marques diz que esses veículos até podem fazer o transporte, mas que para cada transporte é preciso haver autorização do juiz competente. Além disso, será preciso informar antes os veículos ou embarcações utilizados, os condutores responsáveis, o horário, percurso e ponto de embarque. Também é necessário comunicar, de forma prévia, o Ministério Público Eleitoral e as agremiações políticas, para fiscalização. 

O ministro, porém, orientou os tribunais regionais eleitorais (TREs) a receber e analisar pedidos de transporte apresentados fora dos prazos ordinários, inclusive no dia da votação. 

Caso Vale do Javari
Na semana passada, a Justiça Eleitoral do amazonas negou pedido feito pela União dos Povos Indígenas do Vale do javari (Univaja) para que fossem fornecidos transporte fluvial, água e alimentos aos indígenas para que eles pudessem exercer o direito ao voto. Na quinta-feira (22), após acordo entre a organização e a Justiça Eleitoral, o TRE do Amazonas confirmou que os indígenas terão apoio logístico para votar. 

A lei eleitoral determina a obrigatoriedade de viagens municipais e intermunicipais no dia da eleição em todo o país. Esse transporte é de responsabilidade de prefeituras e governos e deve durar o dia todo. 

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