Política

ENTREVISTA

Eduardo Riedel: "Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios"

Governador entra no último ano de seu mandato comemorando resultados em saúde, educação e segurança pública e relaciona estes indicados aos investimentos recordes em MS

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No início deste ano, que marca a reta final de seu primeiro mandato, o governador Eduardo Riedel faz um balanço de gestão ancorado em indicadores positivos em áreas sensíveis como saúde, educação e segurança pública, em um momento em que Mato Grosso do Sul vive um ciclo recorde de investimentos públicos e privados.

Na entrevista, ele sustenta que os resultados são fruto de uma estratégia que prioriza projetos estruturantes, pensados para produzir efeitos no curto, médio e longo prazos.

Riedel relaciona diretamente a melhora dos indicadores sociais ao fortalecimento do ambiente de negócios no Estado. Para ele, infraestrutura, educação, saúde e, sobretudo, segurança pública formam um conjunto indissociável quando o objetivo é atrair investimentos, gerar emprego e ampliar a inserção de Mato Grosso do Sul na economia nacional e internacional.

“Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios”, afirma, ao destacar a queda da violência mesmo em um território estratégico no combate ao crime organizado.

Ao longo da conversa, o governador detalha concessões rodoviárias, hidroviárias e ferroviárias, avanços na rede hospitalar, mudanças no modelo educacional e políticas voltadas à habitação e à migração, sem ignorar os desafios impostos pelo rápido crescimento do Estado.

Em um ano eleitoral, Riedel defende que o debate político seja pautado pela gestão, resultados e projetos, e não por polarizações rasas, apostando que o desenvolvimento econômico é o principal motor para reduzir desigualdades e ampliar oportunidades.

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Eu queria que você fizesse um balanço não só dos quatro anos, mas do que é que está previsto para ser efetivado neste ano?

A gente preza muito o olhar sobre projetos estruturantes para Mato Grosso do Sul, e não olhar o curto prazo, o mandato apenas.

Mas a gente sempre tem que ter um olhar no curto, no médio e no longo prazos, porque a política pública – que são as demandas da sociedade – elas têm esses três componentes. Mas a gente sempre trabalhou de cabeça erguida no longo prazo.

Então, se você pegar cada uma das áreas, a gente atende o curto prazo nas demandas urgentes, mas pensando em reestruturar aquilo. Tem aquela história: “mas sempre fez assim...”, e então eu pergunto: “não tem problema então?”

Se sempre se fez de um jeito e o problema permanece, é porque tem de mudar o modelo, prevê ação de longo prazo. Isso vale para educação, para saúde, para infraestrutura, para segurança pública...

E quais são as ações e realizações nestes setores?

Se você olhar todas as nossas ações e projetos, eles têm, em intrínseco, uma mudança de modelo. Olha o que é que está acontecendo na Saúde.

O Hospital de Dourados entregue, PPP do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, talvez uma das ações mais ousadas que a gente vai ter no mandato.

E agora neste ano que se inicia, temos uma consolidação de projetos grandes, como concessões de ativos de infraestrutura, concessões rodoviárias e hidroviárias.

Concessões hidroviárias? Não seria apenas a do Rio Paraguai?

São concessões. A gente tem “dois Mississippis”, o Rio Paraguai e o Rio Paraná. A Hidrovia do Rio Paraguai vai ser concessionada e já está rodando muito bem, ela só precisa daquela intervenção de drenagem. Já a do Rio Paraná, agora com o amadurecimento da Bracell [em Bataguassu], ela vai sair do papel.

Quanto às ferrovias, no próximo dia 5 [de fevereiro] vamos à Inocência lançar a primeira shortline [ferrovia de médio porte, de abrangência regional] do Brasil, que vai ligar a Arauco ao entreposto de Inocência na Malha Norte

Na próxima semana a gente assina a Rota da Celulose, será o marco zero, o dia um do início da concessão que será responsável por R$ 10 bilhões de investimentos nos próximos anos.

Então, quando eu falo que se a gente levantar a cabeça e olhar Mato Grosso do Sul nos próximos cinco anos, será um outro estado.

Vai ser uma transformação muito robusta, fruto do que foi nesses três anos e também anteriormente com algumas ações nós começaram lá com o governador Reinaldo [Azambuja], em termos de mudança de paradigma de algumas políticas públicas para o Estado.

E quanto à Rota Bioceânica? Tem algo previsto para este ano?

A previsão de concluir a ponte é para este ano e o acesso é do finalzinho para o começo do ano que vem.

Você mencionou a parceria público-privada [PPP] do Hospital Regional. A concessão, prevista para o médio e longo prazo, pode gerar resultados já no curto prazo?

A efetivação da concessão está prevista para junho [deste ano], e os resultados começam a aparecer rapidamente. O Hospital de Dourados é um bom exemplo. A operação começou em dezembro [de 2025], com a policlínica um mês antes, e já mudou o atendimento de média e alta complexidade dos 33 municípios da Grande Dourados.

Dias atrás, o prefeito de Itaporã me relatou que a fila de 66 pacientes no município simplesmente acabou. Pessoas que antes saíam de Mundo Novo para buscar atendimento em Três Lagoas hoje são atendidas em Dourados, o que já alterou a dinâmica regional.

Em Campo Grande, o projeto tem uma maturação maior, de cerca de três anos. A nova gestão começa em junho [deste ano], com impacto imediato no atendimento, enquanto as obras do novo hospital e o retrofit da estrutura atual ocorrerão ao longo de aproximadamente dois anos.

Essas transformações já estão em curso e vão se refletir em todo o Estado.

Na segurança pública, os indicadores mostram queda da violência. Como está a sensação de segurança em Mato Grosso do Sul?

A segurança é um tema central, especialmente diante do cenário nacional e do avanço do crime organizado. Mesmo sendo rota de tráfico internacional, Mato Grosso do Sul está bem posicionado, e isso é comprovado pelos indicadores, que mostram uma redução da violência.

Esse resultado vem de investimentos, inteligência e inovação. Ampliamos o uso de tecnologia, monitoramento e adotamos tolerância zero ao crime organizado.

Há uma integração forte entre a inteligência da Secretaria de Fazenda, o Ministério Público e outras instituições no acompanhamento de empresas suspeitas, em um trabalho silencioso, mas efetivo.

Desmantelamos estruturas criminosas, o que reforça a sensação de que o Estado não é terreno fértil para organizações como o PCC [Primeiro Comando da Capital].

No dia a dia, o trabalho operacional continua com apreensões e prisões, evitando que ambientes de insegurança se formem. Segurança pública, para nós, é parte essencial do ambiente de negócios e da prosperidade do Estado.

E na Educação, quais foram as principais entregas? Elas já aparecem nos indicadores?

Os resultados já aparecem. Tivemos um avanço acelerado das escolas em tempo integral e um forte investimento na recuperação da estrutura física. Em três anos, reformamos uma escola a cada poucos dias, e hoje cerca de 70% das 354 escolas da rede estão totalmente reestruturadas.

No campo pedagógico, os dados de 2025 mostram uma queda da reprovação de 11% para 5,5%. Não houve afrouxamento, mas um conjunto de medidas, como a busca ativa de alunos e a ampliação do ensino em tempo integral.

Também ampliamos de forma estratégica os cursos profissionalizantes: hoje, quase 50% dos alunos do Ensino Médio estão matriculados nessa modalidade, um dos maiores índices do País.

Outro avanço foi a transferência de alunos do Ensino Fundamental dos municípios para a rede estadual, o que permitiu às prefeituras abrir milhares de vagas em creches. É uma política focada na primeira infância, essencial para todo o sistema educacional.

Falamos de índices em várias áreas, como saúde, educação, segurança. Tudo isso conta quando você vai a outros países apresentar Mato Grosso do Sul para investidores?

Sim, muito. Segurança pública, infraestrutura, saúde, educação. De novo: o ambiente de negócios é formado por este conjunto. Também conta o aspectado fiscal do Estado, tributário, toda a estrutura.

Já passou aquela época do vídeo bonito. O vídeo bonito tem uma pilha emocional, mas as pessoas querem ver o ‘preto no branco’. Nestes encontros lidamos com gente que não vai se deixar levar apenas pela emoção. Temos de estabelecer uma relação de confiança, mostrar o que é, inclusive os problemas.

E há algum problema?

Por exemplo: temos deficiência de habitação, pelo rápido crescimento que estamos tendo, pela demanda, pela vinda de um grande número de pessoas, temos esse problema.

E como a gente vai resolver isso? A gente mostra, e relação de confiança é assim: estamos do lado para ajudar resolver. Com programas novos, com recurso direto, com estímulos...

Eu fiz uma ação neste ano com a bancada federal, quase que um apelo e uma súplica, para colocar 25% das emendas de bancada, coletivas, que foram R$ 100 milhões para a habitação, que foi o programa Bônus Moradia.

É um programa que com R$ 30 mil você viabiliza uma residência para uma faixa salarial de pequena a média.

Como funciona o programa?

É na aquisição. É uma equação, é muito legal. O município e o Estado entram com o terreno, então aí você já reduz o custo do imóvel.

O privado constrói a casa e coloca à venda. Lembrando que são casas populares, e o Estado paga a entrada, que é normalmente o grande gargalo para esse comprador de baixa renda conseguir adquirir uma casa. Ele tem uma prestação de R$ 700, de R$ 500 por mês.

Ele tem o dinheiro para pagar, porque ele está empregado, está assalariado, mas normalmente ele não tem R$ 30 mil para dar de entrada na compra da casa. E é esse R$ 30 mil que é o Bônus Moradia. É uma solução de mercado, não é o Estado fazendo a casa e dando, é a pessoa comprando a casa e o Estado dando aquele empurrãozinho.

Com os bilhões de investimentos contratados, mercado aquecido e pleno emprego, Mato Grosso do Sul precisa, hoje, de mais gente do ponto de vista demográfico?

Precisa, sim, de mais gente e de migração. Não dá para esperar aumento da natalidade, isso é uma decisão individual, mas Mato Grosso do Sul é um dos estados com saldo migratório positivo, o que é muito saudável.

Quando se observa o mapa do Brasil, fica claro que o Estado tem atraído pessoas. Vem gente de todos os perfis, na mesma proporção da sociedade: desde trabalhadores para funções mais básicas até profissionais altamente qualificados, de doutores a pessoas sem alfabetização.

Todos são bem-vindos, porque o crescimento populacional é positivo para o Estado.

Esse movimento está diretamente ligado aos grandes empreendimentos. Em Inocência, por exemplo, uma cidade de cerca de 9 mil habitantes, há hoje algo em torno de 7 mil a 8 mil trabalhadores ligados aos novos projetos.

Este é um ano eleitoral. Qual é a sua expectativa para esse processo?

Eu sempre digo que eleição se discute no tempo da eleição. Temos agora o carnaval, depois a Copa do Mundo, e o processo eleitoral começa de fato a partir de julho, nas convenções.

Até lá, como governador de Mato Grosso do Sul, meu compromisso é trabalhar até 31 de dezembro para cumprir o que foi pactuado com a população, sem perder o foco.

É claro que a eleição exige articulação partidária e diálogo com lideranças, em um ambiente nacional difícil, marcado pela polarização. Minha posição ideológica é conhecida e muito clara. A diferença em relação à eleição passada é que hoje sou mais conhecido e as pessoas vão discutir a gestão que está sendo feita.

Espero que, quando a oposição se apresentar, o debate seja sobre gestão, governo e projetos para a sociedade, e não uma discussão rasa. Sempre combati debates que não constroem.

No fundo, direita e esquerda têm objetivos comuns – como combater a pobreza extrema. A divergência está no ‘como’ fazer isso.

A esquerda tende a defender um Estado maior; a direita, um Estado mais enxuto e indutor. O que temos visto aqui é que crescimento, investimento e desenvolvimento geram emprego, renda e oportunidades.

Temos a menor taxa de pobreza extrema do Brasil não por assistencialismo, mas porque o Estado está crescendo e criando oportunidades.

{Perfil}

Eduardo Riedel

Eduardo Corrêa Riedel é governador de Mato Grosso do Sul desde 2023. Antes foi secretário de Governo e Gestão Estratégica e de Infraestrutura no governo de Reinaldo Azambuja, e também já foi presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul).

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POLÍTICA

Lula se encontra com líderes da Colômbia e Burundi durante Fórum Celac-África

O presidente brasileiro destacou a instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba como oportunidade para ampliar a cooperação no desenvolvimento do setor agropecuário africano

21/03/2026 22h00

Presidente Lula

Presidente Lula Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste sábado, 21, com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, à margem do Fórum de Alto Nível Celac-África, em Bogotá. Os dois avaliaram a presidência colombiana à frente da Celac e as expectativas para o início da presidência do Uruguai no bloco, reiterando a importância de fortalecer instâncias multilaterais regionais.

Petro também confirmou presença na reunião "Democracia contra o Extremismo", marcada para 18 de abril, em Barcelona.

Durante o evento, Lula se encontrou também o presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, quando o parabenizou pela eleição à presidência da União Africana e agradeceu a adesão do País à Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O presidente brasileiro destacou ainda a instalação de um escritório da Embrapa em Adis Abeba como oportunidade para ampliar a cooperação no desenvolvimento do setor agropecuário africano, e convidou Ndayishimiye para visita de Estado ao Brasil.

Por fim, Lula afirmou ainda que o Brasil apoia a candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU e registrou o apoio da União Africana ao ex-presidente senegalês Macky Sall, mas defendeu que a ONU seja liderada por uma mulher da América Latina e Caribe.

POLÍTICA

Lula critica uso da força por nações ricas para invadir outros países

Na Cúpula da Celac, ele defende a soberania da América Latina e Caribe

21/03/2026 18h30

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva Valter Campanato/Agência Brasil

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Em discurso neste sábado (21) ,durante a 10ª  Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e do I Fórum Celac-África, em Bogotá, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as crescentes intimidações à soberania da América Latina e do Caribe e a retomada da política colonialista por parte dos Estados Unidos (EUA). 

“Não é possível alguém achar que é dono dos outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?

Ele questionou ainda em que parágrafo e em que artigo da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU) está dito que o presidente de um país pode invadir o outro? "Em que documento do mundo está dito isso? Nem da Bíblia. Não existe nada que permita que isso aconteça. É a utilização da força e do poder para nos colonizar outra vez?”.

O presidente citou como exemplo o caso da Bolívia, que sofre com a pressão dos Estados Unidos para a venda dos minerais críticos, como o lítio, utilizados na confecção de baterias elétricas, essenciais à transição para uma matriz energética baseada em fontes renováveis.

Lula citou o passado de países da América Latina, do Caribe e da África, vítimas do regime colonial que saqueou suas riquezas. “Aqui, neste plenário, todo mundo tem experiência de que o seu país já foi saqueado em tudo que é ouro que tinha, tudo que é prata, que é diamante, tudo que é minério”, disse.

“Ou seja, já levaram quase tudo da Bolívia. Agora que a Bolívia tem minerais críticos, é a chance da Bolívia, da África, da América Latina não aceitar ser apenas exportador de minerais para eles”, acrescentou.

O presidente disse ainda que esses materiais devem ser utilizados para promover o desenvolvimento tecnológico dos países africanos e latinoamericanos, para “dar um salto de qualidade na produção de combustíveis alternativos".

“Quem quiser que venha se instalar e produzir no país, para que a gente tenha a chance de desenvolvê-lo, nós já fomos colonizados, fizemos luta pela independência, conquistamos democracia, perdemos democracia, agora estão querendo nos colonizar outra vez”, defendeu.

Para ele, é preciso gritar alto e bom som para não permitir que isso aconteça em outros países, o que já aconteceu em Gaza recentemente, por exemplo.

O presidente voltou a criticar a falta de atuação do Conselho de Segurança da ONU para impedir a proliferação de conflitos ao redor do mundo. Ele citou os ataques dos EUA e de Israel ao Irã, o genocídio na Faixa de Gaza, os conflito na Líbia e as guerras no Iraque e na Ucrânia.

“O que estamos assistindo no mundo é a falta total e absoluta de funcionamento das Nações Unidas. O Conselho de Segurança da ONU e os seus membros permanentes foram criados para tentar manter a paz. E são eles que estão fazendo as guerras”, afirmou.

Ele defendeu uma tomada de atitude para não permitir que os países mais poderosos se achem donos dos países mais frágeis. "Quando é que a ONU vai convocar uma reunião extraordinária para que a gente decida qual é o papel dos membros do Conselho de Segurança? Por que não se renova? Por que não se colocam mais países representando o Conselho de Segurança da ONU?, perguntou.

Lula também criticou o investimento cada vez maior em armamentos, em contraste com os recursos destinados ao combate à fome.

“É importante que a gente não perca de vista que, enquanto se gastou no ano passado US$ 2,7 trilhões em armas e guerras, nós ainda temos 630 milhões de pessoas passando fome. Ainda temos milhões de seres humanos sem energia elétrica. E ainda temos milhões de seres humanos sem acesso à educação e outros milhões e milhões de mulheres e crianças que são resultado dessas guerras fratricidas e que ficam abandonados sem documento, sem residência, sem ter sequer uma pátria onde morar”, lamentou.

Além de Lula, participam da cúpula da Celac o presidente colombiano, Gustavo Petro, o uruguaio Yamandú Orsi e o primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves. Vinte chanceleres também marcam presença

Ao falar da cooperação entre os países africanos, da América Latina e do Caribe, o presidente disse que o multilateralismo traz oportunidades de cooperação, investimento e comércio.

“Ainda somos penalizados por uma ordem desigual, estabelecida, enquanto o colonialismo e o apartheid prevaleciam em muitas partes do mundo. Não faz sentido que a América Latina e a África não tenham representação adequada no Conselho de Segurança da ONU”, afirmou. “Precisamos manter o Atlântico Sul livre de disputas geopolíticas alheias”.

Juntos, os 55 países da União africana e os 33 países da Celac reúnem cerca de 2,2 bilhões de pessoas. Lula destacou que os países devem incrementar os esforços no combate à fome, enfrentamento às mudanças do clima, na preservação do meio ambiente, transição energética, inteligência artificial, entre outros e que essa é a guerra a ser vencida.

“Essa é a guerra que temos que fazer para acabar com a fome na África, na América Latina, acabar com o analfabetismo, acabar com a falta de energia elétrica”, afirmou.

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