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Seminário na Capital discutirá sobre economia da cultura

Seminário na Capital discutirá sobre economia da cultura

Redação

06/04/2010 - 20h41
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CRISTINA MEDEIROS

 

Na próxima quinta-feira, o Arquivo Público Estadual, unidade da Fundação de Cultura (FCMS), em parceria com a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABCG) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), promoverá em Campo Grande o "Seminário itinerante de economia da cultura", buscando a conscientização acerca do potencial de desenvolvimento que a economia da cultura pode aportar às três regiões brasileiras menos favorecidas pelos debates em economia da cultura: Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

As inscrições já estão abertas para profissionais que atuam nas diversas esferas do setor sociocultural, privado e sociedade civil, economistas, administradores, sociólogos, comunicadores, turismólogos, arquitetos e urbanistas, jornalistas, profissionais de relações internacionais, estudantes e comunidade em geral. O evento acontecerá no anfiteatro do Departamento de Artes e Comunicação (Bloco VIII), da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), a partir das 13h.

Serão promovidas três mesas-redondas. A primeira, "A cultura no cenário brasileiro – contexto e futuro", será composta por Kátia de Marco, socióloga e mestre em Ciência da Arte e pelo professor do Departamento de Economia e Administração da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Ido Michels. A segunda mesa-redonda, "Economia da cultura – uma abordagem prática", será composta pelo professor da especialização em Economia da Cultura da UFGRS e doutorando em Economia do Desenvolvimento, Leandro Viliati e pelo presidente do Conselho de Cultura de MS, Vilibaldo Gonçalves Vicente Júnior (Villie).

A última mesa será composta pela consultora da ONU, Ana Carla Fonseca Reis, doutoranda em Arquitetura e Urbanismo e fundadora da Garimpo Soluções – economia, cultura e desenvolvimento. O tema abordado pelos convidados será a "Economia da cultura e desenvolvimento – estratégias nacionais e panorama regional". O convidado para expor o quadro regional é o coordenador do Núcleo de Teatro da FCMS, Márcio Veiga.

"Vamos mostrar, no panorama regional, a identificação dos movimentos culturais e a produção artística de Mato Grosso do Sul como geradores de renda, tendo como base a participação dos agentes culturais como fator primordial de desenvolvimento da cultura local", explica Veiga, que é mestre em Desenvolvimento Local pela UCDB, graduado em Comunicação Social e desenvolve pesquisas relacionadas à comunicação e à cultura, principalmente sobre a identidade regional, cultura de massa e recepção da mensagem radiofônica.

As inscrições podem ser feitas por meio do Arquivo Público Estadual de Mato Grosso do Sul, pelo e-mail: [email protected] ou pelo telefone (67) 3316-9167.

Sensível

'Sicário' de Vorcaro tentou se matar na sede da PF em Minas

Alerta: a reportagem abaixo trata de temas sensíveis como suicídio e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao fim do texto onde buscar ajuda.

04/03/2026 19h00

Divulgação

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Preso nesta quarta-feira, 4, pela Polícia Federal na terceira fase da Operação Compliance Zero, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o "Sicário" de Daniel Vorcaro, tentou se suicidar enquanto estava sob custódia dos federais na Superintendência Regional do órgão em Minas Gerais. A informação foi divulgada pela própria corporação, que não detalhou como "Sicário" tentou tirar a própria vida.

"Ao tomarem conhecimento da situação, policiais federais que estavam no local prestaram socorro imediato, iniciando procedimentos de reanimação e acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe médica deu continuidade ao atendimento no local, e o custodiado será encaminhado a rede hospitalar para avaliação e para atendimento médico", disse a PF em nota.

Do latim "Sicarius", homem da adaga, o apelido "Sicário" não era apenas simbólico para Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela obtenção de informações sigilosas, monitoramento de adversários e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses de Vorcaro, dono do Banco Master.

Segundo o relatório, Vorcaro teria solicitado a "Sicário" que o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, fosse agredido e tivesse "todos os dentes quebrados" em um assalto forjado.

Nesta quarta, no momento da prisão de Vorcaro, o banqueiro afirmou que jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que as mensagens atribuídas a ele foram retiradas de contexto. (Leia a íntegra abaixo.)

De acordo com a PF, o "Sicário" teria acessado indevidamente sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol, para monitorar adversários e desafetos do banqueiro.

Para os investigadores, mensagens interceptadas indicam que Vorcaro acionava Luiz Phillipi para monitorar e intimidar funcionários que se opunham às suas ordens e vontades.

Em um dos diálogos, o banqueiro relata que estaria sendo ameaçado por uma funcionária e ordenou que Sicário "moesse essa vagabunda".

Em outro bate-papo no WhatsApp, Mourão se oferece para mobilizar "A Turma", estrutura usada para coleta de informações, a fim de constranger um empregado que teria feito uma gravação indesejada de Vorcaro.

As conversas incluem ainda troca de dados pessoais e pedidos para "levantar tudo" sobre dois funcionários, incluindo um chef de cozinha.

Para a Polícia Federal, há fortes indícios de que Mourão recebia R$ 1 milhão de Daniel Vorcaro por intermédio do cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, que se apresentou aos federais nesta quarta após não ser localizado nos endereços alvo de busca.

Nas mensagens de WhatsApp trocadas entre "Sicário" e Vorcaro, o operador pede que Zettel deposite o dinheiro prometido.

"Bom dia. O Fabiano não mandou este mês e 'A Turma' está perguntando. Dá uma olhada com ele por favor. Obrigado", disse "Sicário".

Ao ser indagado por Vorcaro sobre os dados para o pagamento e sobre o valor exato, Mourão respondeu: "Ele (Zettel) manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando pra eles. 400 divido entre 6. Os meninos mando 75 pra cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda 1 e quando você manda bônus eu divido entre os meninos e a turma", explicou "Sicário".

Em outro diálogo, dessa vez entre Ana Cláudia - funcionária do banqueiro - e Vorcaro, a secretária pergunta:

"Vai ser 1 mm como normalmente?"

"Sim."

Em seguida, Ana Cláudia faz a transferência bancária e junta o comprovante de pagamento de R$ 1 milhão na conta indicada por Mourão.

As investigações indicam que Vorcaro "manteve relação contratual com Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, responsável pela coordenação de atividades voltadas à obtenção de informações, monitoramento de pessoas e levantamento de dados considerados relevantes para os interesses do grupo".

"Nesse contexto, foram identificadas tratativas relativas à execução dessas atividades e à mobilização de equipes responsáveis pela extração e coleta dos dados de interesse do grupo criminoso", diz o relatório da Polícia Federal.

Sobre a tentativa de suicídio de "Sicário", a Polícia Federal informou o ocorrido ao gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, e entregará os registros em vídeo que demonstram a dinâmica do ocorrido.

A corporação afirmou que será aberto "procedimento apuratório para esclarecer as circunstâncias do fato".

NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE DANIEL VORCARO

A assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro esclarece que o empresário informou, no momento de sua prisão, que jamais teve intenção de intimidar ou ameaçar jornalistas e que suas mensagens foram tiradas de contexto.

Afirmou textualmente que "sempre respeitei o trabalho da imprensa e, ao longo de minha trajetória empresarial, mantive relacionamento institucional com diversos veículos e jornalistas Não me lembro de minhas conversas por telefone, mas, se em algum momento me exaltei em mensagens no passado, o fiz em tom de desabafo, em privado, sem qualquer objetivo de intimidar quem quer que seja. Jamais determinei ou determinaria agressões ou qualquer espécie de violência."

Vorcaro segue colaborando com as autoridades competentes e confia que a análise completa das informações esclarecerá definitivamente as interpretações equivocadas que vêm sendo divulgadas.
 

Aliança

Flávio Bolsonaro diz que "unidade está mantida" com Riedel e Azambuja em MS

Senador se reuniu com governador e ex-governador de MS em Brasília e reafirmou aliança entre o trio

04/03/2026 17h34

Flávio Bolsonaro se reuniu com Azambuja e Riedel em Brasília

Flávio Bolsonaro se reuniu com Azambuja e Riedel em Brasília Foto: Reprodução

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reuniu nesta quarta-feira (4) com o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), com o ex-governador Reinaldo Azambuja e com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto e afirmou que a unidade "está mantida", reforçando a aliança entre o grupo. O encontro aconteceu em Brasília.

Recentemente, uma carta divulgada pela ex-primeira-dama, Michele Bolsonaro, supostamente escrita à mão pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, poderia causar reviravolta nas candidaturas ao Senado do PL em MS, ao afirmar que o candidato dele ao Senado seria o deputado Marcos Pollon.

A publicação ocorreu após o vazamento de anotações de Flávio Bolsonaro indicando Capitão Contar e Reinaldo Azambuja como os escolhidos para disputar o cargo de senador pelo Partido Liberal no Estado.

Na reunião de hoje, Flávio Bolsonaro reafirmou que a aliança é com Azambuja e Riedel. Pollon não participou do encontro.

"Grande honra estar aqui com esse quadro dentro do PL tão qualificado, presidente Valdemar, governador Riedel, Reinaldo Azambuja, Rogério Marinho, eu estou muito feliz nesse momento porque a cada dia que passa a gente vai conversando sobre a nossa estratégia nacional e tenho certeza que no Mato Grosso do Sul essa unidade aqui está mantida, eu confio muito nos quatro, no governador que faz um trabalho excepcional no Mato Grosso do Sul, no Azambuja que é um craque que está aqui para reforçar o nosso time, o presidente do partido", disse.

"Eu quero falar a todos vocês, estamos muito confiantes que Mato Grosso do Sul vai ser um estado que vai nos ajudar muito na reconstrução, na retomada do nosso Brasil, com um time unido, pronto para o combate. A gente não vai titubar, vamos estar aqui juntos, unidos, porque Mato Grosso do Sul não tem espaço para a esquerda", concluiu Bolsonaro.

O ex-governador Reinaldo Azambuja já havia dito ao Correio do Estado que, mesmo com a carta do ex-presidente apontando Pollon como seu pré-candidato, os nomes dos dois candidatos a senadores serão definidos na convenção de julho.

Azambuja argumentou que os escolhidos serão aqueles com mais viabilidade política para ganhar a eleição.

“Ter o apoio do presidente Bolsonaro é muito bom, mas precisa ter resultado, ter votos e, portanto, só em julho sairá a definição dos candidatos do PL ao Senado Federal no Estado”, avisou, lembrando que os nomes de Pollon e da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, continuam no páreo, assim como os dele e do ex-deputado estadual Capitão Contar.

Carta

A carta atribuída a Bolsonaro foi divulgada pela ex-primeira-dama no dia 28 de fevereiro, nas redes sociais.

"A pedido dele, faço esta postagem sobre os últimos acontecimentos. Sempre tive um carinho e respeito muito especiais pela família do meu amigo Marcos Pollon. Sua esposa, Nay, @naiane_bittencourt24 é uma mulher cristã, íntegra e dedicada, que esteve ao meu lado na construção do PL Mulher, um trabalho sério e muito bem organizado. Sou grata por conhecer essa família de perto e testemunhar seus valores. O Deputado Marcos Pollon é o nosso candidato ao Senado Federal por Mato Grosso do Sul", disse a ex-primeira-dama na publicação.

Flávio Bolsonaro se reuniu com Azambuja e Riedel em Brasília

Movimentação

No final de janeiro, o Correio do Estado já havia noticiado a movimentação dos grupos de extrema direita de Mato Grosso do Sul, indicando a tendência do “voto casado” na eleição para o Senado. Nesse cenário, a aposta seria nos candidatos Capitão Contar (PL) e Marcos Pollon (PL), classificados como dois “puros-sangue” dessa ala considerada mais radical, mas que tem demonstrado bom desempenho nas duas últimas eleições gerais, em 2018 e 2022.

A articulação entre Pollon e Contar estaria sendo feita via Brasília e até fora do País, e passa por políticos influentes no campo da extrema-direita, como o deputado federal do Novo pelo Rio Grande do Sul, Marcel van Hattem, e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está há quase um ano nos Estados Unidos.

O Correio do Estado apurou que a possibilidade já foi tratada entre os dois possíveis candidatos ao Senado e também com outros dois caciques da extrema-direita.

Pollon teria sido orientado por Eduardo Bolsonaro – seu padrinho político – a apostar na candidatura ao Senado e deixar de lado uma possível disputa ao governo. O deputado federal, de fato, tem feito menos movimentos nessa possível pré-candidatura pelo Novo, partido que pretende se filiar em março, deixando espaço aberto para outros nomes que devem se juntar ao grupo, como o deputado estadual João Henrique Catan, que, assim como Pollon, tem encontrado portas fechadas no PL e deve mudar de legenda, e o empresário Jaime Valler.

Já Capitão Contar é pré-candidato ao Senado pelo PL em MS, assim como o ex-governador do Estado Reinaldo Azambuja, que no ano passado assumiu o comando regional da sigla.

Tanto Contar quanto Azambuja têm a “bênção” do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, para disputar o Senado pelo partido.

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