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Simone diz que definirá candidatura com Lula antes do Carnaval

"Fizemos alguns raciocínios para ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada", reforçou a ministra

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Em entrevista ao Correio do Estado, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), negou que já tenha acertado com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a mudança do seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo, onde disputaria uma vaga ao Senado em uma chapa que teria o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), concorrendo a governador.

“Não é verdade”, disse a ministra sul-mato-grossense sobre a publicação do jornal O Globo, reforçando que, como ela tinha falado em entrevista em São Paulo (SP), a conversa para bater o martelo sobre o futuro político dela será em reunião antes do Carnaval com o presidente Lula.

“O Lula me disse que teria algumas conversas neste fim de semana e, depois, sentaria comigo ainda antes do Carnaval”, revelou à reportagem.

Lula e Tebet conversaram sobre o cenário eleitoral durante viagem ao Panamá, na semana passada, para participar do Fórum Econômico Internacional do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF). A ministra tem até o dia 4 de abril para transferir o seu título eleitoral de Mato Grosso do Sul, por onde já foi senadora da República.

Ainda não está definido se Tebet mudará de partido, mas ela revelou que recebeu convite para trocar o MDB pelo PSB.

Lideranças petistas de São Paulo ainda alimentam, porém, a possibilidade de ela concorrer ao Senado pelo seu atual partido em Mato Grosso do Sul, pois o MDB está comprometido com o projeto de reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que na disputa municipal de 2024 foi um importante cabo eleitoral do prefeito da capital paulistana, Ricardo Nunes (MDB).

A aliança firmada na época teve a participação do presidente nacional da legenda, Baleia Rossi. A ministra foi questionada, na sexta-feira, após participar de um evento em São Paulo, sobre a possibilidade de transferir o seu domicílio eleitoral para o estado.

“Deixo o Ministério do Planejamento [e Orçamento] até o dia 30 de março ou quando o presidente definir. Porque o presidente avalia que sou importante no processo eleitoral e entende que é importante a minha candidatura. Discutimos apenas a minha candidatura ao Senado. Fizemos alguns raciocínios para ver onde eu posso cumprir melhor a minha missão. Não fechamos nada. Ele queria me ouvir. O presidente tem a virtude de nunca impor nada”, reforçou.

Tebet revelou que terá uma segunda conversa com Lula antes do Carnaval para continuar a discutir a sua situação política e chegar a uma definição.

No entorno do presidente, há uma avaliação de que Tebet deve mudar para São Paulo, não só porque sua candidatura ao Senado é viável eleitoralmente, mas também porque o cenário político para ela em MS é complicado.

O MDB faz parte da administração do governador Eduardo Riedel (PP), que deve fazer uma aliança com o PL.

Depois do apoio dado a Lula no segundo turno da eleição de 2022, Tebet teve a sua imagem desgastada no Estado, onde o ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) superou o petista. Os deputados estaduais do MDB não gostariam de disputar tendo a ministra na chapa ao Senado.

Em São Paulo, o palanque de Lula ainda não está definido. Haddad vem resistindo em declarações públicas à possibilidade de concorrer ao governo.

Há uma aposta, porém, de que o ministro da Fazenda vai ceder aos apelos do presidente e à pressão do PT, já manifestada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pela ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

“Eu entendo que São Paulo tem dois nomes de peso, relevantes, importantes, que têm condições de performar muito bem, de levar inclusive para um segundo turno, que são o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin. Não entramos em detalhes [sobre isso]. Estou aqui apenas externando uma mera opinião”, avaliou Tebet.

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Política

Lula apresentou evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado

Nesta sexta, 30, foi informado o presidente passou pela cirurgia e teve alta hospitalar na sequência

31/01/2026 12h25

Crédito: José Cruz / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou neste sábado, 31, por uma avaliação de rotina no primeiro dia após a cirurgia de catarata no olho esquerdo. Segundo informações da Secretaria de Comunicação Social (Secom), ele apresentou evolução satisfatória, com exame oftalmológico dentro do esperado para o período. O procedimento foi realizado na clínica Mirar Oftalmologia, em Brasília.

Nesta sexta, 30, foi informado que Lula passou pela cirurgia e teve alta hospitalar na sequência. O procedimento é indicado com o avanço da idade. Em 2020, ele já havia sido submetido a uma cirurgia de catarata no olho direito. Não há agenda prevista para este fim de semana. Segundo a Secom, o presidente retornará às atividades habituais na próxima segunda-feira, 2.

Sinais


De acordo com o CBO, a catarata causa uma diminuição progressiva da visão. É comum o paciente perceber a visão turva, nebulosa ou com aspecto de "véu", e ter sensibilidade à luz, alteração na percepção de cores (visão desbotada ou amarelada) e dificuldade para enxergar à noite. 

Outros sinais incluem halos ao redor de luzes, visão dupla em um único olho e a necessidade frequente de alterar a graduação dos óculos. Muitas vezes a pessoa manifesta dificuldade acentuada para dirigir ou enxergar em ambientes com pouca iluminação. Há situações em que visualiza círculos coloridos ou reflexos intensos em torno de lâmpadas e faróis de carros, especialmente à noite e percebe as cores menos intensas ou com um tom amarelado. 

Outros sinais que fazem acender o alerta é a necessidade de alterar a prescrição de lentes com frequência e enxergar duas imagens de um único objeto, mesmo quando se fecha um dos olhos. 

Procedimento 


“Todas as pessoas terão que operar a catarata um dia, com o tempo — duas vezes, pois temos dois olhos”, diz Maria Auxiliadora Frazão. De acordo com a médica, o ideal é que a cirurgia seja feita em um olho de cada vez, com diferença de algumas semanas entre os dois procedimentos, como fez o presidente Lula, que já passou pela operação no olho direito.

“Assim, avaliamos os resultados, como o organismo responde, se o grau ficou bom e se evoluiu bem. Se sim, seguimos da mesma forma para o outro olho“, detalha a médica e presidente do CBO Maria Auxiliadora Frazão.

Riscos e contraindicações


De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), como toda cirurgia, a de catarata também traz riscos. Complicações como infecções, descolamento de retina, entre outros, podem acontecer. “Por isso, a cirurgia deve ser realizada com planejamento e responsabilidade, sem subestimar um procedimento realizado dentro do olho”, diz Maria Auxiliadora Frazão.

Antes do procedimento, são exigidos exames para avaliar as condições de saúde do paciente. Casos de diabetes descontrolado, alterações de retina e algumas condições pré-existentes podem adiar ou mesmo contraindicar a cirurgia.

Brasil


De acordo com a CBO, a cirurgia de catarata é o procedimento oftalmológico eletivo mais feito no Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com dados do Observatório da Saúde Ocular, do CBO, o SUS fez 7,8 milhões de cirurgias de catarata entre janeiro de 2015 e novembro de 2025, com um aumento registrado 120% em 10 anos. Em 2015, foram realizadas 470.246 cirurgias. Já em 2025, até o mês de novembro, o volume foi de 1.034.714

Do total de cirurgias feitas pelo SUS em 2024,  52% dos procedimentos foram em pessoas com idade entre 40 e 69 anos, enquanto 46% ocorreram em pacientes com 70 anos ou mais.

** Com informações de Agência Brasil

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Política

Ministro do TCU relata processo sobre carteiras do Master e conduta de diretor do BC

No fim do ano passado, Jhonatan de Jesus chegou a sinalizar a possibilidade de impor medidas cautelares contra o BC no caso do Master

30/01/2026 22h00

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025

Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro de 2025 Divulgação: MPC-MS

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Já responsável pela investigação sobre uma suposta "precipitação" do Banco Central na liquidação do Banco Master, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus vai cuidar de outro processo sobre o caso. Na segunda-feira, 26, ele se tornou relator de uma representação que pede à corte de contas para apurar a venda de carteiras de crédito falsas do Master para o Banco de Brasília (BRB), além da conduta do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino.

No fim do ano passado, Jesus chegou a sinalizar a possibilidade de impor medidas cautelares contra o BC no caso do Master. Ele determinou a realização de uma inspeção no BC "com máxima urgência" no início deste mês, mas acabou voltando atrás. Após uma reunião entre o ministro, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, e o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, ficou acertado que os técnicos da corte de contas fariam uma "diligência" no regulador, sem acesso a informações sigilosas.

Autor da representação, o subprocurador-geral do Ministério Público junto ao TCU (MPTCU) Lucas Rocha Furtado pede uma apuração da conduta de Aquino e de "outros agentes públicos eventualmente envolvidos".

O texto cita matéria da colunista Malu Gaspar, de O Globo, segundo a qual o diretor do BC teria pedido ao então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que a instituição do DF comprasse carteiras do Master. Costa, por sua vez, teria apresentado mensagens com o pedido ao conselho de administração do banco.

Na sexta-feira, 23, mesmo dia da publicação, o BC divulgou uma nota negando que Aquino tenha recomendado a compra de carteiras fraudadas. O diretor colocou suas informações bancárias e fiscais, além dos registros das conversas com o então presidente do BRB, à disposição das autoridades. No mesmo dia, dois conselheiros do BRB também negaram as informações veiculadas, por meio de uma carta voltada para distribuição interna no banco, mas que foi obtida pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A representação do MPTCU, também do dia 23, pede ainda que se investigue a regularidade das operações de aquisição de carteiras de crédito do Master pelo BRB, além da identificação dos responsáveis pelos prejuízos causados ao banco público. O próprio BC denunciou ao Ministério Público Federal (MPF) que o Master vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito falsas ao BRB, o que se tornou a base da primeira fase da operação Compliance Zero.

Ainda não há movimentações no processo do TCU.

 

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